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Semana difícil. Vários episódios foram excelentes, os melhores de suas respectivas temporadas. Então, digamos que é um empate entre os sete primeiros.

1. Grey’s Anatomy – 5×15 – Before and After (MVP: Kate Walsh)
2. Lost – 5×05 – This Place is Death (MVP: Terry O’Quinn)
3. Criminal Minds – 4×14 – Cold Comfort (MVP: Joe Mantegna)
4. Fringe – 1×14 – Ability (MVP: Anna Torv, Jared Harris)
5. Private Practice – 2×16 – Ex Life (MVP: Kate Walsh, Patrick Dempsey)
6. The Big Bang Theory – 2×15 – The Maternal Capacitance (MVP: Christine Baranski, Jim Parsons)
7. Damages – 2×06 – Pretty Girl in Leotard (MVP: Marcia Gay Harden, Ted Danson)
8. The United States of Tara – 1×04 – Inspiration (MVP: Toni Collette)
9. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×14 – The Good Wound (MVP: Lena Headey)
10. The New Adventures of Old Christine – 4×15 – Reckless Abandonment (MVP: Julia Louis-Dreyfus, Hamish Linklater, Michaela Watkins)

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Com a exibição desse Ability e sua clara superioridade em relação aos episódios fechados da série, formando par com Safe como apogeu dessa primeira temporada de Fringe até agora, muitas discussões devem estar acontecendo sobre como episódios relacionados à mitologia da série são melhores que os episódios dedicados ao caso da semana. A minha opinião é quê não é que os casos da semana sejam ruins, mas quando o episódio se encerra, nós sabemos que está tudo acabado. Esse sentimento de conclusão pode ser algo que funciona amplamente em séries policiais, mas em uma série de mistério e ficção científica como Fringe, ele é capcioso.
Fringe é uma série que precisa alimentar e ao mesmo tempo atiçar nossa curiosidade o tempo todo. É o tipo de narrativa que como Lost, funciona melhor se eternamente balançar a cenoura na frente do burro (não sei se usei a metáfora correta, mas vocês entenderam, não?). Não é bom que o espectador se sinta completamente satisfeito.
E é por isso que Ability foi um episódio tão sensacional. Ele me deixou curiosa, insatisfeita, fisgada. E estou falando apenas dos efeitos pós-episódio. Pois durante os quarenta minutos de exibição, eu estava tão absorvida, tão hipnotizada, que acho que não tive tempo para sentir qualquer coisa.
E tudo isso se deve a volta do misterioso Mr. Jones. Aquele mesmo que escapou da cadeia na Alemanha usando o aparelho de teletransporte de Walter e que possuía uma obsessão peculiar com Olivia. Sua presença em Boston trouxe tantas respostas e ao mesmo tempo criou tantas novas perguntas que eu me senti assistindo um episódio de Lost.
“Achamos que entendemos a realidade, mas nosso universo é só um entre muitos. A verdade desconhecida é que a maneira de viajar entre eles já foi descoberta por seres parecidos conosco, mas cuja história está levemente a frente da nossa. O efeito negativo dessas viagens será irreversível tanto em nosso mundo quanto no deles. Começará com uma série de eventos não naturais, difíceis de notar no começo, mas que crescerão, de forma não diferente de um câncer, até um simples fato tornar-se inegável. Só um mundo irá sobreviver. E será nós ou eles.” Além do frio na espinha que causou em mim, a passagem que Walter escolheu é especialmente notável porquê eu acho que ela é a maior resposta e ao mesmo tempo a maior fonte de questões que já nos foi oferecida pelos escritores.
Pelo o quê eu entendi o padrão é uma série de eventos anormais causada pela viagem entre Universos. Jones, Loeb e os homens relacionados a ele são parte de uma exército que pretende lutar na Guerra para que nosso mundo sobreviva, às custas do extermínio do outro mundo. Olivia é uma das futuras guerreiras desse confronto, identifica por Jones enquanto na Alemanha, seqüestrada para confirmação e devida lavagem cerebral e finalmente iniciada em seus recrutamento. E Walter pode ter sido o autor do manuscrito “Destruição por Tecnologia Avançada”.
Começando por essa última parte, o Sepinwall estava conjecturando se uma outra pessoa não poderia ter escrito o manual usando a máquina de escrever de Walter enquanto ele estava no hospício. Eu acho improvável, mas acho também que não se pode esquecer que Walter dividiu o laboratório por muitos anos com o misterioso William Bell. Se quisermos uma aposta menos óbvia que Bishop, eu diria que Bell é um bom candidato. E mesmo que ele não tenha escrito, eu penso que ele deve ter lido o manuscrito. Agora que sabemos mais, não é difícil imaginar as pesquisas embasbacadoras da Massive Dynamics como uma maneira de se preparar para a Guerra. E William Bell e sua fiel escudeira Nina Sharp ficam mais interessantes agora do quê quando parecia que eles apenas queriam progresso pelo progresso. Ou pela cobiça.
Quanto à Olivia ser especial, acho que isso era óbvio desde o começo e mais ainda depois de Safe. É só observar Alias. JJ Abhrams não está exatamente interessado em pessoas comuns. Pelo contrário, ele parece ser fascinado com a idéia de predestinação, de extraordinariedade e grandeza. Eu gosto desse desenvolvimento porquê dá mais dimensão a uma personagem que até então era um tanto rasa. E Anna Torv, que está cada vez melhor e teve sua mais expressiva performance até agora na série, está merecendo uma miscelânea emocional mais complexa para sua personagem. Eu não sei se ela é capaz de segurar, mas ela tem crescido tanto que acho que merece o benefício da dúvida.
Voltando a questão dos Universos, quando eu estava ouvindo o Walter recitar o texto, eu pensei imediatamente em viagens alienígenas. Tem como não pensar? Porém, eu lembrei da Trilogia Fronteiras do Universo, do Phillip Pullman. Nos livros existem na Terra vários ‘mundos’ coabitando o mesmo espaço físico. Porém esses diferentes mundos não se tocam e nós não sabemos que eles existem, e apesar de serem similares em vários aspectos, eles também são diferentes em vários outros. E essa lembrança ficou na minha cabeça. E se os Universos não tiverem nada a ver com viagem espacial, outras galáxias e planetas, mas forem mundos diferentes existentes dentro da própria Terra?
Meu cérebro oficialmente fritou. Só sei que nada sei, e que Ability me deixou realmente fisgada. Vamos ver se até o final dessa temporada a série se torna um vício.

1. Nip/Tuck5×18 – Ricky Wells (MVP: Roma Maffia, Adhir Kalyan)
2. Being Human
1×02 – Episódio 2 (MVP: Russell Tovey, Dean Lennox Kelly)
3. CSI Miami
– 7×14 – Smoke Gets In Your Csis (MVP: Emily Procter)
4. Trust Me
– 1×02 – All Hell the Victors (MVP: Tom Cananagh, Monica Potter)
5. Fringe
– 1×13 – The Transformation (MVP: John Noble, Mark Valley, Anna Torv)
6. Damages
– 2×05 – I Agree, It Wasn’t Funny (MVP: Glenn Close)
7. Lost
– 5×04 – The Little Prince (MVP: Michael Emerson, Elizabeth Mitchell, Josh Holloway)
8. The United States of Tara
– 1×03 – Work (MVP: Toni Collette)
9. Grey’s Anatomy
– 5×14 – Beat Your Heart Out (MVP: Chandra Wilson, Sara Ramirez)
10. 30 Rock
– 3×10 – Generalissimo (MVP: Tina Fey, Alec Baldwin)

O último episódio de Fringe antes do hiato, Safe, foi simplesmente o melhor de toda a temporada. E eu tinha expectativas de que Bound, sendo sua continuação, fosse ser igualmente fantástico. Mas não foi assim. Bound tem seus méritos, mas tirando o seqüestro de Olivia e o envolvimento do agente Loeb, é como se todas as demais peças do quebra-cabeça tivessem sido deixadas de lado. E apesar de eu entender que eles tem até o final da temporada para mostrar mais coisas e resolver tudo, fiquei um pouco decepcionada. Depois da excelente seqüência de episódios sombrios e intrigantes em que Fringe vinha desde The Equation, Bound parece terrivelmente superficial.
A abertura, com Olivia no cativeiro levando a injeção na espinha e depois escapando foi excelente. Até me fez lembrar de Sydney Bristow em Alias. Mas me pareceu que acabaram com a questão do seqüestro rápido demais simplesmente por não saberem como conduzir a estória sem Olivia. E está aí justamente algo que seria interessante eles tentarem: um caso sem Olivia. Já pensaram Broyles e Charlie tendo que lidar diretamente com Peter e mais importante, Walter? Seria no mínimo engraçado.
E a maneira fácil como toda a situação do rapto acabou me pareceu tão idiota quanto a tentativa de fuga de Olivia em Safe. Simplesmente não consigo engolir as ações dos envolvidos e no final eu fiquei simplesmente confusa, mas já chego a isso. Eu li em uma outra review (acho que foi a do Sepinwall) que esse episódio tinha que ser um pouco mais didático e fácil de seguir que os demais porquê era o primeiro pós- American Idol. Mas eu não acho que quem nunca assistiu Fringe teve uma idéia clara de como funciona a série a partir de Bound. A dinâmica com Peter, Walter, Olivia e Astrid nem está tão presente, a Massive Dynamics não aparece, e quem não conhecia ou lembra de Loeb (e eu não me lembrava) deve ter boiado por um tempo.
O agente que foi mandado para investigar a divisão e que ficou pegando no pé da Olivia por vingança causou muita pouca tensão, e para piorar Broyles nem fez nada de útil. A irmã de Olivia só serviu para a Anna Torv poder interpretar a Olivia um pouco relaxada e feliz, mas fiquei com a impressão de que ela vai abandonar a filha com a irmã. E isso pode ser uma boa trama, ou pode ser péssima.
Senti falta de John, da Nina Sharp e do carinha creepy que ordenou o seqüestro de Olivia antes de fugir da prisão, o quê me leva de volta a minha confusão. Para mim com toda aquela estória de vírus e depois de chegarem a conclusão que para quererem matar dois proeminentes imunologistas seria alguém estar planejando uma epidemia, quando Loeb diz que salvaram Olivia a primeira coisa que se passou pela minha cabeça foi ‘Vacina. A injeção na espinha deve ser algum tipo de vacina.’ Mas não entendo porquê o cara que estava preso (me desculpem, mas realmente não me lembro o nome) iria querer salvar a vida de Olivia.
Então, Bound para mim foi um episódio que não fez muito sentido no geral. Não tem um roteiro terrivelmente ruim, a direção tem um ritmo muito bom, as atuações não comprometem (nem a de Anna Torv) e se sustentam bem, e enquanto durou o episódio prendeu minha atenção. Mas quando ele acabou, eu percebi que não gostei.

Eu tenho lutado há semanas para encontrar as palavras certas para falar de Fringe. E finalmente encontrei uma: segurança. Não sua existência em si própria, mas como um sentimento, e então, quando ele é retirado de você abruptamente e você acorda em mundo estranho e perigoso. Ou é o mesmo mundo?
Eu acho que não é. É um mundo quando você tem uma carreira de sucesso, com um trabalho que conhece bem, que faz brilhantemente e do qual gosta; quando você tem uma pessoa que ama e quer cuidar de você deitado na sua cama; quando sua maior preocupação é quê seu chefe possa descobrir seu caso com um colega de trabalho. Você se sente seguro, e de certa maneira, não está mesmo?
Mas então seu namorado é um traidor, você tem que trabalhar com fenômenos inexplicáveis, um cientista instável especializado em ciência de borda (Fringe Science) e seu filho também não muito confiável. Você definitivamente está voando sem a rede de segurança. E você não é o único.
A principal sensação que eu tenho quando assisto Fringe é essa: de que eu entrei em um mundo onde não se tem segurança. Não apenas em relação aos perigos obscuros que aguardam nossos três heróis (ou heroina e anti-heróis, ou quaisquer outras combinações de estereótipos que vocês preferirem que possa constituir uma referência curta e rápida aos três protagonistas) Olivia (Anna Torv), Peter (Joshua Jakson) e Walter Bishop (John Noble), mas em relação a uma salvaguarda psicológica também. Como a mente a sobrevive a uma reviravolta de tamanha dimensão? Eu, particularmente, ficaria paranóica bem rápido.
Porém é sempre bom assistir a esse outro mundo, esse mundo de sombras na televisão. Fringe, em sua retratação desse mundo, é muito boa. Em sua retratação dos conflitos humanos diante desse novo mundo acho que ela ainda anda a passos lentos, mas não acho que seja nada que prejudique muito a série nesse momento, em que ela acumula míseros quatro episódios e tem uma temporada inteira garantida pela frente. As atuações me agradaram no começo e depois passaram a me incomodar, mas isso talvez seja problema meu. Do roteiro, da direção intimista, da fotografia e da trilha sonora eu gosto muito, o quê deixa a série bem cotada comigo em termos técnicos. E quando eu coloco a lista de séries de terça no meu torrent e alinho os downloads por prioridade, Fringe fica atrás apenas de House. A série pode não chegar aos pés de Alias ou LOST, mas me agrada, e muito.


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