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Quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas. O episódio final dessa temporada de Trust (e da série) traz muitos ecos do piloto. Ele encerra esse primeiro ciclo com perfeição e seu único defeito é ser exatamente isso, o fim de uma temporada apenas, deixando abertas tramas e trazendo em seu final um gancho que não será resolvido.

Em The More Things Change uma nova campanha milionária é ganha de Cochran e Mason se vê novamente em uma posição delicada, recebendo a oferta de uma promoção que o coloca em uma posição desconfortável. Há um grande jogo de poder, e apesar de Mason, Conner e Sarah acabarem retornando a pontos passados, a demissão de Tony e Cochran tomando a agência em um golpe seriam suficientes para construir novas e interessantes tramas para uma temporada subseqüente.

Porém enquanto Mason era laureado, a série tinha o destino oposto. Com a audiência fraca, ganhou exibição apressada pela TNT e foi cancelada. Uma pena, pois Hunt Baldwin conseguiu fazer uma série bem divertida e escalou um elenco ótimo. Eric McCormack, Tom Cavanagh e Monica Potter mostraram muito carisma e entrosamento, formando um trio protagonista formidável e Sarah Clarke, Griffin Dunne e Donna Murphy conseguiram dar dimensão aos seus personagens não tão interessantes, e que certamente apareciam de menos. Inclusive Dunne e Murphy tem apenas uma cena particularmente boa nessa finale e estão espetaculares, apesar da storyline clichê. E a principal razão pela qual eu sentirei falta de Trust Me é esse elenco, que em apenas dez semanas conseguiu me conquistar.

Texto previamente publicado no site TeleSéries.

Quando eu assisti o piloto de Trust Me, eu concluí que havia uma grande possibilidade de que os escritores fossem se prender àquela forma de episódios. Os publicitários recebem uma grande conta, há problemas com a grande conta, eles inventam algo genial e ganham a grande conta. Mas eles me surpreenderam com a capacidade de pensar além e tentar outras coisas.
Sim, em All Hell the Victors eles ainda estão envolvidos com toda a coisa da campanha do celular e é claro, há um novo problema na conta. Mas então Mason resolve isso rapidamente e a questão central da storyline passa a ser como não ser acusado de plágio por ter usado uma resolução presente no Portfolio de um candidato a emprego.
Já em But Wait, There’s More, eles conseguem fugir completamente disso. Os problemas são dois, a falta de prêmios já que apenas Stu Hoffman os vencia e o Cochran (o imbecil do piloto que é chefe da outra agência da empresa) cortejando Sarah para ir trabalhar com ele. Eu realmente gostei de como as situações se desenvolvem em ambos os episódios. Das soluções buscadas e de como elas nunca saem como planejado. Mas o quê eu curto mesmo em Trust Me são os personagens.
A cada episódio que assisto eu gosto mais e mais do trio Mason, Conner e Sarah. A dinâmica entre os dois primeiros é incrível, e Sarah é excelente como a forasteira esquisita que é ignorada e diminuída por todo mundo, e sabe disso. Monica Potter está conseguindo fazer uma composição diferente do que ela faz, mas de maneira sutil e eu estou gostando muito do trabalho dela. Eric McCormack também continua ótimo, mas a estrela da série é mesmo Tom Cavanagh. Conner é infantil, narcisista e às vezes parece ter déficit de atenção. Ele poderia ser irritante, mas suas características são divertidas e equilibram perfeitamente o sempre tenso e preocupado Mason.

E ainda fomos apresentados a Erin, a esposa de Mason. Assim como Conner, ela faz um bom contra-ponto com a atitude mais séria do marido sendo brincalhona e tendo um tom mais leve e feliz. Sarah Clarke está ótima apesar de nem de longe ter um texto tão bom quando o dos três protagonistas. Falta a ela algo que a torne marcante como os outros. E finalmente é revelado o rosto de Denise, interpretada por Donna Murphy. Eu adoro a atriz e acho que ela tem aquele ar natural de autoridade. Mas o problema é o mesmo da personagem Erin. Não há nada nela que chame atenção, que a torne particularmente memorável.
Trust Me vai depender dos episódios que vêm adiante para realmente pegar, mas no balanço geral do quê vi até agora, ela tem tudo para ser uma das estréias mais bacanas da temporada.

1. Nip/Tuck5×18 – Ricky Wells (MVP: Roma Maffia, Adhir Kalyan)
2. Being Human
1×02 – Episódio 2 (MVP: Russell Tovey, Dean Lennox Kelly)
3. CSI Miami
– 7×14 – Smoke Gets In Your Csis (MVP: Emily Procter)
4. Trust Me
– 1×02 – All Hell the Victors (MVP: Tom Cananagh, Monica Potter)
5. Fringe
– 1×13 – The Transformation (MVP: John Noble, Mark Valley, Anna Torv)
6. Damages
– 2×05 – I Agree, It Wasn’t Funny (MVP: Glenn Close)
7. Lost
– 5×04 – The Little Prince (MVP: Michael Emerson, Elizabeth Mitchell, Josh Holloway)
8. The United States of Tara
– 1×03 – Work (MVP: Toni Collette)
9. Grey’s Anatomy
– 5×14 – Beat Your Heart Out (MVP: Chandra Wilson, Sara Ramirez)
10. 30 Rock
– 3×10 – Generalissimo (MVP: Tina Fey, Alec Baldwin)


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