Séries Addict

Archive for fevereiro 2008

Quando meu queixo cai tantas vezes que eu perco a conta durante um episódio, eu sei que o episódio foi muito bom. Esse A Constante fez meu queixo cair tantas vezes, que eu acho que qualificá-lo como menos que excelente é impossível. Sem dúvidas, esse foi o episódio mais “What the Fu**?” dessa temporada. Kate criando Aaron, Jack mentindo descaradamente, Charlotte encontrando um urso polar Dharma na Tunísia, Ben chefe de Sayid matador, nada disso é páreo para o turbulento episódio do Brotha. Eu adoro o Desmond e acho que a história de amor dele e da Penny é a mais linda de LOST, então além de ficar agarrada na cadeira todos os segundos desse episódio, eu também verti lágrimas. Quantas respostas e quantas perguntas vieram. Viagem no tempo sempre foi algo que assustou muitos fãs de LOST, mas eu sempre gostei da possibilidade de mexer com essa temática do tempo, de dimensões paralelas ou o que quer que fosse. Mas os escritores que eu critiquei tanto pelo roteiro tosco de Eggtown merecem os parabéns pelo ótimo trabalho que fizeram discutindo o tema na série. Foi de maneira muito série, interessante e de tirar o fôlego. E é difícil uma série lidar com pseudociência sem deixar o espectador murmurando “Ah, que mentira!”. No final minha cabeça deu um nó tão grande que eu ainda não consegui raciocinar. Faraday insinua que a percepção do tempo é diferente na Ilha, mas se é Véspera de Natal no mundo exterior então se passaram exatamente 93 dias, assim como os sobreviventes contaram. Isso só mostra que essa questão do tempo está longe de ser completamente esclarecida. Uma outra coisa que me deixou encucada, é como os Outros conseguem sair e entrar na Ilha sem ser afetados. Richard Alpert parecia viajar bastante antes da explosão do submarino e eu fiquei me perguntando como ele consegue não enlouquecer. Ou será que aquelas aparições dele no Flashback de Ben serão reveladas como tendo relação com essas viajens no tempo? No fim Juliet pode não ter sido sedada apenas para que não soubesse a localização da Ilha, mas também porquê eles talvez temessem que algo do tipo acontecesse com ela. Sendo uma médica, ela tinha que lidar regurlamente com radiação. E o Faraday? Será que ele também está viajando no tempo ou ele queria estar viajando no tempo? Vou ficar roendo as unhas por The Other Woman.

Editando: Eu li em um fórum Jacket americano uma discussão sobre se a doença que o time de Rousseau teve poderia na verdade ter sido os efeitos colaterais. Eles teriam todos começado a viajar no tempo e assim como Minkowski teriam perdido o controle e enlouquecido por falta de uma constante. Eu acho que é uma possibilidade. E se for confirmado, uma grande resposta. Mas deixa ainda mais perguntas no ar. Como foi que Danielle conseguiu ser a única a não sofrer os efeitos?

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Assim que a série estreou, eu não fiquei muito interessada. Eu botava mais fé em Lipstick Jungle, e essa já tinha se mostrado bem desinteressante. O piloto de Cashmere Máfia não ajudou. Ele não é nenhuma maravilha. Focado demais em Mia, que é de longe o elo mais fraco da corrente, ele falhava em mostrar algo minimamente original ou excitante. A única coisa que me levou ao segundo episódio foi a empatia que senti pela personagem Juliet Draper, interpretada por Miranda Otto. Ela parece com uma Bree dos mundos dos negócios, é verdade, mas isso não faz dela uma personagem menor. A medida que eu fui assistindo os demais episódio, especialmente os dois últimos (quinto e sexto), eu tive que me apaixonar completamente por Zoe e Caitlin. A trama de Zoe não é nova, aliás é provavelmente a mais batida de todas: mulher de negócios que tem que conciliar a vida profissional com a familiar. Mas a atriz Frances O’Connor tem tanto carisma que é impossível não gostar dela. Já a trama de Caitlin é a mais original, com ela virando lésbica. Um pouco forçado se pensarmos bem, mas Bonnie Somerville faz parecer natural. Eu apenas sinto por Lucy Liu. Ainda não consegui descobrir se o problema é ela ou Mia, mas sua trama é a mais sem graça, e eu praticamente não me importo com ela, o quê é ruim considerando que ela deveria ser a nova Carrie Bradshaw. Mas Mia está longe de ser humana o suficiente para emparelhar com a confusa escritora, e o papel de Rainha do Gelo meio que já é da Juliet. CM tem problemas, sem dúvidas, mas é uma série que conquista, graças principalmente a seu elenco. Com isso, ela pode acabar durando.

Alguém mais achou que tudo o que se passou na Ilha foi completamente inútil? Kate ficou na Othersville pra perguntar ao Miles se ele sabia quem ela era. Sério? Porquê Charlotte e Dan estão com Jack, eles parecem ser menos ordinários e como o próprio Locke disse, com Jack é um democracia, ela podia andar até a dupla e importunar eles pro resto da vida que ninguém diria nada. Mas ela se juntou ao grupo de Locke só para conversar dois minutos com o integrante mais difícil da equipe, e para isso ela ainda teve que bolar um plano mirabolante porquê obviamente Locke não ia fazer a vida dela fácil. Será que os roteiristas acham que somos estúpidos?
Jack ficou o episódio inteiro tentando fazer uma ligação. Eu entendo que há a necessidade de enrolar pura e simplesmente, mas eles não tinham nada melhor pra colocar o Jack pra fazer? Ainda não ocorreu a ninguém tentar ter uma mísera conversa civilizada e amigável com os cientistas. Já chegam neles exigindo respostas que nós sabemos que eles não darão.
Eu oficialmente estou me unindo ao Ben Team. Jack e Locke estão começando a me assustar. Primeiro o Jack, herói magnânimo, que deixa quarenta pessoas numa Ilha, mente friamente sobre o assunto e sua única preocupação é ter um encontro com Kate. Esse Jack me dá arrepios. Talvez quando descobrirmos o que realmente aconteceu, isso passe. Mas por enquanto eu detesto o Jack dos Flashfowards. E o Jack da Ilha também não esteve muito melhor nesse episódio. Ele estava emocional, e um tanto quanto perdido. Aliás, ambos ele e Locke são completamente emocionais. E ao agir no melhor interesse de suas consciências, acho que eles tem perdido e muito pra Ben.
Locke está enlouquecendo, como eu disse antes, o careca está entrando em crise. Concordo plenamente com Linus, ele não sabe o quê fazer e a maneira como está tentando manter o controle chega a ser ridícula, não faz jus ao Locke que eu tanto admirava por sua serenidade e paciência.
Nessa temporada eu vivo com a sensação de algo muito ruim está pra acontecer e que nem Locke nem Jack conseguem sentir isso. Mais um motivo pra eu confiar em Ben. Ele parece ser o único caminhando com a cabeça erguida, sabendo pra onde vai e o quê o espera.

EDIT: Eu tenho visto alguns comentários a respeito do helicóptero e eu esqueci de falar disso. Depois de O Economista todo mundo começou a dizer que havia um atraso de 31 minutos entre a Ilha e o mundo exterior. Eu nunca achei que fossem exatamente 31 minutos. Acho que há um atraso mas não esse atraso exato. Por que, se fosse assim, como explicar que uma mulher de 26 anos na Ilha tenha o útero de uma de sententa? E que Richard tem a mesma aparência há dezenas de anos? Acho que a questão do tempo e do espaço ainda é muito complicada e o sumiço do helicoptero pode estar relacionada a mesma coisa que aconteceu com Des. Não seria engraçado se no final o helicoptero só conseguisse partir de verdade se Ben liberasse as coordenadas? Porquê obviamente essa questão da Ilha Ben conhece e entende muito bem.

 

Ok, algumas coisinhas rápidas. Quando eu chegar da rua eu tentarei escrever algo decente sobre o episódio. Locke está se tornando um psicopata. Ele obviamente não tem nenhum controle sobre si mesmo no momento, mas mesmo assim quer ser o líder. Alguém precisa dizer a ele que não dá pra liderar só quando recebe instruções de Jacob ou do Walt alto. Jack também estava meio nervosinho. E o fato do helicoptero ainda não ter chegago ao cargueiro não foi uma grande surpresa. Alguém achou que ia ser tão fácil? O FF de Kate também não teve nada demais, tirando o Aaron se passando por filho dela. Se bem que Jack contando aquela mentira no tribunal me deu um baita nó no estômago. Ele foi tão frio, tão consistente na mentira, que me deu pena daqueles que confiaram no Jack algum dia. Esse foi mais um daqueles fillers, e apesar do Flashfoward, foi um bem desinteressante.

Eu amo o teaser desse episódio, começando com a cabeça rolando pela estrada ao som de Tchaikovsky, de uma maneira quase cômica, e terminando com uma das já tradicionais frases de Grissom. É CSI como antigamente. Grissom evitando Ecklie, Grissom com aquele chapéu estranho, Grissom cheio de reservas com sua vida pessoal, dois casos meio bizarros, um pouco de ironia. Tudo lembra CSI como nas suas primeiras temporadas. Então, por quê eu não fiquei nem de longe tão entusiasmada quanto costumava ficar?
Eu fico ainda mais surpresa considerando que é um episódio de Richard J. Lewis, meu diretor de CSI preferido. Será que CSI perdeu seu frescor ou eu que não consigo mais ficar tão excitada quanto antes com os casos rocombolescos que eu costumava adorar?
O caso do garoto sem cabeça foi um tanto quanto sem graça. E a conclusão, apesar de bizarra, não foi das mais excitantes. O caso do restaurante escuro foi divertido, eu ri bastante daquele desfile de personalidades e acontecimentos, e ter os sempre sarcásticos Catherine e Brass no caso ajudou um pouco, apesar de que esse recurso poderia ter sido muito mais explorado.
Talvez o que tenha acontecido é que não tivemos a oportunidade de saber mais sobre nenhuma das vítimas e como não houve uma preocupação em humanizá-los, isso afetou meu envolvimento com suas histórias. A estória do garçom, por outro lado, chegou a me comover e a maneira suave e quase vulnerável como Neil Jackson o compôs foi particularmente responsável por isso.
Por outro lado, como se poderia esperar sendo um roteiro de Sarah Goldfinger, houve bastante vida pessoal. O casamento de Warrick terminou tão repentinamente quanto começou e ele e Catherine até tiveram um breve momento de flerte que deve ter feito os shippers vibrarem. Ecklie foi tirar a limpo a história do relacionamento de Gil e Sara. E no final, o momento na corrida de Kart foi de merecida descontração depois da tensão imposta nos episódios anteriores.
Por enquanto, parece que Sara não está tão abalada com o quê aconteceu e os demais respeitam a privacidade dela e de Grissom. Mas é provável que ainda vejamos a extensão de seu trauma e a maneira como ela e Gil vão lidar com ele dentro do relacionamento. Eu prefiro um tratamento lento e em doses homeopáticas à um melodrama.
No fim, a sensação que ficou foi a de que o foco, dessa vez, estava naquele grupo de pessoas e suas interações, e não na investigação criminal em si. Apesar de eu mesma não ter amado o episódio, reconheço que às vezes é bom ver esse tipo de episódio às vezes, e com certeza há quem o amou.

Texto publicado originalmente no TeleSéries.

What the hell is going on?!?! Sério, que não se perguntou quando acabou o terceiro episódio de LOST? Eu, reconhecendo que sou um pouco lenta, ainda estou tonta. Tivemos mais um Flashfoward e esse foi ainda mais interessante que o de Hurley. Sayid também é um dos Oceanic Six. Isso deixa duas vagas abertas a especulações. Juliet e Desmond estão próximos dos caras do barco, mas eles não são exatamente sobreviventes do vôo 815. Claire estava na visão de Desmond saindo de helicóptero da Ilha e apesar de ela está no lado de Locke, o Hurley também estava e aparentemente, a Kate passou pro lado de lá também. E Sun? Eles deixaram a Coreana na Ilha, grávida, para morrer? É realmente intrigante conjecturar sobre o quê teria acontecido entre os presentes acontecimentos e o momento em que seis pessoas finalmente deixam a Ilha. Especialmente, em relação a Jack. O que fez o herói e protetor ser capaz de abandonar Juliet, ou Sun, ou Rose, ou Claire? Em Trough The Looking Glass ele está angustiado, mas em The Beginning of The End ele parece estar ainda vivendo com a decisão que tomou, e pra min, isso o torna assustador. Como o Jack que conhecemos poderia estar vivendo o egoísmo extremo de ter deixado seus amigos sofrendo na Craphole Island?
O Sayid pós-Ilha também é no mínimo intrigante. Aparentemente ele tomou uma decisão emocional que não rendeu bons frutos, e esse resultado terminou explorado por Ben, novamente mostrado como excepcional manipulador, pra quem agora está realizando o papel de matador. Agora, porquê a morte dessas pessoas ajudará os amigos de Sayid? Quem são eles? Por quê Sayid vendeu sua alma pra Ben? O que será que ele fez?
LOST continua dando uma resposta e nos dando mil perguntas a cada episódio, mas eu estou amando esse novo ritmo da série. Esse The Economist foi o melhor episódio da temporada até agora. Muito bem roteirizado, dirigido e editado, o que não poderia ser diferente considerando que o responsável foi o sempre competente Jack Bender.
Na Ilha, também aconteceram coisas interessantes. O teste de Faraday mostrando que o tempo na Ilha é mesmo diferente, principalmente. A minha suposição de que a Mitologia da Ilha ia começar a ser desvendada através dele e Charlotte estava certa. E eu comecei a gostar muito de Miles e Frank. Jamais pensei que fosse dizer isso, mas Miles é engraçado e Lapidus é simpático e suas adesões ao time parecem que vão trazer frescor à trama.
E a cabana de Jacob não está mais no lugar que estava antes. Será que é porquê Locke estava cheio de gente em volta (Jacob não vai aparecer pra qualquer m em plena luz do dia, né?) ou o Locke está caindo na cotação do todo poderoso da Ilha? Hurley também o viu, e eu sinto que depois dessa nova surpresa Locke está se sentindo bem menos especial. Será que presenciaremos uma crise espiritual do Homem de Fé da Ilha em breve?
E deixo mais uma pergunta no ar: e os Outros? Richard, Mikhail, Amelia… O que foi feito deles enquanto Losties mais agregados se preparam para serem resgatados ou guerrearem por suas vidas? Estou começando a sentir saudades dos nativos da Ilha.

CSI finalmente volta às pequenas telas brasileiras, e quem não acompanha a série via métodos alternativos e conseguiu ficar longe de spoilers, pôde acompanhar finalmente o desfecho do seqüestro de Sara Sidle. Dead Doll foi um episódio diferente dos demais episódios de CSI. Contando que relevemos as licenças poéticas, vulga ficção exagerada que ninguém engole, o episódio foi tecnicamente bom. Eu acho que a direção foi acertada, mas o episódio teve um ritmo meio arrastado que não agradou a todos. Eu, que particularmente prefiro devagar demais à rápido demais, achei que no começo a sensação de angústia foi latente. Mas com o passar dos minutos a opção de narrativa se tornou apenas enfadonha.
O roteiro deixou a desejar em relação a Natalie, (eu queria saber mais sobre ela, sobre sua condição psicológica), mas foi satisfatório em contar a estória que se propôs em focar, a do seqüestro. Quanto a fotografia e a trilha sonora, ambos estavam sensacionais e foram um personagem a parte em Dead Doll.
Porém, apesar de ter sido imensamente aguardado pelos fãs, acho que eles colocaram o aspecto emocional acima do aspecto técnico. E na exploração desse lado, acho que CSI foi bem sucedido.
Dead Doll foi um episódio angustiante. Mesmo não sendo grande fã da Sara foi impossível não reconhecer o grande trabalho da Jorja Fox e foi inevitável se importar com ela. Quem também esteve primoroso foi o ator George Eads, que passou transmitiu todo o desespero de Nick em achar sua amiga. Eu só não gostei muito da participação de Grissom, que foi pálida. Apesar de conseguir expressar a preocupação pela namorada, parecia que Grissom estava nos cantos, praticamente sem participar da ação.
Seu envolvimento seria definitivamente algo que eu gostaria de que fosse diferente, junto com um encurtamento das buscas no deserto, que como eu mencionei acima, eu achei que quebraram o ritmo do episódio.
No mais, destaco a última cena do episódio, que fez a felicidade de grande parte dos fãs da série e que eu gostei muito. Foi sentimental, sem ser piegas ou clichê. Aliás, o episódio todo merece o devido comentário. Não apelaram para o clima de novela mexicana e na minha opinião, se tivessem apelado o resultado seria um fiasco. Com isso, eu concluo que até o saldo técnico foi positivo e Dead Doll abriu bem a oitava temporada de CSI.

Texto publicado originalmente no TeleSéries.


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