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Eu adoro Damages. Acho cada episódio sensacional. Tenho verdadeira adoração por Glenn Close e seu talento. E não tenho como explicar que seja tão difícil colocar meus sentimentos e opiniões em palavras. Apenas é. Então eu vou fazer uma tentativa que pode ou não ser considerada um sucesso de expressar o quanto e porquê eu gostei desses dois últimos episódios.
Em I Knew Your Pig e Hey! Mr. Pibb! os roteiristas se focam na relação de Patty e Daniel. Eu estava curiosa a princípio para saber quê tipo de passado esses dois dividiam, além do óbvio (Daniel ser o pai do filho de Patty) e gostei dos flashbacks mostrando a relação dos dois entremeada pelos casos judiciais e a questão de Michael, que Patty fez de tudo para manter afastado de Daniel. Mas depois eu fiquei me perguntando se isso tudo vai ter alguma pertinência à trama principal ou se é só uma tentativa de enrolação disfarçada de revelação.
O caso em si foi para frente, para trás, para frente de novo, para trás de novo. Atualmente, eu não sei dizer em que pé está. É óbvio que Purcell prejudicou a ação no tribunal, ao desmentir que a Ultima National Resources tivesse feito qualquer coisa errada. Mas o ódio extremo e desejo de vingança que Patty deve estar sentindo pode ser exatamente o quê faltava para essa temporada pegar fogo. Eu a estava sentindo bem menos determinada e gananciosa que na primeira temporada, onde sua vontade apaixonada de vencer Frobisher a qualquer custo era o quê mais me entretinha e interessava.
Por outro lado, Tom e Ellen encontraram Josh, o repórter que era o contato de Daniel na Virgínia e ele parece genuinamente interessado em expôr a UNR e até agora, não pareceu ter outros objetivos escusos, como Daniel sempre teve. E apesar da amostra de água que ele forneceu a Patty ter sido jogada fora por Purcell, algo me diz que o jornalista será um aliado valioso e que de alguma maneira será indispensável na virada de jogo de Hewes, que certamente está por vir.
Ainda sobre Daniel, ele está se saindo o mais interessante personagem dessa temporada. Conseguiu manipular Patty direitinho e a fez denfende-lo na questão da morte de sua esposa e tirá-lo da cadeia, quando tudo era apenas armação da URN e dele, para encobrir o quê parece ser o fato de quê Daniel na verdade matou Christine.
Claire Maddox apareceu, mas não teve muito o quê fazer a não ser dar alguns conselhos legais e ir ao Tribunal se defender contra Patty Hewes. Marcia Gay Harden continua a ótima atriz que sempre foi, mas ela tem muito pouco a fazer realmente. Glenn Close e William Hurt porém, tem tido ótimas oportunidades para demonstrar seus imensos talentos, e as têm aproveitado devidamente. Os dois tem feito um trabalho sensacional e são um dos principais motivos de eu estar tão entrosada nesse começo de temporada. Por outro lado, Ted Danson e Timothy Olyphant sumiram do mapa, e Anastasia Griffith (cujo nome permanece nos créditos) teve uma aparição relâmpago durante um telefonema para Parsons. Sabemos que Katie Connor parece estar seguindo em frente depois de toda aquele inferno do caso Frobisher e que tem um namorado novo que deseja apresentar a Ellen.
Nunca descarto nenhuma informação em Damages como irrelevante, mas assim como o passado de Daniel e Patty, eu ainda não sei ao certo onde tudo isso, ou a própria Katie, se encaixam. Só sei que tive um pressentimento sombrio de quê a pessoa que Ellen Parsons recebeu no hotel e de quem aceitou dinheiro pudesse ser ela ao invés de Wes Krulik (a aposta mais sólida até agora). Mas também pensei Hollis Nye, o advogado que levou Ellen até o FBI, que está, por enquanto, também desaparecido de cena.
As peças do quebra-cabeça estão sendo colocadas juntas, e talvez nós ainda não tenhamos visto nenhuma peça realmente crucial, ou talvez ela esteja bem na nossa frente desde o começo. Mas eu estou longe de saber qual é a figura que ele formará quando completo.


Eu gostei tanto desse episódio que se eu ainda utilizasse notas para avaliar episódios , eu daria a Burn it, Shred it, I Don’t Care a nota máxima. Nessa segunda temporada as coisas parecem estar se desenvolvendo mais rápido, e obviamente teremos mais reviravoltas, o quê nem sempre é bom, mas aqui é surpreendente. O roteiro intricado, cheio de revelações mas ao mesmo tempo sempre nos mantendo três passos atrás dos espertos e dúbios protagonistas.
Nessa nova trama, ninguém é confiável, ninguém é simplesmente bom ou mau, nada é preto ou branco. E como na primeira temporada, quando você começa a achar que está entendendo alguma coisa, vem um episódio como esse e te mostra que ainda é muito cedo para se ter certeza de qualquer coisa, e que a verdade é que nós não sabemos nada. A estrutura narrativa de Damages é como uma tapeçaria incompleta, e por mais que os caminhos que os fios percorrerão e se entrelaçarão pareçam previsíveis, eles nunca correspondem as nossas expectativas.
Patty dispensou o caso que o FBI preparou como armadilha e assumiu com tudo o caso de Daniel Purcell. Porém o velho conhecido da advogada parece não ser tão inocente quanto se esperava. A frase do episódio é de Patty, que diz sabiamente que todo mundo tem um objetivo escuso. E eu acho que o grande mistério dessa temporada não é em quem Ellen atirou afinal de contas, mas qual é o objetivo de escuso de Patty. Até agora Hewes parece não estar jogando, manipulando ou escondendo nada para tirar vantagem dos outros, mas esperar que ela realmente não tenha uma (ou várias) cartas na manga é ingenuidade. Por mais que ela pareça se preocupar genuinamente com Purcell (quem, em um momento suspeito, fica extremamente tenso ao conhecer o filho de Patty, Michael, que ao alguém me lembrou sabiamente que também não é filho do marido dela), e por mais que as intenções dela em relação ao caso pareçam boas, eu não confio que Patty seja completamente altruísta ou que pelo menos ela não vá jogar muito sujo.
Mas com o quê vimos até aqui, ela está até parecendo a mocinha da estória. Ellen está tramando contra ela, Tom parece muito próximo de Parsons no futuro, Purcell pode estar usando-a. E ainda temos, Frobisher (que não apareceu dessa vez, mas alguém duvida que ele continue sendo o homem maquiavélico de sempre) e o novato Wes, que parece ter uma obsessão nada saudável com ex-bilionário e seu envolvimento com Ellen, isso sem mencionar na sua assustadora coleção de armas.
Para completar, entra em cena Claire Maddox, interpretada pela ganhadora do Oscar Marcia Gay Harden. Por enquanto apenas conseguimos deduzir que ela e Daniel tem um segredo, que pode variar desde um envolvimento mais pessoal até os dois estarem juntos armando contra Patty. Porquê motivo eles fariam isso, eu ainda não sei. Mas Claire parece que será uma antagonista ainda melhor que Ray Fiske.
Gay Harden é ótima atriz, e sua composição está irrepreensível, mas os destaques de atuação em Burn it, Shred it, I Don’t Care são mesmo Glenn Close e William Hurt. Enquanto Glenn consegue dar uma certa vulnerabilidade a Patty sem fazer com que ela deixe de ser a mulher sagaz e calculista que todo mundo já aprendeu a temer e respeitar, William Hurt faz exatamente o oposto, apresentando Daniel como um homem supostamente fiel aos seus valores e assustado, mas que esconde um lado negro.
Com isso, quarta-feira já tornou-se o melhor dia da semana, o mais esperado por mim pelo menos, e está extremamente difícil escolher o que ver primeiro: Damages, Lost ou Criminal Minds (e ainda tem tecnicamente impecável CSI: NY).


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luiz augusto em The Day of the Triffids
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