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Então, funcionou. E ao mesmo tempo, não funcionou. Mas para ser honesta (e talvez eu vá soar um pouco amarga e difícil) quando o mundo já complexo de LOST se partiu em dois mundos complexos, eu não consegui me sentir feliz pelos Losties. Primeiro, porque a imagem da Ilha debaixo da água só conseguiu me fazer pensar em todas as pessoas que devem ter morrido para que os Losties conseguissem voltar as suas vidas. E também porque não consigo deixar de concordar com Locke-falso que a principal falha dos Losties é justamente não querer enxergar o quão patéticas suas vidas eram. E as chances que eles receberam na Ilha foram pulverizadas.

Jacob pode chamar isso de progresso, mas eu estou com o homem de preto nessa. É destruição, e faz com que eu não me importe em ver os nossos heróis conseguirem chegar a salvo em casa.

Por outro lado, isso não estranhamente não afetou o meu aproveitamento do episódio especial duplo. Eu me senti emocionada com os momentos mais dramáticos e positivamente surpresa com as novas revelações e confirmações, foi ótimo ver a mitologia continuar a se desenvolver a passos largos e a cortina se abrir para essa nova parte instigante de universo. E por mais que eu estivesse (talvez injustamente) irritada em ver os Losties indo para casa, quando essa casa era para quase todos eles uma realidade miserável, eu me senti nostálgica pela primeira temporada.

Foi impossível não sentir aquela pontinha de cumplicidade com o show ao ir descobrindo as diferenças entre o vôo 815 da realidade alternativa e o verdadeiro, que vimos há seis anos atrás, em uma espécie de jogo dos sete erros bizarro. Locke ainda era aquele homem sereno, apesar de tudo, e sábio. Ainda era aquele homem que apesar da cadeira de rodas e angústia quieta que exalava, nos trazia uma imensa sensação de paz. E foi interessante, para dizer o mínimo, vê-lo criando uma conexão totalmente diferente com Jack.

E Jack, que virou um dos personagens que mais detesto, em uma época que seu complexo de herói ainda não me irritava, sendo que essa época é agora. Foi estranho. Em um minuto eu estava bem com o Jack e a Kate também, no avião e no aeroporto fazendo o tipo de coisa que eles fazem, Jack acreditando que pode salvar o mundo, Kate tentando fugir, e no outro estávamos de volta na timeline normal, e eu não sentia mais essa animosidade. Talvez tudo aquilo que eu tenha aprendido a odiar nos dois seja o peso da responsabilidade deles dentro da série.

Por que eles não deveriam se focar nas coisas pequenas e em si mesmos na timeline alternativa? É a vida deles! Mas quando eles estão na Ilha, o papel deles muda. Como Swayer coloca para Jack “Você fez isso”. Sim, o Jack fez. Mas não fez sozinho. Todos eles o ajudaram, em maior e menor grau, a causar aquela explosão, e tudo o que derivou dela, bom ou ruim.

O mesmo pode ser aplicado a Ben, que do outro lado da Ilha, passava por uma experiência totalmente diferente, porém similar demais. E eu acho que não só Ben não faz a mínima idéia do tamanho da besteira que fez ao matar Jacob, nós também não. Posta toda a comoção de lado, não consigo imaginar o que a morte de Jacob representará em termos práticos, além, é claro, da dominação do Monstro sobre a Ilha. Mas ele quer ir para casa, e eu fiquei com a impressão de que essa ‘casa’ será o motivo de uma Guerra e tanto.

Por enquanto, é apenas imaginável que seja o Templo, que finalmente vimos, mas estou achando essa resposta simples demais. E o Templo, junto com seus moradores, representa uma grande resposta que há muito esperávamos e foi interessante, mas pela primeira vez não fiquei com aquela sensação de arrepio, de assombro, ao vislumbrar um dos grandes segredos de Lost. Muito mais impactante foi a simples cena em que o falso Locke se revela o Monstro, mata os guarda-costas de Jacob e com isso também descobrimos para que afinal servem as cinzas. A atuação de Terry O’Quinn estava magnífica durante todo o episódio, mas nessa cena estava ainda mais. Ele conseguiu fazer toda a maldade do homem de preto de repente se revelar, em apenas uma expressão facial.

Então agora que temos novo contexto e novos jogadores, e dois tabuleiros diferentes, estamos um pouco mais perdidos, mas eu gostei da cara desse novo jogo e acho que vem sim uma temporada histórica por aí. Darlton tire todas as nossas as dúvidas, ou não.

O que mais aconteceu:

  • Decidi não comentar direto na review, porque era provável que eu ficasse a review inteira falando disso. Mas achei a morte final da Juliet ainda mais cruel do que o vimos na finale. Sim, era perverso ela morrer sozinha, no fundo de um buraco, tentando explodir uma bomba em um plano bizarro só para salvar Sawyer. Mas ela morrer nos braços dele daquela maneira foi de partir o coração. Por um segundo achei que a coisa muito importante que ela tinha a dizer fosse sobre uma possível gravidez (lembrei dela com a mão sobre a barriga) e fiquei feliz que não foi, porque seria horrível demais, não? Elizabeth Mitchell esteve ótima nessa sua breve aparição, mas foi o Josh Holloway que fez o trabalho emocional pesado. E que trabalho! O desespero e o ódio de Sawyer eram palpáveis.
  • Desmond estava no avião. Como e por que, eu não sei. Mas obviamente se a Ilha afundou, Des nunca foi parar lá. Devemos assumir que ele e Penny estão juntos e felizes no mundo alternativo também? Eu espero que sim. Acho que Desmond deve voltar a ser muito importante agora que Faraday está morto. Ele é quem pode acabar conectando as duas timelines (e eu realmente acho que elas vão se tocar em algum ponto). Uma possível Constante?
  • O Monstro/Locke/Homem de Preto menciona que a última vez que viu Richard, ele estava usando correntes. Acho que é a evidência mais sólida que tivemos até então de que Richard estava sim no Black Rock.
  • Eu sempre adoro a trilha de Lost, mas teve momentos aqui em que ela até se tornou protagonista. A cena em que todos saem do avião por exemplo, tem uma música extremamente marcante. Palmas novamente para Michael Giacchino, gênio.

Post publicado previamente no meu novo blog AbouTv Series. Lá vocês encontrarão mais review de LOST e diversas outras séries.

LaFleur foi o último dos episódios destinados a preencher lacunas (eu acho), uma trilogia muito proveitosa começada com 316. Apesar de seus dois antecessores trazerem informações e cenas muito mais relevantes para o panorama geral da série, é desse oitavo episódio que eu mais gostei. E embora ambas as jornadas de Jack e Locke tenham me emocionado, foi a vida de Juliet e Sawyer nos anos 70 que mais profundamente me tocou.
Talvez eu sempre tenha gostado de James Ford, mas não foi até o começo da terceira temporada que minha admiração pelo sulista e seu intérprete Josh Holloway se pronunciou. O bad boy com o passado trágico sempre foi uma figura atraente, e um dos poucos protagonistas originais que evoluiu com o tempo. Enquanto John vivia um relacionamento conturbado e milagroso com a Ilha, Sawyer experimentou uma experiência similar com as pessoas ao seu redor.
Solitário, desconfiado e cínico, James teve que tentar muito para criar laços com as pessoas. Aproximar-se às vezes parecia excruciante, e infelizmente, muitas vezes sua falta de fé na natureza humana provava-se sábia. Porém à medida que suas dificuldades em deixar as pessoas entrarem no seu coração gradualmente diminuíam, sua sensibilidade em perceber quando as pessoas estavam emocionalmente envolvidas com ele tornou-se mais aparente. E provavelmente por sua própria história, sua relutância em magoa-los também.
Em Left Behind (3×15), Hurley diz a Sawyer que na ausência de Jack, Kate e Sayid, ele é a coisa mais próxima que os Losties possuíam de um líder. Bom, eu acho que essa máxima é apenas parcialmente verdadeira agora. Depois de lutar para proteger o grupo quê ficou com ele, de escanear com ajuda de Jin cada centímetro da Ilha á procura de John e dos demais amigos desaparecidos por três anos e de agir em prol da paz e segurança da vila dos Outros, ganhando assim a confiança dos trabalhadores da Dharma, eu considero que mesmo com a presença do trio citado acima, mais Locke e Ben (mesmo que em um tempo diferente) na Ilha, James Ford, agora conhecido com Jim LaFleur, é o melhor líder que os Losties poderiam desejar. Ele é forte e determinado, esperto, altruísta e transpira humanidade por cada poro. Se relembrarmos a primeira temporada isso deve parecer tão irônico, mas ele provou ser a pessoa com quem os demais sobreviventes podem sempre contar. E é por isso que ele é o meu personagem favorito (e porquê eu reclamo tanto por aqui quando ele é subaproveitado).
Foi impossível eu não me emocionar com Josh nesse episódio. Sua habilidade para atuar se tornou impressionante. E sua atenção aos detalhes e sutilezas de seu personagem me faz colocá-lo no rol dos grandes atores de Lost. É só observar o breve e discreto sorriso que ele dá quando Goodspeed lhe diz que seu grupo mandou ele dirigir suas perguntas à Sawyer, porquê ele era o capitão do navio (uma excelente metáfora, vale apontar), exatamente como ele tinha orientado. Ou como seu rosto se ilumina ao saber que o bebê de Amy sobreviveu, ou como sua expressão se enche de tristeza ao saber que Paul era na verdade seu marido.

Mas a cena que realmente rendeu lágrimas de felicidade da minha parte (literalmente, eu tive que ir no banheiro lavar o rosto) foi a seqüência em que Sawyer pede a Juliet que fique na Ilha por ele, seguida pela cena em que eles trocam juras de amor (será que os vizinhos ouviram meus gritos de excitação?).
Eu fui Sawyer/Kate durante os primeiros anos, torcia muito por eles. Assim como torci por Jack e Juliet. Mas os produtores decidiram colocar Jack e Kate juntos fora da Ilha, e eu acabei aceitando eles como casal. E comecei a torcer por Sawyer e Juliet, e o motivo não foi apenas a química visível entre os atores. Como eu escrevi em uma das minhas reviews, todas as pessoas em quem James e Juliet confiaram no passado os traíram de alguma maneira. Ambos foram reféns de circunstâncias alheias a suas vontades, jogados em um mundo assustador e sombrio (Sawyer muito antes de sequer pisar na Ilha) e tiveram que endurecer para sobreviver. Ambos fizeram coisas duvidáveis e acabaram se tornando assassinos, matando em dois atos de desespero separados e distintos, mas que ecoam tão pungentemente entre si. Unidos por um passado feio, feridas profundas e o sentimento de abandono, eles encontraram conforto e segurança um no outro. Então foi com deleite que eu testemunhei eles se tornaram amigos, confidentes e agora amantes.
Por isso, o fim desse episódio me deixa temerosa. Eu sabia que iria acontecer há dois episódios atrás, mas depois dos quarenta primeiros minutos de LaFleur, não teve como não ficar com o estômago embrulhado. Parece-me que Kate e possivelmente Jack também chegam para balançar o estilo de vida Peace, Love and Understanding em que Sawyer e Juliet conseguiram finalmente se assentar depois de anos de horror. Eu até entendo que Sawyer fique balançado por Kate, seria estranho se ele não ficasse, mesmo depois de ele afirmar que já a esqueceu. Mas a idéia do retorno do quadrado amoroso realmente não me apetece.
Eu sempre torço tanto pelos casais, que pode não parecer, mas eu concordo com quem diga que Lost não é romance. Ou quê pelo menos o romance não é o centro da trama. É bom que exista, porquê na vida real as pessoas se apaixonam. Especialmente quando as situações são extremas. Aí mesmo que existe uma certa tendência a laços fortes serem formados. Pessoas são assim, precisam de outras pessoas. Amor é uma parte inerente e complexa das nossas naturezas, e muitas das grandes estórias e histórias são sobre amor. Eu acho uma coisa ótima a série tratar de amor, apesar de ser um drama sci-fi. Mas podem por favor não transformar Lost em uma novela mexicana?
Eu sei que estou reclamando sem ao menos saber o quê vai acontecer a partir de agora, mas é que depois de cinco anos eu queria que Kate se decidisse entre Jack e Sawyer e mantivesse essa decisão. Sawyer me parece feliz, Juliet me parece feliz e eles são as duas pessoas de Lost que mais merecem um pouco de felicidade. Então, por favor, perdão se eu estou soando um pouco precipitada, mas a idéia de que essa felicidade possa estar ameaçada faz com que eu me sinta uma leoa protetora. Por mais ridículo que isso possa soar, já que estamos falando de um show de ficção.

Apesar do quão entretida eu estava por Sawyer e Juliet, e pelas sensacionais performances de Josh e Elizabeth Mitchell (especialmente quando ela finalmente consegue fazer um parto na Ilha onde ambos criança e mãe sobrevivem!), LaFleur teve outros pontos igualmente fascinantes. Eu estou tentando não quebrar minha cabeça com a inserção dos Losties nos anos 70 e na Iniciativa Dharma, mas será que é por isso que Kate, Jack e Hurley necessitavam voltar? Porquê na verdade eles estiveram lá nos anos 70 e sua presença é parte da história daquele lugar, e da estrutura dos acontecimentos daí em diante? Eu não ficaria chocada em descobrir que a presença de Christian e sua relação com a Ilha são conseqüências da presença de Jack e não o contrário como nós sempre pensamos. Ou em ver que a misteriosa voz narrando os números malditos e transmitida através dos rádio é a do próprio Hurley. Ou se de fato Adão e Eva se provarem um casal que nós já conhecemos.
Eu sempre fui fascinada pelos Outros e talvez seja esse o motivo de eu gostado tanto da terceira temporada. A idéia por trás da Dharma, dos hostis e da Guerra entre eles sempre foi fascinante, e apesar de não ser muito revelador em relação ao quê aconteceu, cada segundo de anos 70 de LaFleur valeu a pena. Ver Charlotte correndo pela vila ainda criança, descobrir que Horace Goodspeed era o líder da expedição, conhecer novos membros da Dharma… Será que Benjamin também está correndo por aí? Desde o começo dessa temporada eu estava martelando a possibilidade de a mulher do passado de Ben que supostamente Juliet lembra (algo que Harper menciona em The Other Woman) seja a própria Juliet, e isso está parecendo mais provável que nunca, não? E o quê aconteceu com Olivia, a professora da escola da vila com quem Horace estava quando conhece Ben e seu pai? Eu sempre pensei que ela fosse a Senhora Goodspeed, mas agora sabemos que essa era Amy.
E para finalizar essa review, tem a aparição breve e de costas da estátua de quatro dedos. Há muita especulação se a estátua não seria de Anúbis. Considerando os hieróglifos espalhados por toda a Ilha, eu acho que é uma teoria válida. Não seria incrível se descobríssemos que a Ilha foi primariamente habitada por um Faraó (eu comecei a ler A Tempestade esses dias)? A descendência Egípcia explicaria bastante sobre os Outros, até mesmo a maquiagem de Richard Alpert ou porquê eles falam Latim (a minha melhor referência em história romana é, bom, a série Roma, mas o Império Romano dominou o Egito por um tempo, certo?).
Infelizmente, semana que vem Lost fará uma pausa e nós só teremos episódio inédito no dia 18 de Março. É certo que eu me corroerei de ansiedade até lá, e vocês?

Se eu não estivesse evitando spoilers de todas as maneiras possíveis, e soubesse que esse sexto episódio seria completamente focado nos Oceanic 6, sem a aparição de ninguém da Ilha e com destaque para Jack, eu teria abaixado minhas expectativas e esperado pelo episódio mais fraco e enfadonho da temporada. E eu estaria redondamente equivocada.
316 conseguiu superar This Place is Death, e ser o episódio mais excitante da temporada. É claro que isso é fácil quando sua missão é nada menos que mostrar como os Oceanic 6, ou Oceanic 5 já que Aaron não estava presente, voltaram a Ilha. E junto a eles, estavam Ben, Locke e para minha surpresa e deleite, Frank Lapidus.
Começando com uma seqüência quase idêntica a que abre o piloto, com Jack acordando no meio da selva, e posteriormente encontrando-se com Kate e Hurley, o episódio volta ao ponto em que This Place is Death nos deixou na semana passada e explica como eles voltaram para Ilha. O quê ele não explica, e que eu acho se já não era a grande dúvida de todo mundo, agora será, é porquê. Por quê Kate, Sayid e Hurley mudaram de idéia sobre voltar em apenas 36 horas? Por quê Sun aceitou embarcar, mesmo que para rever o marido, deixando para trás a filha pequena, talvez para sempre?
As circunstâncias são suspeitas e eu não acredito que tenha sido acidente que nós tenhamos passado 45 minutos acompanhando a preparação de Jack, o único que não tem conflitos com esse retorno mais que suspeito, para a jornada até a Ilha. Pelo contrário, é preciso pouco convencimento por parte de Miss Hawking para que ele aceite a situação absurda pela qual terá que passar. Eu aposto que as 36 horas dos demais Losties antes de se submeter àquele vôo ainda seja mostrada. Eu, particularmente, desejo ver como Sayid acabou embarcando preso.
Provavelmente é tudo uma representação, mas então surgem mais perguntas. Quem é a US Marshall que o acompanhava? Como ele soube que certos elementos presentes no primeiro vôo teriam que estar presentes nessa viagem e que ele teria que imitar a situação de Kate durante a queda do vôo 815? Aliás, já que entrei nesse assunto, será essa a única razão para Locke ter se matado? Eu sei que é provável que ele tenha tirado a própria vida simplesmente porquê Richard disse a ele que tinha que faze-lo e porquê Christian confirmou a necessidade desse seu sacrifício. Mas seria o fato de quê é imprescindível ter um falecido à bordo usando algo de Christian Shepard o único motivo oculto para justificar a morte de John? Sendo assim, porquê um morto e um preso são essenciais, sem mencionar o violão que Hurley carregava, provavelmente em referência a Charlie, mas outros elementos presentes na ‘queda original’ não são? Não seria indispensável ter a bordo uma mulher grávida, um cachorro (Vincent estava no avião, não estava?), um paraplégico?
É de se imaginar que pelo menos a presença de Aaron fosse indispensável. E se eu não estou extremamente curiosa por Kate ter aparecido misteriosamente sem o garoto, é porquê eu acho que considerando a falta de amigos próximos da sardenta, as possibilidades sobre o destino de Aaron são bem poucas. Eu acho que ela encontrou a mãe de Claire, Carole Littleton, naquele mesmo hotel que ela e Jack visitam em The Little Prince, contou-lhe a verdade e devolveu-lhe o neto. Mas também me ocorreu que na temporada passada vimos ela cumprir uma promessa que fez a Sawyer, e quase todo mundo especulou que seria relacionado a filha de James, Clementine e à mãe da garota que coincidentemente é uma velha conhecida de Kate, Cassidy. Apesar de as chances serem bem remotas, ela também poderia ter deixado o filho com a amiga. Eu apostarei todas as minhas fichas em Carole, até porquê ela não teria aparecido nessa temporada sem motivo nenhum.

Outra resposta que me parece previsível, mas ainda assim consegue me causar ainda mais ansiedade e curiosidade que a situação atual de Sayid, é o paradeiro de Ben. Desmond fica apenas alguns minutos na igreja e vai embora sem problemas depois de irritar-se com Ms. Hawking. E a mensagem que ele tinha que dar a ela, a mensagem de Faraday, obviamente não tinha importância alguma. O quê para mim deixa mais que claro que tudo aquilo que vimos em Jughead foi, de fato, uma desculpa para colocar a família Hume no mesmo lugar que Ben. E quando Linus sai logo depois dizendo a Jack que tem que cumprir um promessa que fez a um velho amigo, eu tive certeza. O fato de
Benjamin parece ter sido bastante machucado. Seu braço estava imobilizado quando ele embarca o vôo da Ajira e ele estava coberto de sangue quando liga para Jack da marina (mais pista indiscutível). Eu só espero que o sangue seja dele. Imaginar que ele tenha feito alguma maldade com Penny e o pequeno Charlie é demais para mim. Eu adoro Linus, e na falta de Sawyer e Miles ele foi o muito necessário alívio cômico durante a intensa seqüência dentro do avião, quando Jack lhe pergunta como ele consegue ler e ele responde que sua mãe lhe ensinou (O quê pode ser uma mentira, porquê ela morreu no parto. Ou não, porquê nós sabemos que ele a via na Ilha quando era criança). Mas me enche de raiva a idéia que por causa de uma briga entre ele e Widmore, ele possa ter machucado uma mulher e uma criança tão inocentes quanto sua própria filha. É a única coisa que eu não suporto nele, sua capacidade de destruir a vida das pessoas só porquê ele quer (eu ignoro o resto das coisas ruins porquê Michael Emerson atua tão bem, que ele torna os muitos defeitos de caráter de seu personagem em algo divertido).
E para não dizer que esse episódio só trouxe perguntas, nós somos apresentados a mais um estação Dharma. The Lamp Post, como é chamado o local, foi um estação criada com o único objetivo de achar a Ilha. Eu imagino que tenha sido, portanto, a primeira de todas as estações Dharma. Localizada em um ponto de alta concentração de energia, a estação teria como objetivo localizar lugares de concentração semelhantes, como a Ilha. O quê é curioso, é de onde eles tiraram tanta informação. Eloise diz que eles sabiam quê a Ilha existia, só não sabiam onde ela estava. E Jack vê na parece uma foto da Ilha com uma legenda de identificação que reporta ao exército americano.
Nós já sabemos que o exército esteve lá, mas o envolvimento deles com a Dharma é misterioso. Sabe-se que Alvar Hanso teve algum envolvimento na Segunda Guerra e desenvolvia armas, o quê pode ter alguma conexão, mas os detalhes ainda são confusos. Afinal, não basta alguém ter apenas estado lá e tirado uma foto, era preciso que essa pessoa soubesse sobre as propriedades especiais da Ilha. Também foi revelado por Miss Hawking que a Ilha de fato sempre se moveu, e que realmente as equações e o pêndulo servem para prever onde ela vai aparecer, no tempo.
E como se tudo isso não tivesse bastado para fazer fumaça sair da minha cabeça, Jin faz uma aparição relâmpago nos últimos segundos, usando um uniforme da Dharma e dirigindo o Dharma-móvel. Obviamente, Daniel Faraday não foi o único a se infiltrar na Iniciativa. A influência que o quinteto (eu estou assumindo que Sawyer, Juliet e Miles estão com Jin e Daniel) teve no panorama geral dos acontecimentos e as conseqüências da chegada de Jack, Hurley e Kate (eu estou assumindo que o resto do avião caiu no futuro, por causa das garrafas de água Ajira encontradas em The Little Prince) me deixam infinitamente curiosa. Essa temporada está se provando maravilhosa, não?

Depois que terminei de assistir The Little Prince, eu tive que sair do computador e aproveitei para meditar um pouco. Os Losties (eu sei que do grupo, só dois, John e Sawyer são Losties, mas resolvi usar a palavra para descrever todos eles, senão fica muito complicado) estão pulando pelo tempo. Os Oceanic Six vivem três anos depois da Ilha ter sido movida. Como então os Oceanic Six voltarão à Ilha e encontrarão os Losties? Ou, eles encontrarão os Losties? É difícil imaginar que não, pois ao quê me parece é necessário não apenas o retorno á Ilha, mas um reencontro entre os grupos. Não me perguntem porquê eu acho isso, eu apenas acho. É um palpite.
Se os Oceanic Six retornasse à Ilha no tempo errado, e as viagens no tempo simplesmente parassem, os Losties ficariam presos no tempo errado. Assumindo que as minhas suposições estejam certas (e elas podem estar completamente erradas), os Oceanic Six teriam que voltar à Ilha exatamente quando os Losties estiverem três anos à frente, o quê pode explicar o porquê da Senhora Hawking ter dito a Ben que eles precisam retornar à Ilha em apenas 70 hs.
E considerando que nesse episódio vimos um determinado Locke ir em direção a Orquídea para resolver o problema, pode ser que eles pulem para três anos á frente e na viagem, assim como Ben foi mandado alguns meses para o futuro, John seja mandado alguns meses para o passado em relação ao presente dos Oceanic Six.
Sei que corro o risco de ter gasto três parágrafos (e uma certa quantidade de tempo teorizando) sobre algo que provavelmente será desmentido nos primeiros cinco minutos do próximo episódio. Mas a minha cabeça fica fervilhando, e mesmo que seja um exercício fútil, eu gosto de tentar colocar alguma ordem nas informações que tenho.
De qualquer forma, eu espero que agente tenha tempo até o próximo salto no tempo. Tempo o suficiente para conferir um pouco do quê aconteceu com Danielle Rousseau, que aparece inesperadamente no final desse episódio. Apesar de eu já ter dito que isso poderia acontecer na review da premiere, ainda foi uma surpresa vê-la tão cedo. Não acredito, porém, que nos mostrarão logo como a equipe dela morre. Afinal, os flashes acontecem em questão de horas, e os acontecimentos realmente importantes na vida de Danielle, o extermínio de sua equipe e o rapto de Alex, só acontecem meses à frente.
Eu também fiquei muito intrigada pelo fato da francesa ter salvo Jin. Tudo bem que dezesseis anos depois, quando o avião da Oceanic cai na Ilha, Rousseau não está no auge de suas capacidades mentais. Não lembro de nenhuma besteira ou bola fora que ela tenha falado, mas é impossível ignorar as conseqüências de dezesseis anos de isolamento, medo e perdas podem causar. Contudo, ainda acho difícil compreender como a paranóica e sempre alerta Danielle poderia não reconhecer Jin. Por outro lado, a explicação pode ser simples. Ela pode tê-lo reconhecido e não dito nada. A francesa certamente era reservada, e realmente não consigo enxerga-la tentando explicar para o acampamento como ela conheceu Jin Kwon há anos atrás, por inúmeras razões, o fato de ela poder muito bem duvidar da própria memória entre elas.
Ainda tivemos a menção a nova companhia aérea da série, Ajira Airlines, sobre a qual eu nada sei, já que tenho sistematicamente evitado quaisquer informações pertinentes a Lost que não sejam apresentadas no show (quando acabar a série, eu posso até mergulhar de cabeça no Lostpedia e não sair nunca mais, mas por enquanto, isso afeta e muito o meu aproveitamento da série). E com as inocentes garrafinhas de água da companhia aérea (que estranhamente, ou não, Juliet parece conhecer muito bem) parece ter vindo um novo grupo de pessoas e uma canoa. E eles podem ser aqueles que atiraram no grupo enquanto eles tentavam chegar até a Orquídea. Ou podem ser mesmo os Outros (como Juliet pode ter tanta certeza que não são eles? Eu sei que os Outros tem preferência por barcos a motor e submarinos, mas Alex não tinha uma canoa também?).

Sawyer continua tendo as melhores falas do show. Em The Little Prince eu destaco o momento extremamente cômico em que ele diz “Thank you, Lord” quando um clarão aparece justo na hora em que eles estão sendo alvejados, apenas para gritar “I take that back” quando eles vão parar no meio de uma tempestade, e quando ele diz para Juliet “Time traveling is a bitch”. E o fato de que eu tenha um soft spot pelos dois faz com que eu realmente aprecie cada momento entre Juliet e James, as confidências que os dois tem trocado, a amizade crescente entre os dois. Ambos são pessoas que tem bastante dificuldade em confiar nos outros, em grande parte devido à maneira como outras pessoas ferraram com eles, mas ainda assim em pouco tempo eles gravitaram fortemente em direção um ao outro. E o respeito e afeição mútua é evidente. E pode ser extremamente irrelevante para o panorama geral da série, mas eu acho que aconteça o quê acontecer, fiquem eles na Ilha ou não, fique Sawyer com Kate ou não, Juliet e James merecem uma pessoa com quem possam contar. Especialmente considerando que eles estão acompanhados de quatro indivíduos que tem seus próprios interesses.
Um casal que não me cativa, por outro lado, é Daniel e Charlotte. Eu cheguei a gostar bastante dos dois no começo da quarta temporada, mas perdi completamente a simpatia. E apesar da óbvia importância dos dois, eu realmente não me importo com seus destinos. Só não sei o quê dizer da teoria de Faraday sobre os efeitos colaterais afetaram Charlotte e Miles, e posteriormente Juliet, por causa de seus tempos prolongados na Ilha. Se os dois primeiros nasceram na Ilha (e estou começando a acreditar cada vez mais nessa possibilidade), não entendo porquê eles estão pulando no tempo e os Outros não.
Em Los Angeles, nada de muito interessante aconteceu. Vimos que Sun está pronta para matar Ben (o quê eu duvido que aconteça) e que Linus foi quem contratou o advogado para aterrorizar Kate (o quê já era esperado). E nada disso, nem os momentos legais porém curtos de Sayid e Hurley, me fazem esquecer que passamos vinte minutos vendo Kate tentar descobrir quem era o cliente de Dan Norton. E eu achei uma bobagem fútil. Eu sei que nunca aceito muito bem as enrolações de Lost quando elas são focadas na Kate, mas é que sempre me parece estupidez. É como puxar o freio de mão da trama. E não temos sequer desenvolvimento de personagem aqui. Jack e Kate são simplesmente tediosos e desinteressantes, e eu sempre tenho ressentimentos do fato de alguns escritores sentirem a necessidade de lhes dar tanto tempo tela. Mas quando eles lhe dão tanto tempo de tela para os dois não fazerem absolutamente nada, é ainda mais frustrante. E esse desperdício prejudicou um pouco o episódio na minha opinião. Ele poderia ter sido muito, muito mais do quê foi.

Lost está de volta, e novamente a série se reinventa. A estrutura narrativa mudou, e o foco agora é o tempo. Viagens no tempo mais precisamente. Mas nem tudo está diferente e a temporada começa exatamente como a segunda e a terceira, com um personagem desconhecido colocando um vinil para tocar, e fazendo coisas rotineiras enquanto a música toca. E se antes fomos apresentados a dois personagens que viriam a figurar entre os melhores da série, Desmond e Juliet, aqui vemos alguém já familiar, o Dr. Chang (ou Marvin Candle, que é o nome dele que eu sempre recordo). Contudo, o flashback não é menos revelador em nada.
Quem poderia imaginar que Marvin Candle era um pacato morador da Vila Dharma (no futuro Vila dos Outros), que tinha esposa e filho? Eu nem achava que ele estivesse na Ilha! E o quê dizer sobre a descoberta da roda que moveu a Ilha durante a construção da Estação Orquídea? Ou sobre a presença de Faraday no local? Eu não sou a primeira a dizer, e provavelmente essa frase se tornará um clichê esse ano, mas o personagem principal de Lost se tornou a Ilha. Ainda assim, o quê mais me interessa em Lost ainda são as pessoas, as reações humanas frente ao difícil, ao improvável e ao impossível. Os mecanismos de superação de cada um e suas maneira de se relacionar com os outros e com o mundo a sua volta em tempos de crise.
Eu estava muito interessada em tudo o quê Faraday tinha a dizer sobre as viagens no tempo que o grupo aparentemente estava realizando. Fiquei curiosa em entender porquê os Outros não estavam sofrendo os mesmos efeitos. Afinal, não pode ser algo relacionado à queda do avião, porquê Charlotte, Miles e Daniel não estavam nele, e não parece ser relacionado ao tempo que cada um está na Ilha, porquê Juliet está lá há anos. E também não parece ser uma questão geográfica. Então qual é o fator que faz com que os Losties fiquem presos no loop da Ilha, e os demais não?

Porém melhor que pensar essa questão, é ver Locke, Sawyer, Juliet e os demais tentando lidar com a incerteza, a instabilidade, a falta de segurança, a impossibilidade de se segurar ao comforto de algo rotineiro e constante. Enquanto Sawyer se revolta e e fica frustrado, Juliet facilmente desliza para dentro do papel que era então de Jack (com direito a altruísmo estúpido e tudo) como a líder calma e diplomática e John se apega ao único objeto que sempre lhe faz sentir forte e no controle, sua faca, apesar de Richard encontrar-lhe e lhe dar uma bússola que muito provavelmente era o objeto que Locke deveria ter escolhido quando criança ao invés da arma. E Faraday, que continua misteriosamente racionando a informação, tem um momento de desespero inspirado e pede ajuda de Desmond, no quê se torna uma memória com a qual o Brotha imediatamente sonha (um dos momentos mais inspirados dessa premiere, na minha opinião).
Fora da Ilha, Hurley e Sayid tem destaque enquanto tentam fugir, mas não conseguem. Seus caminhos acabam cruzando com os de Jack e do sempre manipulador Ben, que parece ter todo tipo de contatos e cúmplices fora da Ilha. E Kate é forçada novamente a fugir quando é confrontada com um mandado para um teste de DNA de Aaron. Mas é Sun quem mais chamou minha atenção. Apesar de aparecer pouco, a Coreana me deixou com a pulga atrás da orelha. Algo me diz que não podemos mais confiar nela e em seu bom caráter, e que seja seu objetivo vingança ou outra ainda obscuro, ela será capaz de fazer qualquer coisa para alcançá-lo. Acho inclusive que ela pode ser responsável pelos advogados que foram atrás de Kate e até mesmo pelos homens que tentaram raptar Sayid. É claro, Ben também é um suspeito natural de todas essas ações.

Eu também gosto muito do desenvolvimento do personagem de Jorge Garcia fora da Ilha e aqui não foi diferente. Dessa vez, ele viu a Anna Lucia. E eu fico me perguntando o tempo todo o quê pode estar acontecendo com o Dude para ele estar vendo gente morta. Será que é uma variação do que ocorre com Miles?
E voltando ao pedido de socorro de Faraday a Desmond, o físico pede ao escocês para encontrar sua mãe. Bom, eu, como o resto do mundo, pensei imediatamente em Miss Hawking. E não é que nada por acaso ela aparece no final, e descobrimos que a misteriosa senhora do viagem ao passado de Desmond em Flashes Before Your Eyes também é uma alida de Benjamin Linus?
Essa pode até não ter sido minha premiere de Lost favorita (na verdade, seria até a que eu menos gostei, junto com The Beginning of the End), mas não deixa de ser um bom episódio e um que me deixou infinitamente ansiosa pelo o quê pode estar por vir. E a mudança de estrutura da série pode até mesmo significar que não precisaremos de Flashbacks para rever conhecidos como Danielle (os produtores não sempre disseram que veríamos o passado dela, mas não em um flashback, ou algo assim?). Fico pensando na possibilidade da Rousseau do passado se encontrar com Locke, Sawyer e Juliet e fico salivando, seria o máximo eles verem ao vivo como a equipe dela realmente morreu e como ela sobreviveu tantos anos na Ilha sozinha. Além dessa óbvia possibilidades, o novo modo da trama ser contada abre a porta para muitas, muits coisas interessantes acontecerem. E eu mal posso esperar.

Depois das desinteressantes fotos individuais que circularam pela rede recentemente (a Globo divulgou algumas exclusivamente, e isso eu achei o máximo. Go Brasil), novas fotos individuais de todo o elenco da série foram liberadas pela ABC e divulgadas pelo DarkUfo e pela Revista Tv Séries. Eu, a cada novo material promocional que ouso olhar (tenho pavor de Spoilers de Lost, por mais mínimo que seja), fico ainda mais mordida de ansiedade pela temporada que vem aí.

Sawyer Quinta Temporada LOST

Sawyer Quinta Temporada LOST

Juliet Quinta Temporada LOST

Juliet Quinta Temporada LOST

Desmond Quinta Temporada LOST

Desmond Quinta Temporada LOST

Locke Quinta Temporada LOST

Locke Quinta Temporada LOST

Sun Quinta Temporada LOST

Sun Quinta Temporada LOST

Jack Quinta Temporada LOST

Jack Quinta Temporada LOST

Kate Quinta Temporada LOST

Kate Quinta Temporada LOST

Milus Quinta Temporada LOST

Milus Quinta Temporada LOST

Charlotte Quinta Temporada LOST

Charlotte Quinta Temporada LOST

Faraday Quinta Temporada LOST

Faraday Quinta Temporada LOST

Ben Quinta Temporada LOST

Ben Quinta Temporada LOST

Sayid Quinta Temporada LOST

Sayid Quinta Temporada LOST

Hurley Quinta Temporada LOST

Hurley Quinta Temporada LOST

Antes de comentar qualquer coisa, eu gostaria de pedir desculpas pelo tamanho massivo do post (quem não curte LOST deve estar p*** comigo). Mas eu realmente não queria deixar nenhuma de fora. Eu vou trabalhar mais tarde no Photobucket para diminuir e vou trabalhar no post para colocar uma versão menor aqui. Ou vou tirar algumas. Prometo. Dito isso, quero comentar que adorei as fotos, especialmente as com os cenários misteriosos, várias teorias malucas já estão passando  pela minha cabeça.

O episódio foi uma decepção para os fãs de Jack e Juliet. Uma felicidade para os fãs de Jack e Kate. Mas honestamente, acho que foi ruim pros dois lados. Por quê Jack não consegue parar de machucar as mulheres de sua vida? Eu, que nem sou muito fã de Kate desde a segunda temporada, quis bater no Jack quando ele briga com ela por causa da promessa que ela fez a Sawyer. Ela o ama, ela aceitou se casar com ele, ele já pode parar com o ciúme doentio. Sawyer está na Ilha, e nada nunca vai acontecer (pelo menos naquele período, quando nenhum dos dois estava pensando em voltar).
O complexo de herói de Jack estava mais forte que nunca. Acho incrível como ele diz “Eu vou tirar vocês da Ilha”, “Eu salvei você”. Ele está indo pelo mesmo caminho da megalomania que Locke foi quando descobriu que era importante. Tudo bem que as intenções são nobres, mas de bancar Deus na televisão já basta Horatio Caine. Até sobre a cirurgia Jack quis ter controle. Por isso, quando Kate o mandou calar a boca, foi simplesmente ótimo. Quando Juliet o ignorou e mandou Bernard apagá-lo durante a cirurgia, foi melhor ainda.
Aliás, falando um pouco da loura, acho que esse foi o melhor episódio da personagem em toda a temporada (sim, melhor que o próprio episódio dela). Eu amava Jack e Juliet na temporada passada (Kate e Sawyer também), mas nessa eu vi dois dos meus personagens favoritos se modificarem e enfraquecerem com certa dor. Acho que praticamente depois de todo episódio Paulo Fiaes e eu conversávamos e assunto ressurgia. Kate tratava Sawyer que nem um cachorro, e Juliet virou coadjuvante de ombro de Jack. Ela estava sempre lá e até tentava ser útil, mas parecia que sua personalidade tinha sido comida pelo Monstro da Fumaça. Na cena em que está fazendo muitos fãs do casal choramingar (eu amo vocês, mas por favor, superem), Juliet diz a Kate que o beijo entre eles foi na verdade para que ele se convencesse que não ama a Sardenta, e então diz a Jack que sabe que ele está acordado, eu deveria me decepcionar, mas eu vibrei (tá, eu já estava um pouco desiludida, isso ajudou).
Antes de ser uma fã do casal, eu sou uma fã de Juliet. E naquele momento a Doutora recuperou boa parte de sua dignidade. Foi como se ela dissesse “Pare de brincar comigo!”. Foi ela retomando o controle da própria vida, que de alguma maneira ela tinha deixado Jack assumir. Obrigada Deus Jacob por devolver a minha personagem preferida sua personalidade. Agora você poderia dar ao Jack algum senso de humildade? Obrigada.
Antes de falar de Aaron, eu só queria falar de mais uma coisinha. Eu adorei Jin encostando Charlotte na parede e fazendo-a prometer que tirará Sun da Ilha. Aliás, toda a interação de Faraday e Charlotte com o casal de coreanos e entre si foi muito boa.
Agora, falando do bebê, parece que seja lá o quê incomodava tanto Jack sumiu. E a resposta de porquê Claire não está com ele foi no mínimo surpreendente. Eu esperava qualquer coisa menos que a australiana entrasse na floresta com seu pai e simplesmente abandonasse Aaron. De qualquer forma, poderiam Charlie e Christian ser duas manifestações da Ilha quando Christian aparentemente está relacionado a Aaron ser abandonado e Charlie insiste que Aaron não deve ser criado por Jack? A Ilha entrando em contradição?
Como as coisas estão complexas! Sabemos agora que ambos Sawyer e Claire fizeram a escolha de ficar; por sua conversa parece que Rose e Bernard também ficarão na Ilha. Jin exigiu que sua mulher fosse retirada, mas não falou nada de si, parece que ele acredita (e que se cumprirá assim) que tem que sacrificar-se pela segurança dela e do bebê. Então as únicas dúvidas que ficam no ar é se Des e Juliet, que tem entes amados que desejam rever, também fizeram sua decisão de ficar na Ilha.
E a promessa que Kate fez a Sawyer? Aposto todas as minhas fichas que antes de ela partir o trambiqueiro contou sobre Clementine e pediu alguma coisa relacionada à filha. E Kate provavelmente estava ao telefone com Cassidy, que ela já conhece e com quem já tem meio que uma camaradagem. Eu adorei a atitude da Sardenta, achei muito doce que ela esteja cumprindo a vontade de Sawyer. O que me faz ficar ainda mais irritada com Jack. Comprometido a manter segredo sobre a Ilha ou não, acho que ele pelo menos podia tentar encontrar Rachel, que deve sentir uma grande dor por sua irmã desaparecida há anos, e contar a ela que Juliet está viva e bem.
No saldo, eu gostei muito do episódio. Mas ele não teve muitas novidades. É a segunda vez que temos um episódio morno e devagar depois de um grande episódio cheio de revelações. E talvez Something Nice Back Home não resista a uma revisitada (The Other Woman pareceu bem mais fraco quando eu vi pelo AXN, apesar de que Eggtown ainda é, pra min, o pior episódio dessa quarta temporada). Mas agora existe mais uma pergunta: foi apenas o ciúme de Jack e sua recém começada jornada nas drogas que criou aquele Jack de Trough the Looking Glass, ou algumas visitas mais a Hurley ajudaram? Por quê Jack quer voltar pra Ilha tão desesperadamente?

PS: Eu ainda amo aquele beijo de The Other Woman.

PS2: Um membro do Fórum Jacket lançou a campanha “Juliet Burke for Craphole Island Leader 2009!!” Eu já aderi.


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luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

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