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Se alguém tivesse me dito no começo dessa temporada que Blair e Nate teriam uma recaída, eu provavelmente teria desistido da série ali mesmo. Chuck e Blair eram o melhor casal da série e apesar dos produtores terem insistido na idéia de mantê-los separados por seus orgulhos e jogos psicológicos desde a temporada passada, eu acreditava sinceramente que se as coisas não se resolvessem logo, pelo menos Leighton Meester e Ed Westick arranjariam uma maneira de manter as coisas interessantes. Bom, infelizmente nem os dois atores, que são muito bons, conseguiram segurar-se na montanha russa de composição de personagem pela qual Blair e Chuck passaram nos últimos episódios, e ver Blair gravitar em direção ao seu amor e rocha original, Nathaniel, não foi nem de longe tão desastroso quanto eu pensei que seria.
É claro que ajudaria se Chace Crawford conseguisse expressar alguma coisa em sua face, e Meester praticamente trabalhou sozinha o componente emocional da reconexão dos dois. Mas até que ele conseguiu manter o diálogo com sua parceira de cena, e isso é uma grande coisa porquê muitas das linhas que eles são obrigados a falar tem o potencial para se tornarem extremamente cafonas. É só prestar atenção em tudo que sai da boca de Vanessa e temos um bom exemplo de como transformar um texto que já não é maravilhoso em material de novela mexicana.
Contudo, tirando a incompetência de Jessica Szohr, eu não tenho reclamações do episódio. Talvez seja porquê eu já tinha praticamente desistido da série e abaixei completamente minhas expectativas, mas eles conseguiram fazer um roteiro sem tantos problemas sérios e a direção deu fluidez a trama, fazendo com quê ela de fato parecesse seguir um curso para um determinado destino, ao invés dos ciclos fechados, que dão voltas em si mesmo e aborrecem, que vínhamos vendo.
Nas tramas paralelas, tivemos a volta de Lily. Eu sempre sinto falta dela, mas entendo que nem é culpa dos produtores. A barriga de Kelly já está enorme e eles tem ficar escondendo ela atrás de mantas e casacos enormes, o quê obviamente limita as escolhas narrativas para a personagem. A trama com a listas de ex-namorados e namoradas não foi das mais originais, mas o casal estava fofo e a estória teve o tempo ideal de tela. Mais um pouco e poderia ficar chato, mas ao mesmo tempo eles precisaram de tempo o suficiente para entrar em conflito e se reconciliar.
E é claro, houve a breve aparição de Carter Baizen. Eu estava adorando tudo, até que ele saiu de cena, à francesa e de maneira bem rápida. Achei que foi um desperdício, porquê ao contrário de Serena e Chuck, acho que a Blair não chegou nem perto de atingir seu potencial como garota má. Eu esperava vê-la aprontando mais e esperava que Carter fosse se provar mais ameaçador. A cena entre Meester, Westick e Stan foi excelente, mas fora isso Carter se provou totalmente desnecessário as necessidades do plot.
Eu não estou esperando muito do próximo episódio (vi algumas fotos que me deixaram realmente contrariada), mas pode ser que a série ainda se salve da minha lista de série que serão cortadas da minha vida na próxima temporada. GG já é guilty pleasure, eles não precisam fazer episódios sensacionais e trazer atuações e tramas fantásticas. Só precisam fazer o quê fizeram em The Grandfather. Manter as tramas focadas e coesas, e não deixar elementos ruins comprometerem resultado final em sua totalidade.

Quando Blair declarou guerra à professora que quase arruinou seu futuro, eu esperava muito mais. Não que as ações de Blair não tenham sido efetivas e até graves, mas eu achei que o episódio teve um tom leve demais para o assunto relação professora/aluno, e a questão da demissão de Rachel por conta de uma mentira/previsão de Blair. Até mesmo a trama a la “De Olhos Bem Fechados” de Chuck não foi sombria o suficiente para ser atraente.
Na frente Blair x Rachel, é difícil decidir quem tem razão. Por um lado, a professorinha do meio oeste realmente é uma criatura irritante, e tem sua dose de petulância ao achar que duas semanas depois de aterrizar no meio do Upper East Side, ela já acha que seus valores humildes são melhores do quê o de todo mundo e que ela tem que mudar as coisas, como se ela fosse um anjo mandado para salvar as almas fúteis da Constance. E ela não é. Talvez os adolescentes sejam muito fúteis e inconseqüentes mesmo, mas Rachel Carr claramente coloca aqueles que dividem sua ética debaixo das suas asas e despreza os demais. E eu realmente não gosto desse tipo de lição “siga meu exemplo e sua vida entrará nos eixos” de moral barata.
Blair, é claro, também não se ajuda. Eu entendo a irritação dela em acabar na detenção por quê apesar de pedir desculpas, Rachel a dedurou para a diretora mesmo assim. Mas ela tinha prometido que iria ficar fora do radar dessa vez e o quê ela fez foi exatamente o oposto. E por duas vezes a solução dela para lidar com Rachel me pareceu infantil e apressada. Ela não tem paciência, não tem humildade, e ultimamente, não tem tido esperteza.
Voltando a Rachel, a opinião de Rufus é algo a se ponderar. Todos nós sabemos que professores dormem com alunos. Isso é algo que acontece e honestamente, quando eu estava na escola, não era nenhum tipo de escândalo. Não sei como era com os pais, mas os alunos sempre consideraram normal. Porém, se eles querem trabalhar isso como algo que é inaceitável na série, então temos mais um erro por parte de Rachel. Ela pode só ter dormido com Dan depois da demissão, mas o quê Rufus disse é muito certo. Ela estava se encontrando com Dan, depois da hora da escola, para tomar café, para comer e para conversar. O interesse dela não era inocente, ela estava flertando com ele, e só a cega da Serena não estava vendo. E só nós formos encarar de maneira mais conservadora, o comportamento dela é inapropriado, sim.
Só quê sendo inapropriado ou não, Blair a acusou sem ter provas legítimas. Portanto é difamação e calúnia, o quê é crime. Tornando a expulsão dela da Constance justificada. Se ela tivesse tomado tempo para conseguir provas e fosse diretamente a diretora ou a Lily (que é presidente do Conselho de Pais) com as evidências, eu teria gostado. Mesmo sendo algo que prejudicaria o futuro de Rachel, se ela tivesse esperado e conseguido provas, eu não teria considerado a atitude dela tão falha (e o roteiro tão fraco nesse sentido). Até porquê Rachel parecia pouco interessada nas conseqüências das punições sobre o futuro de Blair, então porquê Blair deveria lhe estender a cortesia?
Na trama de Chuck, Nate (esses dois não tem escola, não?) e Vanessa, temos toda aquela coisa de Sociedade Secreta e festas regada a sexo. Funciona relativamente bem quando Kubrick o faz, mas em Gossip Girl não me atraiu muito. A possibilidade dos membros da Sociedade, que contavam com Bart antes de sua morte, serem perigosos a ponto de seqüestrar/matar uma garota só porquê ela convidou Chuck por engano pode até render alguma coisa, mas por enquanto não me cativou. Bart Bass festejava quase da mesma maneira que seu filho, e fazia isso com um outro grupo de homens e mulheres que desejam manter isso em segredo. Grande coisa. Até que eu tenha motivos para fazer o contrário, vou manter as minhas expectativas baixas com isso. Especialmente considerando que estamos falando de GG, e seja lá qual for a polêmica que eles querem fomentar, nós sabemos que eles só vão arranhar a superfície.
No lado cômico tivemos como sempre as amigas de Blair, que por um minuto inteiro se recusam a ajudá-la em seu plano de vingança, até que uma das iniciativas de Miss Carr é posta em prática pela Diretora Queller e celulares são proibidos dentro da escola. As reações de Hazel e Penelope são simplesmente hilárias. Amanda Setton e Dreama Walker precisam de mais tempo de tela.
Esse será o último episódio inédito em um bom tempo e Gossip Girl entra em uma espécie de hiato de novo. Então, vejo vocês depois do dia 2 de Março (quando o episódio 18 irá ao ar).

Fonte: YouKnowYouLoveMe

Sentiram falta de alguém? Me too. Onde estão Chuck, e porquê não, Little J? Fora as ausências, eu amei os novos cartazes. E para aqueles que assim como eu nem esperaram pelas legendas e já conferiram It’s a Wonderful Lie, deixo aqui o promo do próximo episódio, que adianto, me deixou toda arrepiada. Comentários sobre o episódio eu farei assim que puder (estou um pouquinho enrolada com os trabalhos finais na faculdade).


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