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Só lembrando que por 2008 inclui-se o ano todo, e não só a Fall Season. Além disso, ao começar a fazer essa lista eu tentei pensar em todos os nomes mais mencionados, os queridinhos da crítica e dos formadores de opinião (bloggers), os concorrentes aos principais prêmios. O problema é que quase nenhum entra nessa lista simplesmente porquê eu não estou assistindo a quase nenhum. Assim que eu me deixei levar, a lista saiu facilmente. E eu honestamente não vou colocar na minha cabeça que eu só vejo porcaria, porquê eu acho que não é bem por aí. Cada série nessa lista, cada ator, tem uma razão para estar ali. Mas não vou mentir que essa lista é extremamente subjetiva. Apesar do nome do post, essa é uma lista das coisas que eu mais adorei esse ano, que mais me comoveram, surpreenderam ou excitaram. Que sob o meu olhar, foram destaque de alguma maneira. E se é uma lista no mínimo diferente, eu espero que sirva para interessar as pessoas em coisas que estão aí, no ar, e que elas desconhecem o quão boas são. Eu também tenho a mania de incluir alguns atores em séries que eu não vi inteiras, mas não consigo incluir séries cujos episódios eu tenha perdido. Isso explica por exemplo a presença de Duchovny, mas a ausência de Californication.

Melhor Série Dramática: LOST
Runner-up: Criminal Minds

Menções Honrosas: Lipstick Jungle, House, Terminator: Sarah Connor Chronicles, CSI:NY

Foi difícil escolher. As duas séries no topo me deixaram na ponta da poltrona, me mordendo, falando com o PC, rindo e chorando. LOST foi uma série que me conquistou desde o início, e com a qual eu me revoltei em ocasiões, quase abandonei durante a segunda temporada (que eu odiei, period), mas que me emocionou muitas e muitas vezes e sempre consegue puxar o tapete de debaixo dos meus pés. Eu achei essa quarta temporada brilhante. Reclamei de várias coisas, mas qualquer que seja a série, eu sempre tenho reclamações a fazer, algumas completamente irracionais até. Já CM foi crescendo sutilmente no meu gosto. Antes um policial que eu considerava inteligente e tecnicamente bem feito, mas que ficava abaixo em preferência das franquias CSI, Criminal Minds conseguiu me conquistar completamente e se tornar meu show investigativo favorito, e surpreendentemente foi o quê vi de melhor na Fall Season. Lipstick aparece logo depois, me surpreendendo completamente com uma segunda temporada cativante depois da medíocre primeira. House até está tendo uma temporada que não é a sua melhor, mas eu ainda estou gostando. E esse posicionamento aqui também é, em grande parte, responsabilidade do final da quarta temporada, que foi inquestionavelmente fantástico. Sarah Connor foi uma grande descoberta. Gostei, apesar de implicar com um milhão de coisas. A primeira temporada (que eu vi na Warner, na época em que eles ainda eram canal de séries) me agradou bem mais, mas a segunda pode surpreender agora mais para o final, com as pontas se amarrando. E CSI:NY é aquela série que é tecnicamente tão impecável, que eu não consigo deixá-la de fora de uma lista dessas, apesar de eu considerá-la um pouco fria, e ter problemas pra gostar dos personagens. É simplesmente A série na qual eu não vejo defeito nenhum (além do supra citado).

Melhor Série Comédia: Big Bang Theory
Runner-up: 30 Rock

Menções Honrrosas: The New Adventures of Old Christine, Weeds, Two and a Half Men

Eu não sei como isso aconteceu, mas 30 Rock foi completamente desbancada. A série cômica que atualmente mais me surpreende, agrada e, o principal, faz rir, é Big Bang. Ainda assim, tem espaço aqui para menções a sempre primorosa 30 Rock (a CSI: NY cômica), Old Christine (que eu amo demais), Weeds (que eu amo demais também) e Two and a Half Men (que se repete o tempo todo, e me deixa com a impressão de que eu estou vendo coisas repetidas todo episódio, mas me faz rir mesmo assim).

Melhor Atriz Dramática: Paget Brewster
Runner-up: Kim Raver

Menções Honrosas: Leighton Meester, Lena Headey, Melina Kanakaredes

Essa é uma categoria extremamente perniciosa para mim. Eu nunca escolho os mesmos nomes que a maioria das pessoas e quando eu começo a colocar os nomes no papel, eu sempre fico com dó de escolher só uma. Ser uma leading lady não é fácil. Nem todos os papéis da Tv são bons ou profundos o suficiente, e sempre parece que os homens ficam com os mais legais. A Leighton Meester, por exemplo, quase entrou como runner-up e até mesmo pensei em colocá-la no posto máximo. ADORO Blair. Ela é uma personagem feminina, jovem e é politicamente incorreta o suficiente para eu considerá-la uma das melhores coisas na Tv atualmente. E sua intérprete, Meester, é simplesmente perfeita. Mas apesar de continuar sendo a alma de Gossip Girl, acho que Blair perdeu um pouco de seu ardor e acho que Raver e Brewster acabaram batendo Meester pelas primeiras posições por terem sido mais memoráveis na minha cabecinha. Raver, de quem eu sempre gostei, é a alma de sua série. Sim, sua personagem Nico perde de longe para Blair. Ela é mais quadradinha, mais dramática, tem menos edge (não consigo achar uma palavra melhor). Mas ela é mais profunda, mais sutil e atuação de Kim me tocou mais fundo. Já Brewster pode ser uma escolha que ninguém vai entender e muitos virão aqui dizer que ela é coadjuvante, mas eu acho que ela está assumindo o posto de protagonista feminina de CM e com louvor. Repentinamente a personagem evoluiu enormemente frente aos meus olhos e eu ainda estou boba. E é tudo trabalho de Brewster, porquê apesar de sua Emily Prentiss estar ganhando destaque, a verdade é que os personagens principais tem poucas chances em dramas procedurais como Criminal Minds para expor algum traço marcante de personalidade e conquistar o espectador. E ela conseguiu me conquistar.

Melhor Atriz de Comédia: Tina Fey
Runner-up: Mary Louise Parker

Menções Honrosas: Julia Louis-Dreyfous, Eva Longoria

Parker perdeu seu lugar de honra para Fey, porquê a intérprete de Liz Lemon tem feito muito, muito bonito como a escritora nerd do The Girlie Show. Ainda assim, Parker arrasou o suficiente para estar bem pertinho dela no topo. E o mais importante é que ela conseguiu passar grande parte da temporada sendo apenas boa e em uma cena, conseguiu deixar todos os fãs aplaudindo sua atuação de pé. Dreyfous sempre me faz rir, ela é o Charlie Sheen mulher para mim. E Longoria teve uma temporada sensacional e está finalmente mostrando que é, de fato, uma atriz bem talentosa.

Melhor Ator Dramático: Hugh Laurie
Runner-up: Gary Sinise

Menções Honrosas: Charlie Hunnam, Donald Sutherland

Categoria sempre difícil para mim também, mas pelo motivo oposto de Melhor Atriz. Hugh Laurie sempre ganha, e depois eu fico que nem uma idiota tentando encontrar pelo menos mais dois nomes pra mencionar. A verdade é que vi muito pouco de Sons of Anarchy e Dirty Sexy Money. Os dois atores estavam ótimos, mas nem posso dizer que tenho um grande conhecimento de causa. E Sinise que eu também adoro e que é meu leading man em séries policiais preferido (no momento) ganhou um espacinho, porquê tem feito seu trabalho direitinho, independentemente de eu ser capaz de empatizar com ele ou não.

Melhor Ator de Comédia: Jim Parsons
Runner-up: Alec Baldwin

Menções Honrosas: Charlie Sheen, David Duchovny

Parsons é a melhor coisa a acontecer na comédia esse ano. O resto também me fez rir, mas não tanto.

Melhor Atriz Coadjuvante: Summer Glau
Runner-up: Dana Delany

Menções Honrosas: Elizabeth Mitchell, Sandra Oh, Kelly Rutherford, Lisa Edelstein, Jill Clayburgh, Katey Sagal

Glau é outra vitória incontestável. Headey pode até ter entrado na minha menção honrosa lá em cima, e eu a adoro desde Intrigas, mas nem eu consigo negar que a atriz que interpreta a robô Cameron é a alma de Terminator. E é a melhor personagem feminina do Fall Season. Delany marca presença porquê eu amei tudo o quê ela fez em DH na temporada passada e praticamente só me lembro da trama dela, o quê significa que todo o resto foi esquecível. Uma atriz que salva um temporada inteira de uma série assim merece lugar de destaque. As demais são todas ótimas, mas no caso de Mitchell, Oh, Rutherford e Edelstein, o roteiro nem sempre as ajuda. E no caso de Oh e Rutherford, elas próprias nem sempre se ajudam (tem atriz que faz mais com muito menos material). Mas ainda as adoro profundamente e mais frequentemente que não, elas conseguem ser o melhor ator em cena (tá, para Rutherford não é muito difícil, considerando os atores com ela contracena normalmente, tipo Blake Lively, Connor Paolo e Penn Bagdley).

Melhor Ator Coadjuvante: Michael Emerson
Runner-up: John Noble

Menções Honrosas: Justin Kirk, Matthew Gray Gubler, Glenn Fitzgerald, Jack McBrayer, Simon Helberg, Kunal Nayyar.

Não me perguntem de onde saíram tantos nomes. É incrível como apesar de existirem papéis masculinos principais incríveis, eu consigo citar muito mais nomes de atores coadjuvantes que me impressionaram. Cheguei a escrever Noble como o melhor do ano e depois me dei conta que tinha esquecido completamente de Emerson. Um lapso imperdoável, eu sei. O quê seria de LOST sem Benjamin Linus? Eu odeio Ben com todas as forças e ainda assim, o adoro e acho que ele é a única pessoa que tem a mínima idéia do quê diabos está se passando, o tempo todo. Emerson o construiu de maneira fantástica. Sua ambiguidade constante, seus maneirismos meio de nerd, mas que são assustadores ao mesmo tempo, tudo contribui para tornar Linus o melhor personagem na Tv atualmente.

Prêmio Especial para Melhor Série Velha que eu só fui ver esse ano: The Pretender
Runner-up: Huff

Menção Honrosa: Veronica Mars

Porquê eu sempre sou fisgada completamente por séries antigas? Ano passado não fiz essa categoria, mas considerando que as três séries acima estão entre o quê eu vi de melhor esse ano, superando, inclusive, grande parte do material inédito, elas tinham que aparecer de alguma maneira aqui. Ainda faço um texto especial sobre elas, juro.

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Esse episódio pareceu um pouco deslocado da trama central do seriado, não? Tudo o quê estava sendo abordado até aqui, os três pontos, o desenvolvimento da Inteligência Artificial na companhia de Catherine Weaver com a ajuda de James Ellison, o envolvimento de Jesse e Riley, tudo isso ficou de lado. Talvez, mas para frente, essa trama revele-se alguma relevância súbita e inesperada. Mas eu acho que a estória fechou-se em si, mesmo.
Isso não significa que, novamente, o episódio não tenha sido muito bom. E bastante diferente. Uma preocupação que parece ser constante em Terminator é a inovação na maneira como contam uma estória, e dessa vez optaram por nos mostrarem em três tempos diferentes quem são os Field e qual é a relevância deles.
O começo é misterioso. Derek está chegando a algum lugar importante e falando com Sarah, que persegue ou é perseguida por um Terminator, ao telefone. Logo descobrimos que o Terminator não está atrás de John, como era de se esperar, mas de Lauren e Anne Fields, a quem Derek presta socorro médico.
Seis meses antes disso, conhecemos os Fields, cujo nome estava parede dos Connor e que tem um Terminator em seu encalço. Porém, Sarah e Cameron são mais rápidas. Essa é a única parte do episódio em que as duas aparecem, mas mesmo assim ambas conseguem ter seus momentos. Glau protagoniza a cena mais engraçada do episódio quando bate em um vizinho dos Fields e depois pergunta a Lauren se ele era humano. A garota responde que é óbvio que sim e Cameron, com sua indiferença típica, responde: Erro meu. Rolei de rir.
Já Lena Headey teve uma ótima interação com Samantha Krutzfeldt, que interpreta a adolescente Lauren. É incrível como ela consegue se dar bem com qualquer criança ou adolescente, consegue ganhar a simpatia e a confiança deles imediatamente (lembram de Marty Beddell?), mas não consegue ter um relacionamento funcional com John. Quando se trata do seu próprio filho, as coisas se complicam demais, e os dois simplesmente não conseguem se comunicar.
Além disso, eu também achei a própria Lauren uma adolescente mais interessante que o John. Ela é humana, e mostra os medos e culpas de uma adolescente normal, mas ela é bem serena e madura para idade. Ela mostra todos os sinais de liderança e força que a série falha em imputar a John. Quando há uma missão, geralmente a responsabilidade dele é checar coisas, inventar identidades falsas, preparar tudo para a mãe e Cameron agirem. Acho que seria bom vê-lo tomar mais decisões importantes, ter mais responsabilidade sobre si mesmo e sobre os outros, começar a sair da sombra de Sarah Connor.
Outro destaque desse episódio foi Derek. Eu gosto de Derek, mas odeio ele com Jesse. As cenas do futuro, em quê ele tem que encontrar a única sobrevivente de um vírus letal, estava indo muito bem. Até aparecer a chatíssima personagem de Stephanie Jacobsen. Mesmo assim, as pontas se amarraram muito bem no final. E a interpretação de Brian Austin Green deu gosto de ver. Todo vôo solo de Derek Reese é bem-vindo na minha opinião.
A sobrevivente do massacre era ninguém menos que Sydney, a filha que Anne Fields estava esperando. Mas Anne morre no parto e cabe a Lauren cuidar da irmã. Derek até a convida para se juntar aos Connor e ele (e eu até teria gostado de ver esse desenvolvimento), mas ela foge. O quê a torna ainda mais interessante. Afinal, ela era uma adolescente e deu conta de criar e manter a salvo a irmãzinha por todos aqueles anos, para que esta pudesse salvar a humanidade. Isso é que é fibra.
E esse episódio tão bem construído, que eu nem senti falta do resto do pessoal que não apareceu. Nem me dei conta de quê eles não estavam lá, até o episódio acabar. Terminator ainda tem mais um episódio esse ano, e isso é ótimo. Só espero que a audiência pare de cair, porquê a cada semana que passa tenho mais medo do fantasma do cancelamento.

Com o excelente trabalho que Summer Glau tem feito, nada mais justo que ela ganhar (mais) um episódio especialmente focado em sua personagem, Cameron. Dentro do lar doce lar/quartel general dos Connor, ela pode ser seu eu robótico genuíno, e sempre temos ótimas falas dela nesses momentos. Mas é contracenando com os figurantes e coadjuvantes humanos ignorantes, quando Cameron tem que se misturar, que Glau dá um show de interpretação.
Concordo com o Davi Cruz quando ele diz que esse episódio foi o mais estranho de toda a série. Foi uma estranho interessante, mas foi definitivamente estranho. Em primeiro lugar vários dos regulares não aparecem. John faz uma participação coadjuvante em uma festa também muito estranha (as minhas panelinhas de escola, ou tribos, como é cool chamar hoje em dia, não faziam esse tipo de festa. Nós bebíamos em copos, dançávamos a maior parte do tempo e nunca, mas nunca mesmo, jogávamos videogame) cujo up side foi vê-lo dando uma surra em um babaca que acusou Riley de roubar seu isqueiro, o quê ela de fato fez, o quê também a torna uma babaca (“eu gosto de coisas brilhantes?” Seriously, Riley? E todo mundo parece já ter visto um psiquiatra ou terapeuta nessa série menos quem obviamente mais necessita: ela).
Mas o mais interessante dessa jornada bizarra é quê podemos acompanhar e Cameron e ver o quê ela realmente faz durante a noite, já que não dorme. Cameron, que é bem esperta, está estudando os humanos. História. Identificar os erros do passado, conhecer as trajetórias humanas, tudo muito inteligente. Não é a toa que morro de medo de Cameron quebrar mais uma vez. E ela até mesmo tem um amigo, um paraplégico que abre a biblioteca para ela e com quem ela conversa sobre algumas das maluquices dos Connor. E em uma de suas pesquisas ela descobre a presença de um Terminator na década de 20.
Achei a trama muito interessante, mas considerei a parte técnica um pouco tosca. Tudo bem que Terminator não tem o orçamento de Lost ou Heroes, mas aquela representação da década de vinte ficou muito artificial, e até as atuações ficaram terríveis. Talvez tenha sido proposital, afinal não são imagens reais, mas um reconstrução que Cameron faz em sua cabeça. Mas mesmo assim me incomodou um pouco.
Aquela coisa da Cameron calculando a data através das estrelas me deixou com a pulga atrás da orelha. Será que aqueles três pontinhos com os quais a Sarah está tão obcecada podem ser uma data a ser calculada através do posicionamento de alguma constelação? Outra coisa que também não foi explicada e que eu gostaria de saber é qual a relevância do assassinato do Governador em 2010 para a Guerra entre humanos e máquinas.
Espero ansiosamente por essas respostas e por tudo mais. Sarah Connor me fisgou e eu estou completamente viciada.

Eu adoro Sarah Connor. Eu não suporto John Connor e seus chiliques de adolescentes. E tudo isso está além da minha compreensão. Afinal, eu sou uma adolescente chata com uma mãe superprotetora também. Como eu posso legitimar a posição dela e não conseguir ficar do meu próprio lado? Eu não sei. Mas quando vejo Sarah com sua serenidade e ao mesmo tempo completamente bitolada e paranóica, eu não consigo deixar de admirá-la. Ela é surpreendente, esperta e ela consegue dar uma baita surra e meter medo em qualquer marmanjo. Dá para não querer ser Sarah Connor quando crescer?
É claro que tem a questão, muito séria, do fim da raça humana que ela precisa evitar. Não precisavam colocar um pai que chega a orquestrar um plano mirabolante para extorquir dinheiro de uma viúva inocente para que o projeto do filho possa ser concluído. Nós entendemos. Sarah, assim como Alex, jogou sua vida pela janela por John. Metade do seu tempo é gasto tentando decifrar o complicado percurso que levou o Skynet àquilo que ele se tornou , com direito a dicas escritas a sangue na parede de sua casa, sonhos e o cepticismo de todos ao seu redor, mas especialmente, de Derek. A outra metade é dedicada a tentar fazer um trabalho mental que baste em John-eu-tenho-o-direito-de-namorar-e-fugir-pro-México. Ela tinha 19 anos quando teve John, praticamente uma adolescente, e não viveu uma vida normal. Na verdade, ela não viveu. Sobreviveu.
Ela é uma mulher com todo tipo de cicatrizes emocionais, mas ela continua lutando. É uma guerreira de verdade. Mas às vezes, quando ela tem que se disfarçar como nesse episódio ou como no episódio em que ela cuidou do garotinho que salvou (Marty), é possível ver que seria fácil para ela se perder em uma outra vida, em um outro tipo de existência. E Derek pode dizer o quê quiser, mas ela não se perde. Ela sempre volta ao objetivo principal, com uma lucidez que assusta.
Às vezes, vendo o show, não parece que estou assistindo a Sarah Connor Chronicles. Por várias vezes, os demais personagens roubam a cena, com tramas melhores, atuações de maior destaque, personagens que se mostram mais complexos e interessantes naquele momento. Sarah às vezes parece até obsoleta. Cameron tem sido, aliás, o grande destaque da série por várias vezes. Então quando eu vejo um episódio como esse, dedicado à Sarah, eu fico muito feliz. Até porquê Summer Glau é fantástica, mas eu adoro Lena Headey. Adoro como ela consegue fazer uma Sarah retraída e um pouco fria, mas ao mesmo tempo amorosa e protetora; como ela consegue aparentar força e suavidade e feminilidade; como ela pode parecer inatingível, mas também tão vulnerável.
De duas das minhas personagens femininas favoritas nos últimos tempos, para duas das mais odiadas. Jesse e Riley já me irritavam separadas, juntas então. O quê foi todo aquele amor entre elas? Será que Jesse já existia na vida de Riley antes de John e foi tudo uma armação, ou ela recorreu a loura depois de ver o quanto ela mexe com o adolescente rebelde? Pelo menos John defendeu a mãe, enquanto Derek é capaz de confiar cegamente em Jesse, que obviamente o está manipulando, mas é agressivo e censura a Sarah.
Eu ainda sinto falta de algumas coisa: da narração de Sarah, das seqüências com música como a do começo de Samson & Delilah ou de quando Cromartie mata os agentes do FBI. Mas esse episódio fez eu me apaixonar novamente pela série.


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