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Posts Tagged ‘MJ Delfino

O décimo quinto episódio é praticamente uma continuação direta do décimo quarto. Todas as tramas estão conectadas. E dinheiro continua sendo o principal assunto. Lynette e Tom continuam afundando-se em problemas devido a falta crítica dele, Bree mais uma vez enfrenta problemas com uma pessoa que ama e Gaby mostra que ainda tem suas garras.
Apesar de eu adorar a família Scavo e realmente não gostar de vê-los sofrer, especialmente considerando tudo o quê eles já passaram, eu gostei de seus problemas financeiros não terem desaparecido magicamente. Tom tinha uma decisão dolorosa pela frente, e gostei de vê-lo lutar pelo seu sonho, e de Lynette o ter apoiado mesmo quando ele toma a péssima decisão de forçar os filhos adolescentes (e obviamente descontentes) a trabalhar na pizzaria. Doug Savant é o grande destaque do episódio, pois sua atuação além de me comover e me fazer torcer por ele, até me fez esquecer de certas coisas irritantes que ele fez durante essa temporada em nome de sua crise da meia idade.
Bree, como eu tinha mencionado na review passada, está praticamente tornando a arte de alienar e irritar as pessoas que a cercam em uma segunda profissão. Contudo, dessa vez eu acho que ela não teve culpa nenhuma. Eu adoro Orson, mas ele pode ser completamente irracional às vezes. Se Bree deu um aumento a Andrew foi porquê ele mereceu. Inclusive, nesse episódio ele várias vezes se mostra muito eficiente e atento aos detalhes do negócio da mãe. Orson foi petulante, e ainda por cima, deixou seu lado negro voltar à tona. Por enquanto, ele apenas rouba uma caneta cara, mas eu já estou ansiosa para ver até onde ele vai com sua inveja do enteado.
Essa semana Gaby teve uma trama melhor que a da semana passada. Eu adoro a Gaby boazinha, mas eu gosto dela bitch também. Então foi muito divertido ver suas artimanhas para conseguir comprar o bracelete que desejava, apenas para perceber que se envolveu em uma mentira horrível, que pode ter consequências maléficas, o quê lhe causou remorso. Tarde demais, todavia. Ela e Carlos já estão completamente comprometidos. E essa é outra trama que pode render.
No entanto, foram as tramas não relacionadas a dinheiro, pelo menos não diretamente, que mais se destacaram. Eu gostaria de ter acompanhado Susan em seu novo trabalho e achei uma pena nós não termos visto ela lidando com suas responsabilidades, até porquê eu fico curiosa se na escola ela se comporta da mesma maneira imatura como se comporta em sua vida pessoa. Novamente, ela encheu Mike de exigências absurdas e comprou briga de maneira exagerada. Tudo bem que ela queria que Mike passe tempo com MJ ao invés de deixá-lo com Katherine, enquanto ele fica ausente da vida do garoto. Mas se ele tem que trabalhar, e ela tem que trabalhar, o quê tem demais que Katherine cuide do menino quando ela não está fazendo nada (algo que é estranho, pois o negócio dela com Bree está fervendo, e nós nunca mais a vimos trabalhando)? É óbvio que ela está se sentindo ameaçada como mãe, e sente ciúmes do carinho de seu filho por sua ex-amiga, mas a maneira intransigente e possessiva como ela agiu é frustrante. Felizmente, ela vai ter que superar seus sentimentos mesquinhos, porquê Mike e Katherine vão morar juntos, e a ruiva vai ser parte da vida do garoto quer Susan goste ou não.
Só que antes da data planejada para a mudança, vem a data arranjada entre Mike e Dave para irem acampar. E o ardiloso Dave ainda consegue manipular as circunstâncias para que Katherine esteja presente, e Edie não. A pressa de Dave se deve ao fato de quê ele roubou o celular de seu psiquiatra (aquele que Williams assassinou em City on Fire), e através dele trocou mensagens com a secretária do médico, descobrindo que ela está prestes a denunciar o desaparecimento do Dr. Samuel Heller. Isso faz com quê uma data limite para Dave agir tenha sido marcada, porém eu ainda tenho a impressão de quê é cedo demais. O próximo episódio é apenas o décimo sexto, e Desperate Housewives é uma série que sempre guarda a resolução de seus principais conflitos para o final. A minha aposta é que Katherine por algum motivo de última hora acabará não indo a essa viagem, adiando os planos de vingança de Dave.
Infelizmente, Marc Cherry e sua equipe são muito bons em enrolar e eu tenho certeza que eles encontrarão uma maneira de prolongar as coisas ao máximo. Eu só espero que seja uma maneira que cause um mínimo de apreensão, porquê eu sei que a série não está só na minha lista de ameaçadas. Muita gente considera abandonar a série depois dessa temporada, e vai ser preciso algo realmente fantástico para renovar a fé desses espectadores na dramédia.

Desperate finalmente retorna com inéditos e Marc Cherry, em uma decisão bem inteligente, resolveu abordar o assunto dinheiro. Considerando a crise pela qual os Estados Unidos passa, as tramas de Lynette e Mike devem ter ressonado nas famílias afetadas. E mesmo se você estiver mais para Bree do quê para os Scavos, o roteiro de Jason Ganzel (Art Isn’t Easy) ainda é bom o suficiente para entreter.
E já que mencionei Ganzel, umas das coisas que eu mais aprecio em ambos os seus roteiros é o espaço justo que ele consegue dar a todos os personagens, em particular ao sempre explorado de menos Lee. Eu amo Kevin Rahm e seu personagem, a maneira sarcástica e muitas vezes infantil como ele age, mas ao mesmo tempo como ele consegue ser maduro e fazer a coisa certa e adulta quando é necessário. E mais do quê tudo eu amo que apesar de ele odiar o subúrbio, e quase nunca aparecer socializando com seus vizinhos, ele parece ser um bom amigo. Tanto, que é o responsável por ser o primeiro a de fato desmacarar Dave ao contar a Tom que fora o marido de Edie que tinha dito a polícia que Porter estava perto de onde começou o incêndio.
Enquanto Tom cortava laços com Dave, Lynette praticamente fez o mesmo com Bree. O caso é diferente, a amizade das duas é mais antiga, porém a ruiva conseguiu mais uma vez humilhar e magoar profundamente alguém com quem se importa. Provavelmente ela conseguirá consertar seu erro no futuro, mas a questão é que nessa quinta temporada Bree conseguiu abalar vários de seus relacionamentos. E como Lynette coloca muito bem no final, a Bree de cinco atrás pelo menos entenderia os efeitos de suas ações em suas melhores amigas. A nova Bree não parece ser capaz de compreender alguém além de si mesma sem uma explicação clara.
E apesar da mudança de caráter da personagem ser algo essencialmente ruim, dramaticamente é algo me agrada bastante. É uma evolução de personagem um pouco mais sutil que a de Gaby por exemplo, mas é uma evolução. E Marcia Cross não desaponta em sua performance.
Outra coisa pela qual eu sou extremamente agradecida a Jason Ganzel é por dar a Katherine não somente espaço, mas por retratá-la como parte do grupo das DHs. Ultimamente é raro ver Katherine em qualquer momento compartilhado das amigas, e além de ser uma pena, é também sem sentido. Sendo sócia e amiga próxima o suficiente de Bree para esta considerá-la a irmã que nunca teve, Katherine deveria pelo menos aparecer nos jogos de poker. Então, vibrei um pouquinho ao vê-la incluída quando Bree resolve mostrar seu novo carro para as amigas.
E todo o resto de sua storyline foi tão bom quanto. Por mais que eu não seja fã de Susan, tenho que admitir que sua trama com Mike e Katherine foi ótima. Eu adoro essa nova família disfuncional que eles formaram. Portanto, nem me irritou o fato de Susan como sempre ter agido de maneira completamente infantil e retardada. As cenas de Teri Hatcher com Dana Delany, James Denton e especialmente Mason Vale Cotton funcionaram. Aliás, tenho que fazer um adendo e mencionar que a cada aparição eu gosto mais de MJ.
Voltando ao assunto principal, faz um bom tempo que nós não vemos a Susan trabalhando. E se as vendas de seus livros não vão bem e Mike, apesar de estar trabalhando muitas horas por dia, não está conseguindo ganhar dinheiro o suficiente para pagar a escola cara em que ela faz questão que MJ estude, então ela realmente precisava fazer alguma coisa. Só espero que agora que trabalhará em uma escola e terá responsabilidades ela amadureça um pouco. Sua invasão da casa de Katherine para roubar o colar que Mike tinha dado a namorada foi realmente patética. Mais um daqueles momentos em que sinto muita vergonha alheia por ela.
Gaby e Edie tiveram uma trama um pouco desconectada do assunto principal e sem muita relevância. Desde que Carlos teve a visão de volta os roteiros da Eva Longoria cairam de qualidade. Mas como ela e Nicollette Sheridan tem ótimo timing cômico, a estória da aula de exercícios conseguiu se segurar. Contudo não empolgou muito.
Apesar de não ser um episódio completamente alienado da linha da temporada como foi o anterior, Mama Spent Money When She Had None é mais um filler onde se prestarmos atenção, perceberemos que quase nada aconteceu de fato. E o problema é que sendo ainda o décimo quarto episódio, podemos esperar que a trama continue a virtualmente se arrastar por mais um bom tempo. E isso é extremamente irritante e cansativo para mim.


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luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

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