Séries Addict

Archive for janeiro 2008

Eu adoro as premiações, o SAG especialmente. Muita gente que não é convidada para as demais premiações porquê não teve um grande ano aparece por lá. É a única vez, por exemplo, que eu posso ver uma das minhas atrizes favoritas, Marg Helgenberger, já que ela é casada com Presidente do SAG. Melhor ainda, foi ver também William Petersen, apresentando um prêmio. CSI geralmente não faz presença nesses prêmios. Falando em séries policiais, senti falta de Mariska Hargitay e Chris Meloni. Às vezes me sinto fútil quando se trata de premiações, mas eu não consigo deixar de ter a sensação de que o SAG é sobre prazer e confraternização, mais do que qualquer outro prêmio. Ele parece, de certa maneira, humanizar os atores. Diane Lane e Javier Bardem batem papo num canto, Zac Efron e Michelle Pfeiffer se conhecem no outro, enquanto o elenco de Mad Men bebe champanhe e se diverte… Poderia ser qualquer um numa festa qualquer, se a vida de qualquer um de nós fosse glamurosa, é claro. Uma boa parcela dos convidados são gente que eu admiro profundamente. E essa é chance de vê-los não apenas como bons atores, mas como pessoas.

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Os discursos não tiveram o teor político que eu imaginei que teriam, mas eles não ignoraram esse aspecto. Apresentada por Blair Underwood, a história do SAG e de como o Sindicato é importante para os atores foi uma maneira bem clara de se colocar as coisas. Eles são importantes. É melhor os estúdios não os subestimarem. Alan Rosenberg entende de política. Melhor para ele, porquê eu nunca vi nenhum grande trabalho dele como ator.

Houveram também as homenagens ao falecido recentemente Heath Ledger, a mais pungente delas no discurso do ator Daniel Day-Lewis. Eu particularmente fiquei tocada pelas palavras de Day-Lewis e acho que ele soube abordar a situação sem ser piegas e nem parecer estar tirando vantagem da tragédia.
No mais, ficou a impressão de que o SAG Awards foi a chance de alguns amigos se reunirem durante uma época conturbada.

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Eu fiquei realmente ruim nisso, não foi? Os Sopranos dominaram a categoria dramática enquanto eu assistia chocada. Eu pensei que o Gandolfini pudesse levar e o elenco também era uma possibilidade, apesar de eu estar torcendo pro elenco de Mad Men, mas eu fiquei chocada por Glenn Close ter perdido.

Melhor Ator Dramático: James Gandolfini

Melhor Atriz Dramática: Edie Falco

Melhor Elenco Dramático: Sopranos

Atualizando: Bom, em comédia parece que o meu tato está melhor. Meu primeiro acerto:

Melhor Atriz Comédia: Tina Fey

Atualizando: Tá, em comédia meu tato tá um boa porcaria também. Vamos esperar que nos Emmy eu esteja mais preparada.

Melhor Ator Comédia: Alec Bladwin

Melhor Elenco Comédia: The Office

Esse ano eu fiquei a parte das especulações em relação as premiações. Eu nem sei se eu ainda consigo fazer uma aposta decente. Mas vou tentar.

Melhor Elenco em Série Drama
Mad Men

Melhor Ator em Série Drama
Jon Hamm – Mad Men

Melhor Atriz em Série Drama
Glenn Close – Damages

Melhor Elenco em Série Comédia
30 Rock

Melhor Ator em Série Comédia
Ricky Gervais – Extras

Melhor Atriz em Série Comédia
Tina Fey – 30 Rock

Não, eu não acabei de inventar uma língua. Se bem que às vezes parece que nós, blogueiros de séries, falamos um dialeto próprio. MEME é uma espécie de corrente entre os blogueiros, onde cada blog indica três blogs e aí por diante. Quem me indicou foi o Série Maníacos, e eu fico muito agradecida. Os caras são feras e Eric e Anderson são companheiros do TeleSéries e conhecidos de longa data.

Assim como o Eric, eu detesto corrente, mas dessa faço questão de participar. Meus indicados são:

Ligado em Série – Se tem alguém que sabe tudo de série, esse alguém é o Bruno Carvalho. Não sei quantas vezes já disse que se não conhecesse o Bruno, jamais teria mergulhado nas profundezas desse mundo, mas nunca é demais repetir. O Ligado é, portanto, um dos melhores e mais atualizados blogs da área.

Falso Operário – Também fala de cinema e pra quem gosta de ambos, é muito bom. Os comentários são excelentes.

Comentários em Série – O Comentários é parecido com o TeleSéries, tem vários colaboradores. Todos eles, excelentes. Eles cobrem uma grande variedade de séries. Vale a pena passar lá.

Pra quem entende inglês, fica a dica: o bem humorado dário de Conan O’Brien descrevendo os horrores da greve. O diário é feito nos moldes daqueles diários de sobreviventes de guerras e é bem engraçado. Infelizmente, ele é bem difícil de traduzir. Mas deixo aqui a sugestão pra quem se interessar:

Diário de Conan O’Brien na EW

Standoff

No último episódio de Standoff sobre o qual comentei, Matt tinha dito a Emily que a amava. Agora, três episódios depois, foi a vez de Emily confessar seus sentimentos. E essa confissão aconteceu no episódio que trouxe de volta toda a fofura do casal, o décimo quinto, Lie to me. Mas antes eu vou falar um pouco dos dois episódios anteriores, já exibidos pela FOX.
Em Backfire, Emily tem que lidar com uma crise em um trem sozinha, enquanto Matt tem que negociar com um esquizofrênico que é meio que um HT regular. A idéia de se ter que negociar com alguém regularmente é até interessante, mas o episódio não foi dos melhores. Colocar dois casos acontecendo separadamente e principalmente, Matt e Emily separados, mesmo que não pelo episódio inteiro, comprometeu o ritmo. Ambos os plots ficaram superficiais, o encerramento do caso de Emily foi fraco e a reviravolta no caso de Matt ficou parecendo com algo saído daqueles filmes de conspiração. Fica claro aqui que a química entre DeWitt e Linvingston é o que os faz brilhar e afastados eles não funcionaram tão bem. Matt e Emily Standoff
Em Road Trip temos um plot mais interessante, mas eu acho que os roteiristas se acovardaram ao apelar para uma bomba como motivo para os negociadores terem que impedir o seqüestrador. A estória em si tinha muito potencial para discussão, e foi mal aproveitada, assim como a dinâmica entre Matt e Emily foi mal aproveitada novamente. A questão é, a família de Mórmons realmente seqüestrou a menina, mas e as outras esposas? Todas obviamente se casaram porquê queriam, mas ao mesmo tempo porquê acreditavam que o marido as levaria para o Paraíso, e a manipulação dele levou uma das quatro esposas a ser morta, então, onde se desenha a linha do livre arbítrio nesse caso? Standoff poderia ter oferecido um olhar interessante sobre a questão, mas o máximo que fizeram foi colocar uma fala da Emily questionando para Matt a natureza do casamento dos Keenan.
Como eu disse, em Lie to Me, Standoff volta a ser sensacional. Aliás, esse foi um dos melhores episódios de toda a temporada e se vocês não viram, então não percam as reprises da FOX essa semana. Um garotinho é raptado de um parque debaixo do nariz do pai, e uma foto dele é mandada para um canal de TV com uma placa que diz “Emily Lehman fez isso”. Emily não conhece o garoto e não consegue descobrir quem está fazendo isso com ela, apenas que é uma pessoa que alega que ela mentiu para ele(a). O seqüestrador é esperto e consegue deixar Emily à beira do desespero.
Esse episódio foi bem revelador sobre Emily, seu passado e sua família. Rosemarie DeWitt brilhou praticamente sozinha; a maneira contida como ela atua me agrada bastante. Ao mesmo tempo a relação entre a negociadora e Matt reapareceu. Na primeira cena dos dois, Emily e Matt estão contando, cada um, um segredo. O grande segredo de Emily talvez não fosse o amor dela pelo Matt, mas talvez essa fosse mesmo a confissão mais difícil que ela tivesse que fazer para si mesma. Da mesma forma, acho que ela não tentava esconder o passado apenas de Flannery e do FBI, mas de si mesma, o que é mais uma boa explicação para o episódio chamar-se Lie to me.
O seqüestrador era um suicida que Emily tinha convencido a não pular de um prédio. Ele era um pederasta e por isso foi para a cadeia e foi rejeitado por todo mundo ao desistir da morte, o quê o deixou irado com Emily. Eu acho que cada pessoa pode ter a sua verdade. O suicida pode achar que o melhor era ter tirado a própria vida, porque assim ele estava fazendo um favor à sociedade e Emily pode achar que o castigo em vida era o que ele merecia, que a morte era muito fácil em face dos crimes que ele cometeu, e nenhum dos dois precisa estar necessariamente errado. Eu, particularmente, nem consigo escolher uma posição.

Standoff Rosemarie DeWitt Ron Linvingston

Além disso, cada momento também tem a sua verdade apropriada. Uma verdade que deixa de nos servir com o passar do tempo, não é necessariamente uma mentira. A mentira realmente pode ser algo perigoso, dependendo de como usada e com quem usada, mas acho que a verdade é muito mais poderosa, tanto para construir, quanto para destruir. E embora o próprio Matt assuma mentir de vez em quando, o trabalho dos negociadores é encontrar essa verdade tão poderosa que é capaz de derrubar seus oponentes das convicções deles. O problema é que, às vezes, algum seqüestrador consegue encontrar uma verdade do negociador que seja tão poderosa, que seja capaz de abalá-lo. Que bom que pelo menos a Em, que eu tanto adoro, tem a fofura que é o Matt e o romance adorável deles. Na vida real, é bom quando agente tem alguém com quem possamos dividir as verdades, mesmo quando elas são feias e devastadoras.

O ponto positivo de fazer o review dos três últimos episódios da temporada juntos, é que eu consegui enxergar a big picture. Consegui ver a trama se desenvolvendo e indo a algum lugar. Em Hi, Society, o décimo episódio da temporada, Blair e Nate se acertam, Serena e Dan se solidificam com a benção de Lily, Jenny demonstra que sua vontade de entrar pro clube da alta sociedade é mais forte que seus princípios, o casamento de Rufus dá sinais de seu fim eminente e Chuck mostra que fugir é a solução preferida dos Nova Yorkinos ricos quando as coisas dão errado.
O episódio final pode não ter sido um grande finale, mas encerrou todo um clico de Gossip Girl. Colocou os traços nos ts e os pontos nos is. A partir da nova temporada, as coisas serão diferentes.
Blair, na minha opinião, foi a figura central de todos os acontecimentos. Acho até desrespeitoso chamar Serena de protagonista. Pode até ser, no livro, mas há muito tempo a série é o “show da Blair”. E depois de ela ter dormido com Chuck e Nate, certamente as coisas tinham que se focar nela. Se em Roman Holiday o assunto não seguiu adiante, ficando com os problemas de família de Blair, a partir de School Lies os rumos começaram a aparecer no horizonte.
Blair sempre foi uma Rainha na Constance. Mas era a Rainha Virgem, Elizabethana, preocupada demais em entrar em Yale e cheia de moral e pureza, o que dava a ela o controle sobre as outras garotas. Estas, com exceção de Serena, agiam como verdadeiras Damas de Companhia. Leais e resignadas, até chegar verem a oportunidade de destronar a realeza e começar a brilhar com luz própria. Você nem precisa morar no Upper East Side. A história é a mesma em todas as escolas.
Enquanto as vampiras esperavam, Chuck atormentava, com qual objetivo eu não sei. É de se pensar que ele queria Blair, mas no final ele simplesmente a rejeita. É claro que o objetivo do roteiro foi deixar Blair abandonada e destruída, mas isso tornou Chuck confuso.
E Jenny, igualmente rejeitada por Blair, também fez o favor de rejeita-la de volta. Jenny foi talvez o personagem mais oscilante nessa primeira temporada. Alguns podem até atribuir ao fato de que garotas de quatorze anos são confusas mesmo, mas eu acho que ninguém sabia direito o que fazer com ela. No fim, ela terminou da maneira que todos previram. Tirando o lugar de Blair.

 

Gossip Girl

E esta, a Rainha social do Upper East Side adolescente, se junta a Serena no lado dos excluídos e mal-falados. Apesar de imprevisível, faz sentido. Blair é a única amiga verdadeira de Serena, e Serena é a única amiga verdadeira de Blair. Todas as outras são, como eu já disse, meras damas de companhia que sempre sonharam ser rainhas. Blair pode ser dura com Serena, jogando na cara dela os muito erros que a loura cometeu, Serena também chega a ser chata às vezes com sua recém inaugurada fase de boa moça dominando praticamente tudo o que ela faz, mas as duas se gostam de verdade.
A relação de Dan e Serena também cresceu. Em Roman Holiday os dois finalmente fizeram amor. Em School Lies a lealdade de um ao outro foi testada e passou no teste. E em The Thin Line Between Nate and Chuck, Dan chega a dizer Eu te amo pra Serena. Eles ficaram tão próximos, que Serena chegou a estragar a fuga de sua mãe Lily com Rufus. E nesse momento, eu tive que odiá-la acima de tudo. Tudo bem que o pai do seu namorado estar com a sua mãe deve ser bem esquisito, mas a própria Serena reclama que Lily entra e sai de casamentos sem amor por anos, será a que a socialite não merece um pouco de felicidade? Deus sabe que nós gostarmos dos namorados de nossos pais é irrelevante com relação a se eles deveriam tê-los ou não.
Eu ainda não sei se gosto de Dan ou não, mas isso não importa, porquê o plot dele gira completamente em torno da loira teen do Upper East Side e ela falha repetidamente em me conquistar.
Apesar disso, eu considero esse último episódio uma prova da grande evolução da série. Mas se eu tivesse que dar um conselho pros produtores, eu diria para eles se concentrarem nos diálogos. Agora que a série encontrou um ritmo e está conseguindo produzir boas estórias, faltam aqueles diálogos sensacionais e memoráveis a la The O.C. e Veronica Mars (porquê sim, eu já acho VM a melhor série teen do Universo, mesmo antes de ter terminado a primeira temporada, mas isso é assunto pra outro post…).

 


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