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United States of Tara foi vendida e promovida como uma comédia. Para mim, desde o começo, é uma série dramática e até bastante melancólica. Mas ao mesmo tempo, ás vezes eu sinto o tom mais voltado para o cômico da série destoar completamente do quanto alguns assuntos me deixam perturbada. Especialmente em se tratando da doença de Tara. Eu sempre acho a disputa dos alters pela consciência e o direito de interagir com o mundo exterior a sua própria maneira um pouco sinistra. Sim, em grande parte os alters existem porquê a Tara precisa dessa proteção, mas pelo menos Alice e T são personalidades bem narcisistas. E Alice certamente não vai desistir de seu plano de submeter Tara a ela e usurpar sua vida tão cedo. E eu considero bem perturbadora a idéia de existir algo dentro de você que trame para tirar o controle da sua consciência original.

E sobre o trauma de Tara, eu na verdade fiquei mais confusa do que qualquer outra coisa. Se era T que estava com Tripp, isso significa que Tripp estuprou a T? Porquê ela certamente falou como se tivesse sido consensual e ela tivesse gostado, e até mesmo estado no controle, mas a fala de Buck e toda a confissão de Tripp sobre realmente ter tirado vantagem de Tara fizeram parecer que T estava bêbada demais para consentir qualquer coisa. De qualquer forma, por Tara não estar em controle do próprio corpo e não saber da doença que possuía àquela altura, podemos dizer que mesmo que T tenha consentido, a Tara sofreu agressão sexual de qualquer maneira? Eu acho que sim. E com essa nova revelação sobre a origem da doença, agente pode pensar que a Tara foi mandada para o internato por causa de sua condição. Mas o quê a causou? O maior mistério da primeira temporada, aparentemente também será o da segunda.

Texto previamente publicado no site TeleSéries.

United States of Tara – 1×05 – Revolution e 1×06 – Transition

A cada episódio, Tara só cresce no meu conceito. Fica claro que a série deve construir até o fim dessa temporada o panorama completo sobre a doença de Tara, sua origem e suas conseqüências reais, afinal existe muito mais conflito com a família dela do quê fomos levados a pensar inicialmente. Apesar de apoiarem Tara, Max e os filhos se vêem presos em uma roda maligna onde eles se obrigam a ser condescendentes com a protagonista, mas os filhos são totalmente passivos-agressivos e estou começando a achar que a resignação de Max tem um quê de depressão.
No meio de tudo isso é a relação de Tara com Charmaine que se provou mais interessante. No segundo em que Rosemarie DeWitt ganhou espaço ela roubou totalmente a cena dos demais coadjuvantes, sua presença mais discreta equilibrando-se perfeitamente com a força de Toni Collette. A relação entre as duas irmãs é genuinamente complexa e conflituosa, e o ressentimento que uma nutre pela outra, somada à inveja e carinho mútuos criam problemas muito mais tocantes do quê qualquer coisa que os alters possam fazer, ou das dificuldades de Kate e Marshall. Eu estou curiosa para descobrir mais sobre o passado das duas, sobre porquê Tara foi para o internato e Charmaine não, e se a múltiplas personalidades teriam realmente surgido por causa de uma violência sexual que Tara sofreu.

Trust Me – 1×04 – Au Courant

Au Courant marca a primeira aparição da atriz Vanessa Marano (a April de Gilmore Girls) na série, interpretando a filha adolescente de Mason e Erin, Haley. Não questiono a competência da menina e acho que ela atua bem, mas Marano está ficando marcada pelo mesmo estereótipo nerd, não?
Com a trama dando destaque a filha de Mason, nós acompanhamos um pouco mais da intimidade deste e conhecemos mais a fundo uma de suas muitas neuroses, o fato de ele não ser cool. Foi uma trama bem fraca e um pouco batida, mas Conner fingindo ser Spike Jonze e os diálogos impecáveis reforçados pela atuação e química fantástica de Tom Cavanagh e Eric McCormack fizeram valer a pena.
A trama de Monica Potter foi mais legal, mas acho que poderiam ter desenvolvido mais. A atriz continua ótimo, e eles poderiam ter criado mais piadas e situações constrangedoras com a confusão sobre ela ser uma lésbica.
Esse foi o episódio mais fraco da série até agora, mas eu continuo achando-a a melhor estréia desse começo de ano.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

Nip/Tuck – 5×20 – Budi Sabri

Eu estou começando a ficar um pouco incomodada com os rumos que a série está tomando. Não que a qualidade dos roteiros, atuações ou direção tenha caído. Muito pelo contrário. Surpreendentemente, Nip/Tuck é uma das melhores séries que estou acompanhando ultimamente. Mas o sumiço de Julia e os filhos de Sean, a aparição esporádica de Matt e Kimber, e os relacionamentos entre Liz e Christian, mais Sean e Teddy, fazem com quê apesar de estar ótima, a série tenha se tornado algo totalmente diferente e tenha se afastado da Nip/Tuck que eu amava. Sim, eu sempre tive uma queda pelo relacionamento doentio entre Christian, Sean e Julia. É estranho ver que isso acabou, mas eu estou disposta a enxergar esse passo como uma evolução dos personagens.
Só que a continuação da crise de meia-idade do Sean tentando mudar completamente quem é não me agrada nada. Se é para ter evolução dos personagens acho que a essa altura Sean já deveria ter aprendido a lidar com meninas que querem controlar sua vida e suas ações. Acho que ele está um pouco deslumbrado com Teddy, e se eu já não gostei da personagem de cara, a detestei ainda mais profundamente ao vê-la insistir para que Sean desligasse o celular no restaurante, durante uma ligação de Julia. Apesar disso, Katee Sackhoff é ótima atriz e sua performance é extremamente competente.
O câncer de Christian se espalhou e ele não tem muito tempo de vida. O quê ele faz? Decide casar-se com Liz. Eu sempre gostei da amizade colorida dos dois, e entendo perfeitamente de onde vem a storyline, mas ainda assim fico com um nó sabendo que a sempre sensata Liz aceitou casar-se com Christian, mesmo sabendo muito bem que ele só fez a proposta por medo de morrer sozinho. Se ele estivesse saudável, ela ainda estaria em Miami e ele estaria dormindo com todas as mulheres bonitas de Los Angeles.

Damages – 2×07 – New York Sucks

E exatamente o quê eu previ, aconteceu. Se tem uma série nessa temporada que é páreo duro para Lost, é Damages. E teria como eu não gostar de um episódio cujo destaque é ninguém menos que o tio Pete? Acontece que ele é, de fato, tio materno da Patty. E sua lealdade, seja pelo sangue, sela por gratitude, seja por amor à sobrinha, prova-se inabalável ao ponto dele preferir o suicídio à deixar Patty cair nas mãos do FBI. Depois da tensão dos quarenta minutos de episódio, eu não consegui não me emocionar com aquele final. Eu só espero que Patty honre a adoração do tio por ela (e a minha) e cuide muito bem de sua viúva, em seus últimos anos de vida.
A parceria entre Frobisher e Hewes é consolidada e se torna pública. Além de ter amado a cara de pau da Patty dizendo à imprensa que Frobisher é uma ótima pessoa, com quem ela tem prazer de ter formado uma aliança, ela manipulou muito bem Ellen para que a jovem aceitasse a presença do assassino de seu noivo como cliente da firma. Ted Danson e Glenn Close continuam maravilhosos, Marcia Gay Harden está cada melhor, Olyphant e Griffin estão aparecendo um pouquinho mais e fazendo bem seu trabalho. Sinto falta do Hurt, mas mesmo que ele não apareça nunca mais, Damages tem o melhor elenco atual entre todas as séries que eu vejo.

CSI NY – 5×15 – The Party’s Over

Em The Party’s Over somos apresentados a mais uma trama que deve ter continuação. É uma novidade interessante para CSI NY que esta temporada esteja trazendo não apenas uma estória recorrente, mas três. O caso de Stella com a Embaixada Grega, e o envolvimento de Mac e Ella, nesse episódio somos apresentados a um caso que envolve políticos corruptos, um dono de jornal poderoso e um possível vazamento de informações. E tudo começa com a gripe azul, um protesto dos policiais cujo pagamento está atrasado. Eu adorei a maneira como o clima de caos na cidade foi retratado. E a cena mais divertida do episódio é sem dúvida a abertura, com Mac perseguindo um assaltante usando smoking e o algemando com um saco plástico por quê não tem ninguém para patrulhar as ruas.
Na festa que Mac deveria estar, Stella, seu novo namorado, o bombeiro Brendan Walsh, e Gillian Whitford presenciam a queda do corpo do anfitrião no meio salão e começa o caso da semana. Eu não gostei muito do filho ter matado o político, quando haviam tantos inimigos, tantas coisas acontecendo. Preferia que sua morte fosse relacionada aos desvios de dinheiro do cara. Mas pelo menos a presença do garoto serviu para Adam ter bastante destaque. Eu adoro o AJ Buckley, ele se tornou meu técnico de CSI preferido. É uma pena que Stella esteja envolvida com um novo cara (muito bonito, vale ressaltar), porquê eu realmente gostava quando estava rolando um clima entre eles, justamente por Adam ser essa pessoa delicada e sensível, um tanto quanto tímido, enquanto Stella é a mulher forte, decidida, extrovertida e protetora.
Outro relacionamento que parece que não vai acontecer, para meu imenso desapontamento, é o entre Gillian e Mac. Desde a primeira aparição de Julia Ormond eu gostei dela, e ela mostrou-se uma adição extremamente interessante, pois em nenhum momento sua personagem se mostra uma repetição dos outros policiais e chefes de Departamento da série. Ela tinha uma presença diferenciada e carismática, mas pelo contrato, essa deve ser sua última aparição.
Sai Ormond, entra Craig T. Nelson. Robert Dunbrook é um homem que obviamente gosta do poder e infelizmente, com a até Danny aderindo a paralisação, todo o aparato da polícia estava com problemas sérios. Uma posição delicada, que acabou colocando-os em uma posição mais delicada ainda. O poderoso dono de jornal aparentemente sabe de tudo o quê acontece, e eu aposto que sua doação de 20 milhões a NYPD vai se provar nada caridosa e causar muitas dores de cabeça. Depois do começo que eu considerei um pouco abaixo da qualidade da temporada passada, CSI NY melhorou bastante e volta a competir com Criminal Minds pelo posto de melhor policial atualmente no ar (CM ainda está ganhando).

Semana difícil. Vários episódios foram excelentes, os melhores de suas respectivas temporadas. Então, digamos que é um empate entre os sete primeiros.

1. Grey’s Anatomy – 5×15 – Before and After (MVP: Kate Walsh)
2. Lost – 5×05 – This Place is Death (MVP: Terry O’Quinn)
3. Criminal Minds – 4×14 – Cold Comfort (MVP: Joe Mantegna)
4. Fringe – 1×14 – Ability (MVP: Anna Torv, Jared Harris)
5. Private Practice – 2×16 – Ex Life (MVP: Kate Walsh, Patrick Dempsey)
6. The Big Bang Theory – 2×15 – The Maternal Capacitance (MVP: Christine Baranski, Jim Parsons)
7. Damages – 2×06 – Pretty Girl in Leotard (MVP: Marcia Gay Harden, Ted Danson)
8. The United States of Tara – 1×04 – Inspiration (MVP: Toni Collette)
9. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×14 – The Good Wound (MVP: Lena Headey)
10. The New Adventures of Old Christine – 4×15 – Reckless Abandonment (MVP: Julia Louis-Dreyfus, Hamish Linklater, Michaela Watkins)

Two and a Half Men – 6×15 – I’d Like to Start With the Cat

Todo episódio que tem participação de Jane Lynch é comprovadamente bom. Eu adoro a terapeuta do Charlie e acho que ele deveria se consultar mais até. Porém, nem a presença dela salva esse episódio de ser apenas mediano. A repetição constante de tramas e piadas é algo com quê eu já até me acostumei, mas aqui, apesar de eu ter dado boas risadas ocasionalmente, o roteiro é realmente bem fraco e o episódio é esquecível. Porém Charlie Sheen e Jon Cryer são ótimos comediantes, e não decepcionam em suas atuações. Angus T. Jones por outro lado, desde que cresceu parece ter perdido seu apelo para mim. Eu simplesmente não consigo mais ver graça nele.
Outra coisa que me incomoda é que nessa temporada vários episódios simplesmente jogam uma trama na cabeça. Primeiro foi a Judith aparecendo grávida do nada e agora a nova namorada de Charlie, Chelsea. Eu sei que as mulheres do Charlie realmente aparecem assim, do nada. Mas essa é uma mulher por quem ele está louco o suficiente para não ter interesse em dormir com várias mulheres estranhas e para aceitar fazer terapia de casal, seria bom agente entender de onde saiu tudo isso. Enfim, um episódio um pouco divertido, mas bem abaixo do nível da série.

The United States of Tara – 1×04 – Inspiration

Eu não sei porquê os produtores tentaram vender Tara como comédia. Engraçada ela não é. Porém é uma série muito boa, e cada episódio que passa eu gosto mais e mais dela. E de todos os episódios que já foram ao ar, Inspiration é sem dúvida o melhor. Não coincidentemente, é o primeiro dedicado inteiramente a Tara. E eu já gosto mais dela do quê todas as outras personalidades juntas. Tem algo de extremamente triste na personagem, e na maneira como Toni Collette a retrata. E pela primeira vez o panorama se expandiu um pouco e foi possível entender mais afundo sua tristeza, sua solidão e seu desespero.
Agora fica óbvio que houve um trauma inicial que deu origem a doença de Tara, e não acredito muito que seja apenas o fato de ela ter dormido com um cara no internato e ter se arrependido, como Charmaine diz. A estória é provavelmente muito mais complicada que isso a ponto da mente de Tara ter criado múltiplas personalidades para protegê-la. Eu estou extremamente curiosa para saber mais.
Além da Toni Collette continuar fantástica, pela primeira vez Charmaine teve algumas cenas boas de verdade e Rosemarie DeWitt (de quem sou fã desde Standoff, como todo mundo que lê o blog há algum tempo deve saber) se mostrou ótima. Algo que decepciona em TUST é que Tara é a única personagem realmente interessante. Os demais não tem nenhum traço de personalidade especial ou marcante, o quê enfraquece um tanto a narrativa.

The New Adventures of Old Christine – 4×15 – Reckless Abandonment

Old Christine retorna aos inéditos com mais um episódio hilário centrado na dependência de Christine das outras pessoas, sua relação doentia com Matthew e Richard, e sua incapacidade de tomar conta de si mesma. Nós já vimos tudo isso, e eu já sabia que acabaria com Matthew retornando à cada da irmã, mas mesmo assim passei metade do episódio em franca gargalhada. Assim como Two and a Half Men, Christine repete suas tramas à exaustão, mas eu ainda estou me divertindo demais. A falta de bom senso de Christine e a composição de Julia Louis-Dreyfus simplesmente não cansam. E Clark Gregg, Wanda Sykes e Hamish Linklater são o elenco coadjuvante de sonhos de qualquer comédia. A química e entrosamento dos quatro é extraordinária.
Além disso tivemos a última participação da namorada de Matthew, Lucy. Só mesmo Matthew para conhecer uma mulher na terapia e não se dar conta do quão louca ela pode ser. Claro que assim que ele passou pela porta ela revelou mil manias e neuroses, e o pior de tudo, um relacionamento insano com o cachorro Mr.Digg/Eric/Neil. Michaela Watkins foi muito competente e vai deixar saudades.

1. Nip/Tuck5×18 – Ricky Wells (MVP: Roma Maffia, Adhir Kalyan)
2. Being Human
1×02 – Episódio 2 (MVP: Russell Tovey, Dean Lennox Kelly)
3. CSI Miami
– 7×14 – Smoke Gets In Your Csis (MVP: Emily Procter)
4. Trust Me
– 1×02 – All Hell the Victors (MVP: Tom Cananagh, Monica Potter)
5. Fringe
– 1×13 – The Transformation (MVP: John Noble, Mark Valley, Anna Torv)
6. Damages
– 2×05 – I Agree, It Wasn’t Funny (MVP: Glenn Close)
7. Lost
– 5×04 – The Little Prince (MVP: Michael Emerson, Elizabeth Mitchell, Josh Holloway)
8. The United States of Tara
– 1×03 – Work (MVP: Toni Collette)
9. Grey’s Anatomy
– 5×14 – Beat Your Heart Out (MVP: Chandra Wilson, Sara Ramirez)
10. 30 Rock
– 3×10 – Generalissimo (MVP: Tina Fey, Alec Baldwin)

Semana difícil para mim. Muitas das séries que eu vejo não foram ao e eu assisti um total exato de dez episódios de série (sem contar a minissário O Último Templário), o quê fez com que o péssimo episódio de Skins entrasse nesse Top. Mesmo assim, houveram muitos episódios bons, a qualidade geral foi superior a da semana anterior, e foi difícil montar o ranking. Todos os sete primeiros episódios foram excelentes. Vamos a eles:

1. Lost – 5×03 – Jughead (MVP: Henry Ian Cusack)
2. Nip/Tuck – 5×17 – Roxy St James (MVP: Dina Meyer, Portia de Rossi)
3. Being Human – 1×01- Episode 1 (MVP: Russell Tovey, Aidan Turner)
4. House5x13 – Big Baby (MVP: Hugh Laurie, Lisa Edelstein)
5. Damages – 2×04 – Hey! Mr. Pibbs! (MVP: Glenn Close, William Hurt)
6. Trust Me – 1×01 – Before and After (MVP: Tom Cavanagh, Eric McCormack, Jason O’Mara)
7. The United States of Tara – 1×02 – Aftermath (MVP: Toni Collette)
8. Fringe – 1×12 – The No-Brainer (MVP: John Noble)
9. Lie to Me – 1×02 – Moral Waiver (MVP: Tim Roth)
10. Skins – 3×02 – Cook (MVP: Nenhum)


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