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Desperate finalmente retorna com inéditos e Marc Cherry, em uma decisão bem inteligente, resolveu abordar o assunto dinheiro. Considerando a crise pela qual os Estados Unidos passa, as tramas de Lynette e Mike devem ter ressonado nas famílias afetadas. E mesmo se você estiver mais para Bree do quê para os Scavos, o roteiro de Jason Ganzel (Art Isn’t Easy) ainda é bom o suficiente para entreter.
E já que mencionei Ganzel, umas das coisas que eu mais aprecio em ambos os seus roteiros é o espaço justo que ele consegue dar a todos os personagens, em particular ao sempre explorado de menos Lee. Eu amo Kevin Rahm e seu personagem, a maneira sarcástica e muitas vezes infantil como ele age, mas ao mesmo tempo como ele consegue ser maduro e fazer a coisa certa e adulta quando é necessário. E mais do quê tudo eu amo que apesar de ele odiar o subúrbio, e quase nunca aparecer socializando com seus vizinhos, ele parece ser um bom amigo. Tanto, que é o responsável por ser o primeiro a de fato desmacarar Dave ao contar a Tom que fora o marido de Edie que tinha dito a polícia que Porter estava perto de onde começou o incêndio.
Enquanto Tom cortava laços com Dave, Lynette praticamente fez o mesmo com Bree. O caso é diferente, a amizade das duas é mais antiga, porém a ruiva conseguiu mais uma vez humilhar e magoar profundamente alguém com quem se importa. Provavelmente ela conseguirá consertar seu erro no futuro, mas a questão é que nessa quinta temporada Bree conseguiu abalar vários de seus relacionamentos. E como Lynette coloca muito bem no final, a Bree de cinco atrás pelo menos entenderia os efeitos de suas ações em suas melhores amigas. A nova Bree não parece ser capaz de compreender alguém além de si mesma sem uma explicação clara.
E apesar da mudança de caráter da personagem ser algo essencialmente ruim, dramaticamente é algo me agrada bastante. É uma evolução de personagem um pouco mais sutil que a de Gaby por exemplo, mas é uma evolução. E Marcia Cross não desaponta em sua performance.
Outra coisa pela qual eu sou extremamente agradecida a Jason Ganzel é por dar a Katherine não somente espaço, mas por retratá-la como parte do grupo das DHs. Ultimamente é raro ver Katherine em qualquer momento compartilhado das amigas, e além de ser uma pena, é também sem sentido. Sendo sócia e amiga próxima o suficiente de Bree para esta considerá-la a irmã que nunca teve, Katherine deveria pelo menos aparecer nos jogos de poker. Então, vibrei um pouquinho ao vê-la incluída quando Bree resolve mostrar seu novo carro para as amigas.
E todo o resto de sua storyline foi tão bom quanto. Por mais que eu não seja fã de Susan, tenho que admitir que sua trama com Mike e Katherine foi ótima. Eu adoro essa nova família disfuncional que eles formaram. Portanto, nem me irritou o fato de Susan como sempre ter agido de maneira completamente infantil e retardada. As cenas de Teri Hatcher com Dana Delany, James Denton e especialmente Mason Vale Cotton funcionaram. Aliás, tenho que fazer um adendo e mencionar que a cada aparição eu gosto mais de MJ.
Voltando ao assunto principal, faz um bom tempo que nós não vemos a Susan trabalhando. E se as vendas de seus livros não vão bem e Mike, apesar de estar trabalhando muitas horas por dia, não está conseguindo ganhar dinheiro o suficiente para pagar a escola cara em que ela faz questão que MJ estude, então ela realmente precisava fazer alguma coisa. Só espero que agora que trabalhará em uma escola e terá responsabilidades ela amadureça um pouco. Sua invasão da casa de Katherine para roubar o colar que Mike tinha dado a namorada foi realmente patética. Mais um daqueles momentos em que sinto muita vergonha alheia por ela.
Gaby e Edie tiveram uma trama um pouco desconectada do assunto principal e sem muita relevância. Desde que Carlos teve a visão de volta os roteiros da Eva Longoria cairam de qualidade. Mas como ela e Nicollette Sheridan tem ótimo timing cômico, a estória da aula de exercícios conseguiu se segurar. Contudo não empolgou muito.
Apesar de não ser um episódio completamente alienado da linha da temporada como foi o anterior, Mama Spent Money When She Had None é mais um filler onde se prestarmos atenção, perceberemos que quase nada aconteceu de fato. E o problema é que sendo ainda o décimo quarto episódio, podemos esperar que a trama continue a virtualmente se arrastar por mais um bom tempo. E isso é extremamente irritante e cansativo para mim.

No meu review de “A Vision’s Just a Vision” eu havia dito que se o Dave fosse atrás da Susan para se vingar de Mike, e depois de seja lá o quê Dave fosse fazer os dois se dessem conta que ainda se amavam e que deveriam ficar juntos para todo sempre, eu abandonaria a série. Ao contrário do Maurício, eu gosto do Mike e acho que quem o torna um personagem chato às vezes é Susan. É verdade que os roteiristas precisam escrever o relacionamento dele com a Katherine melhor do quê eles fizeram aqui (os dois merecem mais tempo de tela, especialmente quando a Teri Hatcher tem uma aparição tão grande, que poderia muito bem ser podada). Mas também é verdade que ver o Mike dizendo que acabou tudo com a Susan (yeeeee) e que acaba de se dar conta que está apaixonado pela Katherine (yeeeee) foi um dos pontos altos dessa temporada para mim. Suspirei de alívio e tudo. E Dave estava ali, bem do lado, e obviamente já mudou o alvo de suas loucuras. E isso é bom também porquê eu sempre acho que a talentosa Dana Delany tem tido muito pouco a fazer nessa temporada. Ela poderia estar indo tão bem quanto Longoria se tivesse uma participação decente. E, honestamente, apesar de adorar os dois juntos, Mike e Katherine ainda não convenceram completamente como casal.
Connect! Connect! não foi um episódio que teve muita ação, mas ao mesmo tempo foi um episódio em que muita coisa mudou. E o motivo foi o fato de que as personagens tiveram que ter algum tipo de mudança. Foi tudo mais atrelado ao psicológico e emocional de todo mundo, a tomada de decisões de cada um.
Tivemos Bree que como sempre tem um storyline simples, mas sensacional. De um pequeno comentário que Alex, seu genro fez, surgiu quase uma guerra com a ruiva. Adoro como cada coisinha faz a Bree se inflar de raiva que ninguém um balão e depois ela fica totalmente passivo-agressiva. Marcia Cross sempre dá o tom certo e fica hilária. No fim, ela admitiu que tem estado mais impaciente, mais rude, e eu sempre fico feliz em ver a personagem admitir suas faltas e tentar se comportar melhor, mas eu espero que ela não deixe de implicar com Orson totalmente, porquê eu adoro a maneira como o relacionamento dos dois é conduzido.
Eu ainda acho que Susan deveria ter seu tempo de tela cortado pela metade, mas até que a trama dela essa semana não foi ruim. O segredo é colocá-la com personagens melhores e que consigam segurar o lado cômico da trama, como Lee e Edie. E a química de Nicollette Sheridan com Teri Hatcher é inegável, acho até que deveriam baixar um decreto de que as duas só farão cenas juntas. Assim, Susan faz o quê todo mundo já sabia que ela faria (alguém apostou em Hatcher deixando a série?), dispensou Jackson e ficou sozinha em Wisteria Lane. E Edie aceitou seu marido de volta. Eu só espero que eles não enrolem muito com a vingança. Eu sei que provavelmente só acontecerá uma resolução na season finale, mas a longa espera é uma chatice quando nós já sabemos o que esperar. Podiam fazer um longo arco, com os planos de Dave tomando ação durante quatro ou cinco episódios ao invés de um ou dois.
Lynette finalmente conseguiu seu filho de volta. Adorei a armação dela para fazer com que sua mãe entregasse Porter. Eu sempre adorei as participações da família de Lynette. Certamente são todas mulheres complicadas e de temperamento forte. A atriz Polly Bergen representou muito bem o quanto a mãe de Lynette, Stella se ressentia da filha e tinha se tornado amarga por ter sido deixada no asilo. Só achei que a bagunça na qual os Scavos se meteram foi resolvida com muita facilidade.
Por fim houve o núcleo dos Solis, que não empolgou e não acrescentou em nada. Só mostraram mais sobre como as filhas de Gaby são impossíveis e como ela ainda é muito insegura como mãe. Eva Longoria esteve bem como sempre vem estando durante toda a temporada, mas não achei que ela teve nenhuma cena de destaque (e não foi culpa dela).


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luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

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