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Esse texto contém Spoilers para quem não está acompanhando a série de acordo com a exibição americana.

Chegamos a The Insticsts e Memoriam, que são dois episódios especiais com uma trama focada completamente em Reid. O mais jovem do time está sendo atormentado por sonhos que no começo parecem estar relacionados ao caso, em que um menino de seis anos é seqüestrado e morto e eles tem que encontrar um segundo menino, que acaba de ser raptado. Mas com o tempo fica aparente que podem ser memórias reprimidas de sua infância. O caso é resolvido, mas Reid continua perturbado. Ele dorme com a mãe e seus companheiros ficam em Vegas também (e jantam juntos, em uma cena super descontraída e cheia de camaradagem que eu adorei). Mais um sonho, e agora Reid tem certeza de que seu pai teve alguma coisa a ver com o assassinato de Riley Jenkins, um menino de seis anos estuprado e esfaqueado na época em que ele era uma criança.
Assim, no começo de Memoriam ele avisa a todos que ficará para trás e os dispensa. Mas Derek sabe o porquê Reid realmente quer permanecer em Vegas, e ele e Rossi ficam também para ajudarem o amigo em suas investigações. Esse episódio é uma viagem ao passado de Reid, e nós ficamos sabendo muita coisa de sua família. Eu amei todo ele, adorei cada cena que a mãe de Reid teve (Jane Lynch é perfeita) e achei que Gubler teve uma ótima interpretação (acima do ótimo de sempre, desculpem-me, mas estou ficando sem elogios positivos).
E para completar esse episódio, tivemos JJ entrando em trabalho de parto. Nem sou tão fã da personagem, mas foi muito doce ver todos da equipe correndo com ela para o hospital, e deixando sua substituta, a mais sem graça ainda Jordan Todd, cuidando da casa. E ela ainda escolheu Garcia e Reid como padrinhos!! A cena final, com Reid segurando seu afilhado, foi o cúmulo do adorável.


O oitavo episódio, Masterpiece, também é diferente. O Prof. Rothchild (Jason Alexander, com uma caracterização estranhíssima) procura por Rossi e Reid em uma seção de recrutamento e lhes diz que matou sete mulheres e que mais cinco pessoas morrerão, a não ser que a BAU descubra onde estão. Esse foi um episódio que me decepcionou um pouco. Tive a impressão de que tudo acabou rápido demais e no final a trama de vingança de Rothchild contra Rossi ficou parecendo meio boba (apesar de eu ter literalmente perdido o fôlego por um segundo quando ficou claro que o criminoso tinha armado uma armadilha para a equipe). Quando acabou, eu me perguntei: “mas é só isso”? Não foi a Masterpiece (obra-prima) do título.
Então temos 52 Pickup para deixar minha decepção completamente para trás. Eu nunca ri e provavelmente nunca mais rirei tanto com um episódio de Criminal Minds. O suspeito do episódio em questão está pegando sus vítimas em boates, abrindo suas barrigas e fazendo com que limpem seu sangue antes de matá-las cortando sua garganta. A equipe voa para Atlanta e decide que tem que fazer dois profiles, pois antes o suspeito vitimava prostitutas, o quê quer dizer que ele mudou completamente seu M.O. E o quê ajudou a mudar foi um curso sobre como “pegar” mulheres em boates.
E então entra cena uma das figuras mais bizarras a aparecerem em CM, Viper, o professor do curso. Não bastasse ele ser misógino e cretino, ele tem a coragem de dizer a Prentiss: “Encontre-me em meu território e as coisas que eu poderia obrigá-la a fazer…”. Seriously? Como se não bastasse, Prentiss é mandada para uma boate, para investigar Viper e no meio tempo, se submeter as péssimas cantadas dele. Os momentos que esse encontro rendeu ainda conseguem me arrancar uma risada quando eu relembro. As expressões de Brewster foram simplesmente impagáveis.
Hotch ainda se desculpa por faze-la passar por isso, mas ela diz que não se importa, porquê já namorou caras bem piores do que o cafajeste profissional. Acontece que isso somado a cena da surra lá no terceiro episódio tem feito os fãs acharem que o segredo de Prentiss (os produtores disseram que ela tem um segredo que será revelado em breve) está relacionado a algum tipo de violência contra ela. Será? Eu só sei que amo cada vez mais a personagem (que já é minha favorita junto com Derek e Reid, porquê eu sou indecisa e me recuso a escolher entre os três) e ficarei feliz com qualquer coisa que derem para Paget trabalhar.
Ainda mais engraçado que Prentiss toda arrumada em uma boate aturando aquele palhaço do Viper tentando convencê-la de que ele era o presente de Deus para as mulheres, foi Derek e Reid também em uma casa noturna, distribuindo o retrato falado do suspeito. O quê foi o Reid dizendo que não sabe como as casas noturnas não atraem mais serial killers, considerando “o abuso do álcool, as incontáveis oportunidades para o uso de drogas de estupro e a conduta de alto risco” para um monte de garotas na boate? Melhor ainda foi ele seguindo as dicas de Derek e deixando a bartender completamente interessada nele (e ela é super bonita, e combina muito com ele). Tomara que eles namorem.

Esse texto contém Spoilers para quem não está acompanhando a série de acordo com a exibição americana.

Eu sempre gostei de Criminal Minds. É uma série policial extremamente inteligente, que conseguiu ser um pouco diferente de CSI e criar seu espaço próprio. Tem roteiros muito bem desenvolvidos, uma direção que faz sua parte e todo o resto da parte técnica segue sendo exemplar. É uma série que eu acho que apenas melhora a cada ano, apesar de ser uma série de fórmula. E é uma série que sofreu uma enorme variedade de mudanças no elenco; mudanças essas que tinham tudo para compromete-la, fazer os fãs abandonarem ou a interação entre os personagens não ficar orgânica o suficiente, mas que apenas acrescentaram à Criminal Minds.
Tenho que confessar que no começo eu tinha problemas empatizando com os profilers de Criminal Minds. Eles eram todos ótimos, mas eu me sentia distanciada deles, mesmo quando mostravam sua vida particular e quando aconteciam coisas dramáticas (como o ataque a Elle no fim da primeira temporada). Com o tempo, eu fui gostando deles. Rendi-me ao jeito sisudo de Hotch, a excentricidade de Garcia, a estranhice e genialidade de Reid. Mas eles ainda não me convenciam completamente como uma unidade. E eu tinha certeza absoluta que eles nunca se igualariam aos CSIs de Las Vegas, que formam, desde sua estréia, minha equipe de trabalho favorita na TV. Mas eles se igualaram (e se bobear, podem até superar agora que 60% da equipe original de CSI se foi).
Já no primeiro episódio dessa temporada eu já estava sentindo uma clima um pouco diferente, mais caloroso. Depois do segundo episódio, meu computador quebrou e eu me perdi de todas as séries que via. Fui organizando maratonas para me colocar em dia, e com isso minha agenda de inéditos da semana ia ficando cheia e as maratonas mais difíceis. Por algum motivo, Criminal Minds acabou sendo uma das últimas que eu consegui ver, apenas essa semana (que coincidiu também com a minha primeira semana de férias da faculdade, o quê ajudou).
O episódio que abriu a minha maratona, Minimal Loss, me fisgou de cara. Reid e Prentiss vão tentar mediar um caso de pedofilia em uma daquelas comunidades religiosas parecidas com a de Big Love (apesar de que essa aqui parece não ser Mórmon) e acabam se tornando reféns quando a policia vai tentar entregar um mandado (com uma equipe daquelas tipo SWAT, é claro). O resto da equipe corre para lá para negociar, mas ao invés da frieza e distanciamento de sempre, eles estão emocionais. É um episódio todo muito emocional.
Eu passei todo ele quase tão nervosa quanto o resto da equipe. E pirei junto com eles quando Prentiss leva uma surra do líder da comunidade e eles são obrigados a escutar tudo, sem fazer nada, a pedido dela mesma, que grita (sabendo que eles plantaram escutas) “Eu agüento. Eu agüento.” Eu já gostava da Prentiss desde que ela entrou para o time, mas depois desse episódio eu passei a adorá-la.

Sim, todos os personagens tem algum espaço aqui, mas Minimal Loss pertence mesmo é a Paget Brewster e Matthew Gray Gubler. Prentiss se assume como agente do FBI, apanha, é amarrada e trancada em um quartinho, e ainda consegue salvar todos os inocentes da comunidade. Mesmo assim, ela consegue se preocupar com Reid, e faz questão de garantir-lhe que ele não tem culpa pelo quê aconteceu a ela (e a cena em que ela conversa com ele no avião é particularmente sensacional). E Reid mantém a cabeça fria o suficiente para manipular o líder da comunidade e conseguir passar informações vitais a equipe do lado de fora. Gubler tem uma grande cena quando Reid vê Prentiss toda machucada pela primeira vez. Porém, o grande momento de Matthew vem mais a frente.
Temos então Paradise. Nenhuma grande trama pessoal, o foco fica mais no caso mesmo. O episódio é ótimo e traz Hotch entrevistando o suspeito e não descobrindo que é ele a quem está procurando, o quê faz com quê ele tenha dúvidas sobre a própria competência e se sinta culpado. Eu, assim como Rossi, acho que ele não teve culpa.
Temos Catching Out, que foi muito melhor, mas as cenas mais particularmente memoráveis foram as do time. O caso ainda era parecido com o do crossover de CSI com Without a Trace ano passado, e o fato de não fazer tanto tempo assim que a trama foi usada em CSI afetou o meu aproveitamento. Mas o final, depois que eles descobrem quem é o criminoso, até que funcionou. Contudo, eu ri muito com Morgan provocando Reid no começo do episódio, e no final, Prentiss e Reid provocando ele por causa da Agente Todd. E gargalhei com Reid dizendo a JJ que sentir o bebê chutando o deixa apavorado. Esse episódio me fez sentir que eles tem um relacionamento meio que de irmãos, cheio de carinho e implicância.


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