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Quando se trata de Sarah Connor, eu já cheguei á conclusão de que eu gosto de todos os episódios que todo mundo odeia, e não gosto dos episódios que todo mundo adora. Mas eu realmente não consigo entender porquê as pessoas não gostam da Sarah e de Lena Headey. Podem explicar o quanto quiserem. Eu sinto uma empatia tão grande pela personagem e pela atriz que eu vou sempre me encantar com episódios dedicados à psicologia de Sarah Connor, não importando o quanto eles sejam supostamente irrelevantes para a trama e que não tenham ação nenhuma.
Por isso confesso que indepentende das novas informações e a da aparição do ‘metal’ em Desert Cantos, eu achei toda a jornada do quarteto fantástico na cidadezinha, como penetras do funeral dos trabalhadores da fábrica, um tanto quanto tediosa. Eu estou até agora tentando entender porquê o robô estava matando vacas, além de não ter compreendido ainda a relevância de descobrir que os responsáveis pela construção daquela nave mantinham todos os empregados da fábrica sobre forte vigilância (além de provar que Sarah não está insana).
Contudo, eu gostei muito de toda a parte dedicada à Catherine Weaver. Com Cameron ficando de lado, Shirley Mason se tornou o melhor alívio cômico da série e minha segunda personagem preferida. Catherine é tão complexa quanto à robô principal. Ela é eficiente e fria, mas sua curiosidade pelos humanos faz com quê aos poucos ela incremente sua personalidade com traços nossos. E quando ela tem de contracenar com a fofíssima Mackenzie Brooke Smith, as cenas são melhores ainda. As tentativas de Catherine de suprir o lugar de mãe de Savannah parece já ter ultrapassado a necessidade de acobertar sua verdadeira identidade. Se eu não soubesse melhor, diria que ela gosta da criança e até ressente um pouco sua inadequação para oferecer afeto a menina cuja mãe ela matou. Robôs podem sentir amor e culpa? Eu geralmente diria não, mas com Catherine e Cameron não é possível saber.
Já o décimo sexto episódio, que foi completamente parado, me agradou em cheio. Começando pela narração de Sarah. Eu sempre adorei a narração em off, sempre achei que enriquecia os episódios e a personagem, e nunca entendi porquê nessa segunda temporada ela esteve quase sempre ausente. Outro ponto positivo foi a estrutura do episódio, que ao contrário do episódio anterior, teve um propósito.
A parte da clínica era surreal de uma maneira um tanto óbvia, as coincidências eram demais para serem plausíveis, mas mesmo assim o roteirista, diretor e editor atingiram o objetivo de criar uma estória confusa, nos deixar inseguros e nos injetar com dúvidas. Apesar da trama com Winston ser muito mais coerente com o Universo da série, assim como Sarah, eu não tinha certeza do quê era real e do quê sua mente paranóica estava criando. Uma coisa é certa desde o episódio catorze: Sarah está mais aterrorizada e vulnerável que nunca, e o gatilho para seus problemas mentais ficarem tão violentos certamente foi sua confiança de que havia assassinado Winston naquela fábrica.
Na verdade Winston sobreviveu, raptou Sarah e a manteve refém dentro de uma van. Amarrada e drogada, ela constantemente perde a consciência e tem delírios envolvendo a clínica, a robô que é sua enfermeira e que termina assassinando ela e John, e uma colega de quarto que morre queimada, além de John e Cameron em um relacionamento excessivamente amigável, demonstrando seu medo da proximidade entre seu filho e a exterminadora. Foi um episódio que estabeleceu uma oposição ao décimo quarto, onde apesar de suas alucinações, Sarah seqüestrou uma médica e manteve-se no controle por parte do tempo, com seu cérebro lutando pela sua sobrevivência o tempo todo. Aqui ela é vítima e está perdida, subjugada pelo seu seqüestrador e insconciente da verdade. Winston nem bateu tanto assim nela, mas certamente lhe infligiu uma tortura psicológica pungente demais para seu emocional já danificado.
Eu não me lembro, mas já vimos Sarah chorar antes? Com a mistura do pesadelo em que ela e John morrem com a realização de que seu cativeiro era real, Sarah desabafou. E como se os quarenta minutos anteriores já não fossem prova o suficiente do sua competência, os momentos finais deram a Lena Headey a oportunidade de usar todo o seu talento. E ela ainda sai daquela situação mostrando que apesar de não ser ciborgue, ela é tão hardcore quanto Catherine e Cameron. A seringa no olho certamente foi um momento inspirado.
Eu sei que Some Must Watch, While Some Must Sleep não é o quê a maioria da audiência quer ver. Mas enquanto a série continuar apresentando episódios assim, eu continuarei uma fã fiel.

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