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Quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas. O episódio final dessa temporada de Trust (e da série) traz muitos ecos do piloto. Ele encerra esse primeiro ciclo com perfeição e seu único defeito é ser exatamente isso, o fim de uma temporada apenas, deixando abertas tramas e trazendo em seu final um gancho que não será resolvido.

Em The More Things Change uma nova campanha milionária é ganha de Cochran e Mason se vê novamente em uma posição delicada, recebendo a oferta de uma promoção que o coloca em uma posição desconfortável. Há um grande jogo de poder, e apesar de Mason, Conner e Sarah acabarem retornando a pontos passados, a demissão de Tony e Cochran tomando a agência em um golpe seriam suficientes para construir novas e interessantes tramas para uma temporada subseqüente.

Porém enquanto Mason era laureado, a série tinha o destino oposto. Com a audiência fraca, ganhou exibição apressada pela TNT e foi cancelada. Uma pena, pois Hunt Baldwin conseguiu fazer uma série bem divertida e escalou um elenco ótimo. Eric McCormack, Tom Cavanagh e Monica Potter mostraram muito carisma e entrosamento, formando um trio protagonista formidável e Sarah Clarke, Griffin Dunne e Donna Murphy conseguiram dar dimensão aos seus personagens não tão interessantes, e que certamente apareciam de menos. Inclusive Dunne e Murphy tem apenas uma cena particularmente boa nessa finale e estão espetaculares, apesar da storyline clichê. E a principal razão pela qual eu sentirei falta de Trust Me é esse elenco, que em apenas dez semanas conseguiu me conquistar.

Texto previamente publicado no site TeleSéries.

Eu assisti vinte episódios inéditos de séries essa semana, então esse foi um dos Tops mais interessantes de se montar. Algumas coisas boas ficaram de fora e os dois primeiros colocados são tecnicamente um empate, pois foram, ambos, os melhores episódios da semana. A única estréia que entrou foi Kings, mas eu eu até que gostei de Party Down. Já Better Off Ted eu não devo continuar vendo.

1. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×19 – Last Voyage Of The Jimmy Carter (MPV: Thomas Dekker)
2. Grey’s Anatomy – 5×18 – Stand By Me (MVP: Sandra Oh, Patrick Dempsey)
3. Lost – 5×09 Namaste (MVP: Josh Holloway, Elizabeth Mitchell, Daniel Dae Kim)
4. Criminal Minds – 4×18 – Omnivore (MVP: Thomas Gibson)
5. Damages – 2×11 – London, Of Course (MVP: Glenn Close)
6. The New Adventures Of Old Christine – 4×18 – A Change Of Heart/Pants (MVP: Julia Louis-Dreyfus)
7. Kings – 1×01 e 1×02 – Goliath Part 1 And Part 2 (MVP: Ian McShane)
8. The Big Bang Theory – 2×18 – The Work Song Nanocluster (MVP: Jim Parsons)
9. Trust Me – 1×08 – What’s The Rush? (MVP: Eric McCormack, Tom Cavanagh, Sarah Clarke)
10. 30 Rock – 3×15 – The Bubble (MVP: Jon Hamm)

The Big Bang Theory – 2×16 – The Cushion Saturation

Apesar de não ser nem de longe tão brilhante quanto o décimo quinto episódio, The Cushion Saturation é divertido e mesmo que eu concorde com algumas pessoas sobre a série se apegar a clichês, eu ri sem parar durante os vinte minutos de exibição. E às vezes só isso basta.
A trama com o sofá pode não ter sido extremamente original, mas Jim Parsons a fez hilária. Talvez a longo prazo as paranóias do Sheldon venham a cansar, mas por enquanto eu ainda as adoro. As cenas no paintball também foram ótimas. Eles sempre falam no jogo, já estava na hora de nós vermos eles jogando. E foi tão sem noção e nerd como só poderia ser com aquele quarteto. Além disso ainda teve o inesperado e surpreendentemente ótimo relacionamento entre Wollowitz e Leslie. Eu gosto mais de Leslie Winkle com o Wollowitz do quê eu jamais gostei dela com o Leonard. As personalidades do judeu e de Winkle se complementam muito melhor, e Sara Gilbert e Simon Helberg são casal com mais química que eu já vi no show (tirando Sheldon e a mãe do Leonard, é claro).

CSI Miami – 7×16 – Sink or Swim

Sink or Swin é um episódio que parece vir para construir pontes, finalizar assuntos e colocar os personagens onde eles devem estar. Se por um lado eu não entenda a necessidade de se ter criado para Eric um plot onde ele descobre ser cubano, com um pai Russo que quer matá-lo, apenas para nos revelarem que na verdade ambos são americanos e tudo ficar bem, eu apreciarei bastante que os escritores tenham tomado o tempo para demonstrar a virada no coração do advogado Derek Powell se ele de fato retornar como Promotor, como ficou implícito no final. Em seu segundo episódio, Powell não é aquele advogado esperto e sagaz que eu tanto admirei por ser um oponente à altura de Horatio. Ele é um homem com o coração partido. E se a atuação de Sean Combs não comprometeu em Presumed Guilty, aqui, com o apelo mais emocional, fica claro que ele não tem o talento para carregar muito drama. Ainda assim, me agrada que aparentemente ele esteja ficando, mesmo que não para ser o antagonista inteligente e verdadeiramente determinado que a série tanto precisa.
Porém, minha parte preferida de Sink or Swin não é a presença de Powell, mas o relacionamento entre Delko e Calleigh. Há tanto tempo eu venho torcendo por esses dois, e agora meio que me sinto recompensada. Emily Procter e Adam Rodriguez são o melhor casal formado entre CSIs em toda a franquia. Além da química inigualável, eles conseguem ser românticos sem serem enjoativos, e suas brincadeiras soam como genuinas demonstrações de afeto e intimidade. E em meio a toda a breguice de CSI Miami, o amor deles consegue ser fofo e nenhum pouco cafona.

Trust Me – 1×06 – Promises, Promises

Desde o segundo episódio eu vinha me perguntando quando a Sarah Clarke voltaria a ter algo de relevante para fazer na série. Mas por causa da qualidade do quê eu via na tela, eu deixei passar. Eu sentia vontade de ver Clarke participando mais, mas não era como se eu sentisse que ela era necessária, e que sua ausência criava algum tipo de vazio existencial na série. Porém, aqui está ela, e eu gostei muito do quê vi. Assim como os demais personagens, Erin McGuire não é exatamente uma construção brilhante e original dos roteiristas. Na verdade, de todos os clichês da série, ela como a esposa insatisfeita porquê o marido trabalha demais deve ser o maior. Mas Sarah dá cores à Erin, e a torna simpática o suficiente para quê eu me importe quando Mason não liga para lhe informar que precisará trabalhar no final de semana ou quando ele chega extremamente atrasado no restaurante elegante e caro, onde ela jantou sozinha.
Na agência, o caos reinou quando os publicitários recebem uma missão de ultima hora: produzir em um fim de semana a campanha perfeita para a candidatura de Chicago como sede das Olimpíadas em 2016. Eu estou começando a gostar de Tom e Hector. E a Sarah, apesar de ser tão sem noção que é chata, ainda não enjoou. Mas é Tony Mink que continua ganhando espaço comigo, e Griffin Dunne novamente faz um ótimo trabalho, apesar de aparecer bem pouco. Eu gostei da maneira como Tony manipulou seus subordinados para puni-los por toda a situação com a Arc Mobile e o comercial que não deveria ter sido filmado no episódio passado, e eu poderia me irritar facilmente ao ver que ele passou o fim de semana se divertindo ás custas de todo mundo, enquanto Mason brigava com Erin e Conner, e vivia uma situação infernal. Mas eu achei apenas engraçado, e estou começando a perceber que é impossível odiar Dunne, não importa o quê Tony faça ou diga.

Two and a Half Men – 6×16 – She’ll Still Be Dead at Halftime

Eu odeio que pareça que eu estou vindo aqui só para reclamar de Chelsea de novo, mas ainda continuo não engolindo a nova namorada de Charlie. Quer dizer, eu entendia quando se tratava de Mia. Ela jogava duro, o quê fez com quê Charlie tivesse que investir mais no relacionamento do quê ele queria, até que ele acabou se apaixonando por ela. E a personalidade forte de Mia era justamente o quê a tornava interessante. Chelsea é bonita e parece legal, mas é só isso. Os escritores não se empenharam realmente em nos apresentar a ela, o a como Charlie se apaixonou por ela, então eu tirando o fato de quê ela não bebe e não é fácil, eu não vejo a diferença entre ela e as outras mulheres com quem Charlie dorme. O episódio foi engraçado o suficiente, mas infelizmente, Jennifer Taylor (que já apareceu na série como três mulheres diferentes antes! Chelsea é sua quarta personagem em Two and a Half Men) não tem nada a ver com isso. Charlie Sheen e Jon Cryer continuam mostrando que apesar de tudo, eles ainda conseguem me fazer rir. Os dois são o principal motivo para quê eu não abandone a série, mesmo esta exibindo sinais visíveis de cansaço.

Quando eu assisti o piloto de Trust Me, eu concluí que havia uma grande possibilidade de que os escritores fossem se prender àquela forma de episódios. Os publicitários recebem uma grande conta, há problemas com a grande conta, eles inventam algo genial e ganham a grande conta. Mas eles me surpreenderam com a capacidade de pensar além e tentar outras coisas.
Sim, em All Hell the Victors eles ainda estão envolvidos com toda a coisa da campanha do celular e é claro, há um novo problema na conta. Mas então Mason resolve isso rapidamente e a questão central da storyline passa a ser como não ser acusado de plágio por ter usado uma resolução presente no Portfolio de um candidato a emprego.
Já em But Wait, There’s More, eles conseguem fugir completamente disso. Os problemas são dois, a falta de prêmios já que apenas Stu Hoffman os vencia e o Cochran (o imbecil do piloto que é chefe da outra agência da empresa) cortejando Sarah para ir trabalhar com ele. Eu realmente gostei de como as situações se desenvolvem em ambos os episódios. Das soluções buscadas e de como elas nunca saem como planejado. Mas o quê eu curto mesmo em Trust Me são os personagens.
A cada episódio que assisto eu gosto mais e mais do trio Mason, Conner e Sarah. A dinâmica entre os dois primeiros é incrível, e Sarah é excelente como a forasteira esquisita que é ignorada e diminuída por todo mundo, e sabe disso. Monica Potter está conseguindo fazer uma composição diferente do que ela faz, mas de maneira sutil e eu estou gostando muito do trabalho dela. Eric McCormack também continua ótimo, mas a estrela da série é mesmo Tom Cavanagh. Conner é infantil, narcisista e às vezes parece ter déficit de atenção. Ele poderia ser irritante, mas suas características são divertidas e equilibram perfeitamente o sempre tenso e preocupado Mason.

E ainda fomos apresentados a Erin, a esposa de Mason. Assim como Conner, ela faz um bom contra-ponto com a atitude mais séria do marido sendo brincalhona e tendo um tom mais leve e feliz. Sarah Clarke está ótima apesar de nem de longe ter um texto tão bom quando o dos três protagonistas. Falta a ela algo que a torne marcante como os outros. E finalmente é revelado o rosto de Denise, interpretada por Donna Murphy. Eu adoro a atriz e acho que ela tem aquele ar natural de autoridade. Mas o problema é o mesmo da personagem Erin. Não há nada nela que chame atenção, que a torne particularmente memorável.
Trust Me vai depender dos episódios que vêm adiante para realmente pegar, mas no balanço geral do quê vi até agora, ela tem tudo para ser uma das estréias mais bacanas da temporada.

Eu confesso que existe apenas uma razão pela qual eu estava extremamente ansiosa para ver Trust Me: Eric McCormack. E entre a certeza absoluta de que eu conferiria esse novo trabalho do Will de Will&Grace e a longa lista de séries para ver e escrever sobre, eu não cheguei sequer a procurar qualquer informação sobre essa nova série da TNT. Eu não sabia que ela estrearia tão cedo, não sabia que ela seria uma espécie de Mad Men moderna (e muito menos tediosa), ou que seria estralada por Tom Cavanagh (que tem uma face familiar, mas eu não reconheci nenhum trabalho que eu tenha assistido na filmografia dele), Monica Potter (Boston Legal) e Sarah Clarke (a Nina Meyers!). E talvez seja por eu não ter feito a mínima idéia do quê esperar, que o piloto me conquistou.
É claro que o roteiro, como o de qualquer piloto, é um pouco esquemático. Tem um conflito, mas tudo é resolvido no final, e assim podemos seguir em frente com a rotina um pouco alterada pelos eventos aqui retratados. Porém, se a série conseguir fugir do esquemático daqui para frente, ela tem tudo para ser ótima.
Trust Me traz Mason McGuire (McCormack) e Conner (Cavanagh) como dois parceiros criativos em uma firma de publicidade. E aí já temos o primeiro grande acerto de Trust Me: a química entre McCormack e Cavanagh. Os dois estão em perfeita sintonia, mesmo quando brigam, e você consegue acreditar que os dois de fato são próximos há sete anos, se conhecem intimamente e não conseguem viver um sem o outro.
Todavia, o chefe dos dois Stu Hoffman, interpretado por Jason O’Mara (In Justice, Men in Trees, Life on Mars), depois de ter um ataque de raiva, acaba tendo um ataque cardíaco em sua sala. Apesar de Stu e sua morte serem muletas para criar o principal conflito dramático do episódio, O’Mara nos rende alguns minutos divertidíssimos como o chefe excessivamente arrogante que tem um ataque de fúria quando o cliente rejeita sua campanha. E com a morte de Hoffman, Mason é promovido, deixando Conner com inveja e fazendo os dois brigarem.
É uma storyline relativamente simples e não muito criativa, é verdade. Mas o episódio se sustenta muito bem nos diálogos, na direção e no afiado elenco (e Sarah Clarke mal apareceu e nada falou até agora). Além dos protagonistas, Monica Potter também está excelente como Sarah Krajicek-Hunter, a nova sócia que cai de pára-quedas no meio da agência, contratada por Stu apenas para ser quem encontra o corpo dele algumas horas depois.
Trust Me tem um timing cômico que funciona. E eu simpatizei com ela de cara. O quê provavelmente quer dizer que eu estarei acompanhando cada passo dos publicitários até o final dessa temporada. E definitivamente significa que estou esperando ansiosamente pelo próximo episódio.


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