Séries Addict

Archive for março 2009

Se alguém tivesse me dito no começo dessa temporada que Blair e Nate teriam uma recaída, eu provavelmente teria desistido da série ali mesmo. Chuck e Blair eram o melhor casal da série e apesar dos produtores terem insistido na idéia de mantê-los separados por seus orgulhos e jogos psicológicos desde a temporada passada, eu acreditava sinceramente que se as coisas não se resolvessem logo, pelo menos Leighton Meester e Ed Westick arranjariam uma maneira de manter as coisas interessantes. Bom, infelizmente nem os dois atores, que são muito bons, conseguiram segurar-se na montanha russa de composição de personagem pela qual Blair e Chuck passaram nos últimos episódios, e ver Blair gravitar em direção ao seu amor e rocha original, Nathaniel, não foi nem de longe tão desastroso quanto eu pensei que seria.
É claro que ajudaria se Chace Crawford conseguisse expressar alguma coisa em sua face, e Meester praticamente trabalhou sozinha o componente emocional da reconexão dos dois. Mas até que ele conseguiu manter o diálogo com sua parceira de cena, e isso é uma grande coisa porquê muitas das linhas que eles são obrigados a falar tem o potencial para se tornarem extremamente cafonas. É só prestar atenção em tudo que sai da boca de Vanessa e temos um bom exemplo de como transformar um texto que já não é maravilhoso em material de novela mexicana.
Contudo, tirando a incompetência de Jessica Szohr, eu não tenho reclamações do episódio. Talvez seja porquê eu já tinha praticamente desistido da série e abaixei completamente minhas expectativas, mas eles conseguiram fazer um roteiro sem tantos problemas sérios e a direção deu fluidez a trama, fazendo com quê ela de fato parecesse seguir um curso para um determinado destino, ao invés dos ciclos fechados, que dão voltas em si mesmo e aborrecem, que vínhamos vendo.
Nas tramas paralelas, tivemos a volta de Lily. Eu sempre sinto falta dela, mas entendo que nem é culpa dos produtores. A barriga de Kelly já está enorme e eles tem ficar escondendo ela atrás de mantas e casacos enormes, o quê obviamente limita as escolhas narrativas para a personagem. A trama com a listas de ex-namorados e namoradas não foi das mais originais, mas o casal estava fofo e a estória teve o tempo ideal de tela. Mais um pouco e poderia ficar chato, mas ao mesmo tempo eles precisaram de tempo o suficiente para entrar em conflito e se reconciliar.
E é claro, houve a breve aparição de Carter Baizen. Eu estava adorando tudo, até que ele saiu de cena, à francesa e de maneira bem rápida. Achei que foi um desperdício, porquê ao contrário de Serena e Chuck, acho que a Blair não chegou nem perto de atingir seu potencial como garota má. Eu esperava vê-la aprontando mais e esperava que Carter fosse se provar mais ameaçador. A cena entre Meester, Westick e Stan foi excelente, mas fora isso Carter se provou totalmente desnecessário as necessidades do plot.
Eu não estou esperando muito do próximo episódio (vi algumas fotos que me deixaram realmente contrariada), mas pode ser que a série ainda se salve da minha lista de série que serão cortadas da minha vida na próxima temporada. GG já é guilty pleasure, eles não precisam fazer episódios sensacionais e trazer atuações e tramas fantásticas. Só precisam fazer o quê fizeram em The Grandfather. Manter as tramas focadas e coesas, e não deixar elementos ruins comprometerem resultado final em sua totalidade.

Eu assisti vinte episódios inéditos de séries essa semana, então esse foi um dos Tops mais interessantes de se montar. Algumas coisas boas ficaram de fora e os dois primeiros colocados são tecnicamente um empate, pois foram, ambos, os melhores episódios da semana. A única estréia que entrou foi Kings, mas eu eu até que gostei de Party Down. Já Better Off Ted eu não devo continuar vendo.

1. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×19 – Last Voyage Of The Jimmy Carter (MPV: Thomas Dekker)
2. Grey’s Anatomy – 5×18 – Stand By Me (MVP: Sandra Oh, Patrick Dempsey)
3. Lost – 5×09 Namaste (MVP: Josh Holloway, Elizabeth Mitchell, Daniel Dae Kim)
4. Criminal Minds – 4×18 – Omnivore (MVP: Thomas Gibson)
5. Damages – 2×11 – London, Of Course (MVP: Glenn Close)
6. The New Adventures Of Old Christine – 4×18 – A Change Of Heart/Pants (MVP: Julia Louis-Dreyfus)
7. Kings – 1×01 e 1×02 – Goliath Part 1 And Part 2 (MVP: Ian McShane)
8. The Big Bang Theory – 2×18 – The Work Song Nanocluster (MVP: Jim Parsons)
9. Trust Me – 1×08 – What’s The Rush? (MVP: Eric McCormack, Tom Cavanagh, Sarah Clarke)
10. 30 Rock – 3×15 – The Bubble (MVP: Jon Hamm)

“Bem-vindos”. A tradução da expressão que dá nome ao episódio é significativa. Não é bem-vindos de volta, é bem-vindos. A Ilha é a mesma, mas o Universo é completamente diferente. Regras e papéis mudaram, e muito do quê foi aprendido durante três anos de permanência no local perdeu sua serventia. E novamente Jack, Kate, Sayid, Hurley e Sun encontram-se perdidos.
Desde The Life and Death of Jeremy Bentham eu fiquei com a impressão de que a volta de Jack se deu com o objetivo de procurar por seu pai, mais do quê qualquer coisa relacionada a Sawyer, Juliet e os demais. Mas Jack, outrora líder exigido por todos e para tudo, retornou a Ilha provavelmente pensando que ele teria muito o quê fazer, que ele teria um papel ativo e relevante, e ao invés disso encontrou-se em uma realidade em quê ele passará a maioria de seus dias limpando latrinas enquanto Sawyer, perfeitamente a salvo, faz o papel de xerife e corre de um lado para o outro resolvendo as situações realmente críticas com a ajuda de Miles e Jin.
Isso me lembrou da primeira temporada quando o grupo vai até o Black Rock e Arzt reclama do fato de Jack, Kate, Locke, Sayid, Hurley e Sawyer serem uma panelinha. Bom, agora existe outra panelinha, e Jack não está nela. Alguém duvida que o Doutor ficará entediado logo e causará problemas para o grupo dos deixados para trás? Jack é extremamente controlador e ele não suportará ficar excluído das decisões. Ele precisa saber de tudo e ele precisa consertar tudo. Portanto, cedo ou tarde, ele colidirá com James e só resta saber se isso colocará todos eles em perigo ou se salvará suas vidas, afinal, como Hurley lembra muito bem, a Iniciativa Dharma tem sua data de extinção marcada.
Já Kate e Hurley ainda não reagiram muito em relação a estarem no passado e em toda aquela situação ridícula. Hurley é claro teve várias falas cômicas, mas ainda não realmente sabemos qual será o papel do Dude no passado. Ele causará problemas como Sayid e Jack possivelmente causarão? Eu acho que não. Mas se não é para trazer conflitos, qual a razão da presença de Hugo? E Kate provavelmente só entrará no panorama romântico mesmo.
Falando nisso, o casal teve alguns momentos sutis apenas, mas eu gostei. Sawyer e Juliet não tiveram tempo para sentir nada. Eles tinham muito o quê pensar e muito o quê fazer se queriam proteger Jack, Kate e Hurley. Mas quando Sawyer retorna e conta tudo a Juliet, ela fica visivelmente abalada e insegura, e é tão tocante ver Sawyer olhando para ela com compreensão mesmo que por um momento tão breve. Esse episódio foi mais um que serviu para Mitchell e Holloway demonstrarem o quanto são bons no que fazem, e essa cena é exemplo perfeito disso.
No futuro, Sun e Lapidus tem um encontro de dar arrepios com Christian Shepard. Christian é uma figura tão sinistra, é impossível não ficar tenso com ele. Mas foi o quê ele disse sobre Sun ter uma longa jornada pela frente que me deixou intrigada. Sun irá para o passado? Mas eu achei que os Losties precisariam vir para o futuro, afinal, se eles ficarem no passado, é fato que acabarão mortos. De qualquer forma, se Christian conhece alguma forma de se locomover no tempo que não inclua mover a roda de burro, eu mal posso esperar para ver o quê é. Só acho que não boa coisa não deve ser.

Quem já leu alguma das minhas resenhas de Terminator sabe que eu nutro uma certa antipatia por John Connor. Apesar de termos idades semelhantes, eu nunca consegui simpatizar com o futuro líder da humanidade, suas angústias e seu comportamento. Mas neste episódio, John esteve perfeito. Ele conseguiu me convencer completamente como o homem que guiará todo o planeta em uma guerra contra as máquinas, sem deixar de ser apenas um adolescente fragilizado pela morte da namorada. A cena final foi fantástica e tocante, e eu empatizei com Dekker sem reservas. Ele estava muito bem.

Mas não é apenas por John que esse décimo segundo episódio é fantástico. A continuação dos flashbacks de Jesse (ou seriam flashfowards?) é ainda melhor que a primeira parte. Jesse é outra personagem de quem eu nunca gostei, principalmente por causa da atriz Stephanie Jacobsen, que eu acho inexpressiva. Mas o motim em seu submarino, as mortes de Dietz e Queeg e seu encontro final com Cameron convencem perfeitamente como um evento que a traumatizaria a ponto de ela voltar ao passado para tentar eliminar a influência do metal sobre a vida de John.

Apesar de eu ter sido grande fã do arco da Sarah, eu não tenho dúvidas que se a série fosse composta de mais episódios como esse, ela seria ainda melhor.

Texto previamente publicado no site TeleSéries.

Mais um episódio problemático de GG. Mais um caso onde eles pegam tramas que são até boas, fazem um roteiro terrivelmente superficial e confuso, cheio de briguinhas fúteis e clichês, e Blair e Chuck, os melhores personagens da série, são colocados em umas situações que seriam ainda mais constrangedoras se não fosse o fato de Ed Westick e Leighton Meester conseguirem tirar um pouco da mão pesadamente melodramática que tem guiado seus personagens. Eu simplesmente não estou comprando a mudança profunda no caráter dos dois. Personagens, assim como pessoas de verdade, precisam mudar ao longo do tempo. Mas me parece que essa mudança em Blair e Chuck carece seriamente de sutilezas.
E o problema é, como sempre, eles não são o único problema. A minha impressão é que esse episódio tentou criar reviravoltas de mais, inserir elementos demais e além de não ter explorado devidamente nada do quê tinha em mãos, acabou voltando exatamente para o mesmo lugar.
A tentativa de romance entre Rachel e Dan foi fraca, mas o rompimento dos dois foi ainda mais doloroso de assistir. E não em um sentido bom. Que Rachel era uma hipócrita auto-indulgente eu não tinha dúvidas, mas ela destruiu o futuro de Blair e saiu sem punição. Mesmo eu achando que Blair jamais deveria ter simplesmente deixado-a ir sem cicatrizes, o quê me incomoda não é a escolha dos produtores de a afastarem com um caso de problemas de consciência, mas como tudo soou forçado. É um daqueles casos em quê o personagem tem de servir a narrativa, ao invés da narrativa servir aos personagens, e no final ambos acabam se tornando implausíveis.
A storyline de Nate e Vanessa foi absolutamente ridícula. A briga deles, depois que o fator ciúmes foi tirado da equação, ficou vazia de sentido, e a cena da reconciliação é uma variação tosca de algo que eu já vi em pelo menos quinze comédias românticas diferentes.
Porém, a pior parte disso tudo foi a trama de Chuck. A mulher que supostamente havia sido seqüestrada estava por aí, tentando se esconder em restaurantes de luxo acompanhada de milionários. Chuck, totalmente fora de seu personagem, parece completamente apaixonado pela mulher com quem ele passou apenas algumas horas, em uma festa onde foi drogado. Ele é protetor com relação a ela e em certos momentos, eu achei que ele acabaria professando seu amor. Ele a chama para morar com ele em São Paulo todavia, o quê é quase a mesma coisa. E então, depois de ser supostamente raptada de novo por Carter, ela se prova uma cretina e isso faz Chuck se dar conta de quê precisa voltar com Blair. Parafraseando Blair, eu me sinto nauseada. GG pode não ser a melhor série da Tv, mas de onde saiu toda essa porcaria digna de novela mexicana? Só faltaram revelar que Elle na verdade era uma meia-irmã perdida de Chuck e eles dizerem coisas como “Nosso amor é impossível”. Graças a Deus eles se contentaram com apenas “Você tem um bom coração. Você deveria dá-lo a alguém que se importa.” Uma boa atriz talvez até fizesse a fala descer, mas Kate French é tão ruim, que o nível de canastrice ficou insuportável.
A única coisa que salva esse episódio são os belíssimos figurinos e a mais bela ainda trilha sonora. É muito difícil ver música clássica tocando em séries teen, mas o enxerto La Fleur Que Tu M’avais Jetee da Ópera Carmen no final deu o tom perfeito para o encontro de Blair e Carter. Eu ficaria ansiosa para ver que frutos renderá essa ligação entre os dois, mas eu acho que os escritores deixarão a bola cair mais uma vez.

Se o beijo entre Teri Hatcher e Swoosie Kurtz era para ser o destaque do episódio, então Marc Cherry realmente não sabe mais o quê funciona em sua série. É claro que, apesar da música I Kissed a Girl no promo ser muito provavelmente uma referência ao selinho que Susan recebe da chefe, o roteirista do episódio Jordon Nardino deveria querer mesmo é pontuar com os beijos trocados entre Hatcher e Eva Longoria. Bom, eu sei que eu não sou exatamente o público alvo desse tipo coisa, mas não funcionou.
Contudo, a trama de Susan não foi um desperdício total. Eu adorei finalmente vê-la na escola. Ela parece competente o suficiente, sem deixar de ser Susan. E isso é um grande feito considerando o quanto eles podem errar escrevendo a Susan às vezes. A participação de Kurtz também foi ótima. Eu a amava em Pushing Daisies e chorei horrores por causa dela em Huff, então sou fã declarada e totalmente imparcial.
O grande destaque foi a evolução efetiva dos planos de Dave, que sai para acampar com Mike e Katherine no final desse episódio. Eu já sabia que isso iria ocorrer (malditos spoilers), mas ainda assim tivemos muitas boas cenas aqui. Dave se prova mais uma vez um grande manipulador e consegue persuadir Katherine a ir na viagem da qual ela já havia desistido, além de apaziguar Edie que finalmente descobre sobre Paige. Aliás, a cena entre os dois foi a mais tocante de todo o episódio, graças, em grande parte, a Nicollette Sheridan.
O resto não foi tão empolgante, mas o roteiro estava redondinho e as atuações convenceram. É sempre ótimo ver Felicity Huffman e Eva Longoria interagindo, pena que não tenha rendido mais. Outra trama que também não está rendendo tanto quanto poderia é a de Orson e Bree. Ele está roubando dos vizinhos, mas até agora estão tratando isso como uma piada. E não é que eles não devam fazer humor com a situação, mas onde está a graça? E ao mesmo tempo a storyline não tem densidade o suficiente para ser levada a sério dramaticamente. Assim, os talentosos Kyle MacLachlan e Marcia Cross ficam presos em um limbo, que não lhes permite uma abordagem mais cômica ou mais trágica, e nós telespectadores não conseguimos nos conectar. Ou alguém está realmente se importanto com as consequências dessa trama? Uma coisa é certa, a Bree realmente não sabe escolher homens. A Susan também não consegue manter um relacionamento, e eles tendem a ser mais fúteis, mas pelo menos Mike e Jackson eram homens decentes.

Antes de An Honest Mistake ir ao ar, eu ouvi muita gente dizer que aquela seria a grande oportunidade de Dempsey para mostrar que é mais que um cabelo. Com o pouco em quê apareceu nesse episódio, acho que Dempsey esteve ainda melhor que na segunda parte do crossover. Mas ainda assim o melhor ator desse episódio é Justin Chambers. Karev é um dos meus personagens favoritos de Grey’s e eu adoro vê-lo voando solo e mostrando que é bom o suficiente para brigar com Christina pelo posto de residente mais promissor do Seattle Grace.

Falando em Christina, eu continuo não sendo muito fã de seu envolvimento com Owen. Ele está começando a parecer a versão masculina de Meredith. Pelo menos ela terá uma trama mais legal agora que Izzie a escolheu para confidenciar seu segredo: ela de fato tem câncer e suas chances de vida são apenas 5%. Além da trama de sua morte iminente, Izzie também se tornou a professora dos internos. E eu tenho que confessar que finalmente estou voltando a gostar muito dela. Aliás, tirando Owen, a série está em um momento em quê eu gosto de todo mundo e seus espaços na trama, até mesmo Derek e Meredith, e isso é raro. E é provavelmente a razão de eu estar apreciando tanto o show nesse momento.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

Riley se foi. E eu não me importo. Só senti muito por não terem aproveitado e matado Jesse de alguma maneira também. Mas como ela conseguiu não me irritar pela duração completa desse episódio, vou dar um desconto aos escritores e a Stephanie Jacobsen.
Today is the Day foi um episódio totalmente dedicado às conseqüências dos acontecimentos de Ourselves Alone. E apesar do episódio anterior ter sido aquele que abarcou todas as grandes ações, eu achei esse décimo oitavo episódio muito melhor.
No episódio passado a desconfiança já tinha se instalado na casa dos Connor. Derek e Cameron estavam achando Sarah distraída demais para fazer qualquer coisa útil. Sarah, como sempre, estava desconfiada de Cameron, mas também desconfiava de Riley e achava que a garota os tinha posto em risco. E John havia ficado seriamente com o pé atrás com Cameron.
Mas agora que Riley está morta, Derek e Sarah se voltam contra Cameron, e apesar de suas dúvidas, John bate é firme a respeito da ciborgue: ela fica por perto. Acho que é difícil para John. Ele não quer ter sentimentos por Cameron, e ele sabe que ela não está bem. Mas ele acabou de perder uma menina por quem tinha sentimentos, não acho que ele seria capaz de suportar a perda de outra (mesmo que Cameron não seja propriamente uma garota). Até porquê, sem Cameron, o perigo é muito maior. Eu acho que as marcas defensivas em Riley ajudarão a inocentar a robô. Afinal, além de ela não quaisquer marcas de luta, se Cameron tivesse assassinado Riley, a loura jamais teria conseguido lutar com a Terminator.
De volta a Jesse, ela tem a ótima idéia de provocar uma briga em um bar, e assim acaba podendo justificar todos os machucados para Derek. Idéia bem inteligente dos escritores. Porém, o melhor dela é no futuro, quando a vemos em uma missão que provavelmente dará muito errado. Eu gostei de Queeg, mas tenho minhas dúvidas se é possível confiar nele.
Eu não sei como será no filme, mas eu acho que a série conseguiu criar um mundo pós-apocalípitico bem interessante. É possível entender, mesmo que eu nunca tenha gostado delas, porquê Jesse e Riley são tão problemáticas. E também é a única maneira de eu compreender e aceitar o envolvimento entre Jesse e Derek. No presente, o relacionamento dos dois é no mínimo estranho. A Jesse do presente é perturbada e arrogante, e não é fácil engolir que Derek procure escape da tensão da caso dos Connor justamente nela. Mas então temos os flashbacks (ou flashfowards) e os dois simplesmente se encaixam perfeitamente.
Para terminar, tivemos a trama paralela. Nada de muito relevante aconteceu, além de mais uma tentativa de Ellison de ensinar a moral cristão a John Henry (continuo achando que o tiro sairá pela culatra com força total). Mas é impossível não adorar a Weaverbot e a fofura da Savannah. Foi tão engraçado a calma de Catherine enquanto tentava negociar com John Henry para que ele contasse onde Savanahh estava. Ela estava obviamente se divertindo com a brincadeira, quase tanto quanto John Henry. E eu tenho sempre que elogiar Shirley Manson por me fazer gostar tanto dela, que até quando sua trama não é das mais relevantes, sua presença no episódio é indispensável para mim.
E essa foi só a primeira parte! Eu já espero grandes coisas da segunda parte, e acho que não vou me decepcionar. Se for no nível desse Today is the Day, já será bastante agradável.

Minhas férias (finalmente) acabaram. Estou de volta a faculdade e minhas cargas de leitura e pesquisa, além de longas horas de locomoção (duas para ir e duas para voltar) tem tornado bem difícil a tarefa de escrever. É claro que, de jeito nenhum que eu abandonarei o blog. Mas vai ficar impossível escrever sobre tudo, e apesar de eu estar bem ciente de que nas últimas semanas eu não escrevi praticamente nada, é preciso chegar a um meio termo. E eu preciso da ajuda de vocês. Além de Lost (que tem presença fixa, obviamente), quais séries vocês acham que têm que dar as caras por aqui? É claro que haverão séries sobre as quais não poderei escrever, simplesmente porquê não as assisto. Mas se eu assistir, tentarei sempre deixar algum comentário por aqui, mesmo que breve. Estou fazendo essa enquete porquê com a falta de tempo, o cansaço e os outros compromissos, prefiro não ficar escrevendo textos que ninguém lerá. Então, por favor, mesmo que vocês tem ainda menos tempo que eu, separem alguns segundos e deixem na área de comentários os nomes das séries cujos textos vocês gostam de ler por aqui. O número de séries é ilimitado. A opinião de vocês é muito importante para mim.

1. Criminal Minds – 4×17 – Demonology (MVP: Paget Brewster)
2. Grey’s Anatomy – 5×17 – I Will Follow You Into The Dark (MVP: Patrick Dempsey, Justin Chambers)
3. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×18 – Today Is The Day (MVP: Summer Glau)
4. The Big Bang Theory – 2×17 – The Terminator Decoupling (MVP: Jim Parsons)
5. Damages – 2×10 – Uh Oh, Out Come The Skeletons (MVP: Glen Close)
6. 30 Rock – 3×14 – The Funcooker (MVP: Tina Fey)
7. Trust Me – 1×07 – Damage Control (MVP: Eric McCormack)
8. The New Adventures Of Old Christine – 4×17 – Too Close For Christine (MVP: Julia Louis-Dreyfous)
9. House – 5×17 – The Social Contract (MVP: Hugh Laurie, Robert Sean Leonard)
10. CSI: NY – 5×17 – Green Piece (MVP: AJ Buckley)

Episódios envolvem religiões sempre têm uma certa tendência a divagações filosóficas e éticas que muito me agradam. Eu não sou religiosa, mas eu tento ser o mais tolerante possível com as crenças das pessoas, motivo pelo qual eu sempre fico um pouco chateada quando vejo o quê acontece quando alguém falha em se encaixar em um modelo de pensamento ou comportamento. E o pior disso tudo é que é a falta de compreensão e aceitação não fica apenas entre meros estranhos, mas é até mais comum entre membros de uma mesma família.
O quê é o caso de Matthew Benton, a vítima principal de Demonology. Amigo de adolescência de Emily, Matthew se rebelou contra a religião católica depois que Emily, ao engravidar aos 15 anos de idade e optar pelo aborto, foi alienada e maltratada pelo Padre deles. Revoltado pela rejeição da pessoa com quem ele achava que podia contar, Matthew começou a questionar sua religião, o quê somado a seu vício em drogas acabou convencendo seus pais de quê ele estava possuído. E com essa convicção eles não apenas consentiram a presença de um homem cujas segundas intenções consistiam no assassinato de seu único filho, eles estiveram no quarto enquanto Matthew morria, e não fizeram nada para salvá-lo.
Com uma trama dessas, e as responsabilidades de cada um firmemente calcadas em fés inabaláveis, é até difícil atribuir culpas. E as questões morais de Demonology são o grande destaque do roteiro de Chris Mundy. Aliás, faço um pequeno desvio do assunto para comentar que Mundy é sem dúvidas o melhor roteirista de Criminal Minds. Responsável pelos textos de Lo-Fi, In Birth and Death, Revelations e Sex, Birth, Death, entre outros, Mundy é extremamente competente em criar crimes interessantes e complexos, sem recorrer a grandes reviravoltas, e explorar e desenvolver os personagens principais da série.
E a Prentiss, que há muito tempo merecia um episódio quê lhe desse bastante destaque, teve uma das tramas focadas mais interessantes da série. Além de carregar o peso de ter feito algo que não queria para ser aceita e ter acabado grávida (meu palpite é que essa coisa seja ter tido relações sem utilizar anti-concepcionais) e de fazer um aborto, o peso de manter isso em segredo por vários anos e de ter complicado a vida de seu melhor amigo, que se tornou problemático após o acontecido. E o quê dizer de Paget Brewster? Sua Emily vivaz e forte simplesmente desaparece dentro dessa mulher culpada, frustrada, triste e angustiada. Ela tem estado ótima a temporada toda, mas em Demonology ela tem que fazer algo totalmente diferente e se reinventar dentro de Prentiss que mostra, durante os quarenta minutos de projeção, um lado totalmente novo.
Como boa shipper que sou, eu esperava que houvesse mais interação entre Hotch e Prentiss. E mesmo que não fosse Hotch, de todos os personagens, o quê eu menos esperava que fosse ser o grande apoio de Emily durante esse episódio era Rossi. Por um lado, foi mancada dos escritores escolherem justo ele, que é a pessoa menos íntima de Prentiss. Reid, Morgan, Garcia ou JJ se encaixariam melhor.
Por outro, eu gostei de todas as atitudes de Dave, de todos os diálogos, e em nenhum momento eu achei que o suporte que ele deu a Emily soou falso. Dave foi a única pessoa que percebeu que Prentiss precisava de atenção, e precisava não ser julgada ou colocada contra a parede. Eu acreditei no afeto genuíno dele por Emily. Às vezes eu sinto que Rossi não se encaixa tão bem na equipe quanto o resto, mas aqui sua interação foi perfeita. Pela primeira vez, eu o vi como uma figura paterna para alguém do time, e apesar de tudo, não me pareceu algo repentino ou forçado. Joe Mantegna merece parabéns pela segunda melhor performance do episódio e por estar gradualmente me conquistando nessa quarta temporada.
Para encerrar, eu só queria falar um pouquinho sobre o sangramento nasal de Emily, porque esse sangramento está gerando mais teorias que os de Lost. Algumas pessoas acham que o sangramento de Prentiss pode ser uma combinação de estresse e tempo frio. Eu acho bem possível, e a minha primeira teoria foi de que essa seria uma forma de demonstrarem o quanto tudo aquilo havia abalado a agente e a levado a beira de um colapso. Mas depois de ler vários comentários, eu revi o episódio e percebi que em todas as cenas de exorcismo, as vítimas tinham sangramentos nasais. E o Padre jogou água benta em Emily e John. Então é bem provável que a água benta estivesse mesmo contaminada. Mas eu não acho que vá levar a nenhuma condição séria.


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