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Então, funcionou. E ao mesmo tempo, não funcionou. Mas para ser honesta (e talvez eu vá soar um pouco amarga e difícil) quando o mundo já complexo de LOST se partiu em dois mundos complexos, eu não consegui me sentir feliz pelos Losties. Primeiro, porque a imagem da Ilha debaixo da água só conseguiu me fazer pensar em todas as pessoas que devem ter morrido para que os Losties conseguissem voltar as suas vidas. E também porque não consigo deixar de concordar com Locke-falso que a principal falha dos Losties é justamente não querer enxergar o quão patéticas suas vidas eram. E as chances que eles receberam na Ilha foram pulverizadas.

Jacob pode chamar isso de progresso, mas eu estou com o homem de preto nessa. É destruição, e faz com que eu não me importe em ver os nossos heróis conseguirem chegar a salvo em casa.

Por outro lado, isso não estranhamente não afetou o meu aproveitamento do episódio especial duplo. Eu me senti emocionada com os momentos mais dramáticos e positivamente surpresa com as novas revelações e confirmações, foi ótimo ver a mitologia continuar a se desenvolver a passos largos e a cortina se abrir para essa nova parte instigante de universo. E por mais que eu estivesse (talvez injustamente) irritada em ver os Losties indo para casa, quando essa casa era para quase todos eles uma realidade miserável, eu me senti nostálgica pela primeira temporada.

Foi impossível não sentir aquela pontinha de cumplicidade com o show ao ir descobrindo as diferenças entre o vôo 815 da realidade alternativa e o verdadeiro, que vimos há seis anos atrás, em uma espécie de jogo dos sete erros bizarro. Locke ainda era aquele homem sereno, apesar de tudo, e sábio. Ainda era aquele homem que apesar da cadeira de rodas e angústia quieta que exalava, nos trazia uma imensa sensação de paz. E foi interessante, para dizer o mínimo, vê-lo criando uma conexão totalmente diferente com Jack.

E Jack, que virou um dos personagens que mais detesto, em uma época que seu complexo de herói ainda não me irritava, sendo que essa época é agora. Foi estranho. Em um minuto eu estava bem com o Jack e a Kate também, no avião e no aeroporto fazendo o tipo de coisa que eles fazem, Jack acreditando que pode salvar o mundo, Kate tentando fugir, e no outro estávamos de volta na timeline normal, e eu não sentia mais essa animosidade. Talvez tudo aquilo que eu tenha aprendido a odiar nos dois seja o peso da responsabilidade deles dentro da série.

Por que eles não deveriam se focar nas coisas pequenas e em si mesmos na timeline alternativa? É a vida deles! Mas quando eles estão na Ilha, o papel deles muda. Como Swayer coloca para Jack “Você fez isso”. Sim, o Jack fez. Mas não fez sozinho. Todos eles o ajudaram, em maior e menor grau, a causar aquela explosão, e tudo o que derivou dela, bom ou ruim.

O mesmo pode ser aplicado a Ben, que do outro lado da Ilha, passava por uma experiência totalmente diferente, porém similar demais. E eu acho que não só Ben não faz a mínima idéia do tamanho da besteira que fez ao matar Jacob, nós também não. Posta toda a comoção de lado, não consigo imaginar o que a morte de Jacob representará em termos práticos, além, é claro, da dominação do Monstro sobre a Ilha. Mas ele quer ir para casa, e eu fiquei com a impressão de que essa ‘casa’ será o motivo de uma Guerra e tanto.

Por enquanto, é apenas imaginável que seja o Templo, que finalmente vimos, mas estou achando essa resposta simples demais. E o Templo, junto com seus moradores, representa uma grande resposta que há muito esperávamos e foi interessante, mas pela primeira vez não fiquei com aquela sensação de arrepio, de assombro, ao vislumbrar um dos grandes segredos de Lost. Muito mais impactante foi a simples cena em que o falso Locke se revela o Monstro, mata os guarda-costas de Jacob e com isso também descobrimos para que afinal servem as cinzas. A atuação de Terry O’Quinn estava magnífica durante todo o episódio, mas nessa cena estava ainda mais. Ele conseguiu fazer toda a maldade do homem de preto de repente se revelar, em apenas uma expressão facial.

Então agora que temos novo contexto e novos jogadores, e dois tabuleiros diferentes, estamos um pouco mais perdidos, mas eu gostei da cara desse novo jogo e acho que vem sim uma temporada histórica por aí. Darlton tire todas as nossas as dúvidas, ou não.

O que mais aconteceu:

  • Decidi não comentar direto na review, porque era provável que eu ficasse a review inteira falando disso. Mas achei a morte final da Juliet ainda mais cruel do que o vimos na finale. Sim, era perverso ela morrer sozinha, no fundo de um buraco, tentando explodir uma bomba em um plano bizarro só para salvar Sawyer. Mas ela morrer nos braços dele daquela maneira foi de partir o coração. Por um segundo achei que a coisa muito importante que ela tinha a dizer fosse sobre uma possível gravidez (lembrei dela com a mão sobre a barriga) e fiquei feliz que não foi, porque seria horrível demais, não? Elizabeth Mitchell esteve ótima nessa sua breve aparição, mas foi o Josh Holloway que fez o trabalho emocional pesado. E que trabalho! O desespero e o ódio de Sawyer eram palpáveis.
  • Desmond estava no avião. Como e por que, eu não sei. Mas obviamente se a Ilha afundou, Des nunca foi parar lá. Devemos assumir que ele e Penny estão juntos e felizes no mundo alternativo também? Eu espero que sim. Acho que Desmond deve voltar a ser muito importante agora que Faraday está morto. Ele é quem pode acabar conectando as duas timelines (e eu realmente acho que elas vão se tocar em algum ponto). Uma possível Constante?
  • O Monstro/Locke/Homem de Preto menciona que a última vez que viu Richard, ele estava usando correntes. Acho que é a evidência mais sólida que tivemos até então de que Richard estava sim no Black Rock.
  • Eu sempre adoro a trilha de Lost, mas teve momentos aqui em que ela até se tornou protagonista. A cena em que todos saem do avião por exemplo, tem uma música extremamente marcante. Palmas novamente para Michael Giacchino, gênio.

Post publicado previamente no meu novo blog AbouTv Series. Lá vocês encontrarão mais review de LOST e diversas outras séries.

Nunca a semana entre dois episódios de Lost passou tão rápido. Mas era Carnaval e eu estava viajando. Fiquei bem longe da internet e sequer vi televisão. Por isso o blog ficou sem atualizações. Eu peço desculpas, mas alem de estar precisando me divertir com algo que não envolvesse séries, eu precisava de um descanso do computador. Durante essa semana e a próxima eu estarei fazendo o máximo de esforço para colocar tudo em dia por aqui. Isso significa várias reviews duplas e bastante textos no Nas Telas Americanas. E para marcar o fim do meu breve hiato, nada melhor do quê episódio fresquinho de Lost.
The Life and Death of Jeremy Bentham era um episódio muito esperado por mim. Mesmo sem spoilers, era fácil saber que ele se trataria da tão misteriosa passagem de John pela vida dos Oceanic 6 e seu apelo para quê os amigos retornassem à Ilha. Pois essa parte, que era a principal, me decepcionou. Eu não esperava nenhuma grande revelação em relação ao quê John disse ou fez, mas eu esperava algo de maior impacto dramático. Tirando Hurley, ninguém pareceu realmente assombrado em ver John. Suas visitas foram lacônicas e sua presença inesperada parecia mais a visita indesejada de um parente chato do quê a aparição soturna de um homem visto pela última vez em uma Ilha que desapareceu na frente deles, cuja localização é desconhecida, a maneira de sair também e que representaria, para todos os efeitos, um perigo à mentira que todos eles contaram supostamente para a própria segurança e a dos quê ficaram para trás.
Sim, houve incredulidade e raiva por parte de Kate, Sayid e Jack. Mas eu esperava surpresa, apreensão e pelo menos um pouco de curiosidade. Afinal, talvez três anos seja tempo o suficiente para esquecer completamente uma pessoa, mas pelo menos Kate e Jack deixaram alguém por quem tinham sentimentos de afeto/amizade/paixão (o último, no caso de Jack, provavelmente não) na Ilha que é, até a última vez que chequei, um lugar perigoso. E se os dois sequer se deram ao trabalho de perguntar se Juliet e Sawyer estavam vivos, Locke também não os mencionou. Eu sei que ele não é o homem manipulador e sem caráter que Ben é, mas eu concordo com Abbadon que seu apelo aos antigos vizinhos e colegas sobreviventes estava precisando de ajustes. Nem a revelação a Jack sobre seu pai teve o efeito certo, na minha opinião.
Falando de Matthew Abbadon, eu gostei de sua aparição e achei uma pena seu falecimento. Eu gosto mais de Lance Reddick em Lost do quê em Fringe, mas apesar disso, essa sua última (??) aparição não foi tão arrepiante quanto as anteriores, e rendeu menos do quê poderia. Foi a presença do seu chefe, Charles Widmore, que teve relevância e que trouxe várias perguntas e respostas no melhor estilo Lost. Isto é, se você decidir confiar no pai da Penny.
Assim como The Shape of The Things to Come, esse episódio, apesar de centrado em Locke, mostrou novamente que os generais dessa Guerra são Widmore e Linus. E talvez eu esteja muito equivocada, mas a essa altura acho que a questão nem é mais a Ilha, mas a auto-estima, ganância e ego dos dois homens. Eles brigam porquê como duas crianças mimadas, não conseguem evitar. E se a Ilha é uma entidade com vontade própria, eles estão dispostos a manipular todos e qualquer um. E é nessa hora que eu escolho o meu lado: o de Locke, que eu espero que ao contrário do quê fez nesse sétimo episódio, aprenda a caminhar com as próprias pernas e parar de confiar tão cegamente em qualquer um que lhe estende a mão.
Afinal, foi assim que ele conseguiu ser assassinado por Benjamin em uma cena no mínimo estranha. Se pareceu que Ben agiu por ciúmes, também pareceu que foi uma reação ao nome de Eloise Hawking que liberou seu instinto assassino. O quê me deixou bastante intrigada. Será que Ben e Miss Hawking não eram mesmo aliados, mas apenas se uniram para levar as pessoas que sairam da Ilha de volta? Não se pode esquecer que Widmore sabia exatamente onde encontrá-la, o quê me deixa na dúvida sobre a quem a mãe de Faraday é leal.
Na Ilha, ainda não voltamos aqueles que ficaram para trás, mas ficou confirmado que Kate, Hurley e Jack caíram em um tempo totalmente diferente do resto do avião. Os misteriosos Ceasar e Ilana acharam uma estação que parece ser a Hydra (o símbolo na pasta que Ceasar lê é da estação subaquática) e a cena inicial com Locke olhando diretamente para a Ilha me fazem crer que eles tenham caído na Ilha secundária, a prisão do começo da terceira temporada.  Eu só espero que essa dispersão dos personagens no tempo e no espaço, além de novas adições ao elenco regular, sirvam para tornar a série mais interessante, ao invés de ser apenas mais um artifício para enrolar. Até porquê, eu acho que a essa altura qualquer enrolação é desnecessária.
Por fim, tenho que elogiar as atuações de Terry O’Quinn e Michael Emerson, que como sempre foram sensacionais e, especialmente O’Quinn, enriqueceram esse episódio de maneira necessária, já que sem a presença dos dois eu provavelmente não teria sentido nada pelo episódio. Foi um bom episódio de Lost, mas pelo potencial que tinha foi frustrante pela casualidade com que tratou além das situações já citadas, a aparição de Walt e a queda do segundo avião (a queda do 815 foi retratada como sendo bem mais caótica, os camisas vermelhas bem mais assustados e perdidos), sem falar em algumas coisas que eu estou tendo dificuldades em aceitar (estou achando que muito pouco tempo se passou entre a derrocada de Jack e sua descoberta da morte de John, afinal, ele tinha usado a primeira passagem da cortesia da Oceanic no dia em quê Ben matou Locke).

Se eu não estivesse evitando spoilers de todas as maneiras possíveis, e soubesse que esse sexto episódio seria completamente focado nos Oceanic 6, sem a aparição de ninguém da Ilha e com destaque para Jack, eu teria abaixado minhas expectativas e esperado pelo episódio mais fraco e enfadonho da temporada. E eu estaria redondamente equivocada.
316 conseguiu superar This Place is Death, e ser o episódio mais excitante da temporada. É claro que isso é fácil quando sua missão é nada menos que mostrar como os Oceanic 6, ou Oceanic 5 já que Aaron não estava presente, voltaram a Ilha. E junto a eles, estavam Ben, Locke e para minha surpresa e deleite, Frank Lapidus.
Começando com uma seqüência quase idêntica a que abre o piloto, com Jack acordando no meio da selva, e posteriormente encontrando-se com Kate e Hurley, o episódio volta ao ponto em que This Place is Death nos deixou na semana passada e explica como eles voltaram para Ilha. O quê ele não explica, e que eu acho se já não era a grande dúvida de todo mundo, agora será, é porquê. Por quê Kate, Sayid e Hurley mudaram de idéia sobre voltar em apenas 36 horas? Por quê Sun aceitou embarcar, mesmo que para rever o marido, deixando para trás a filha pequena, talvez para sempre?
As circunstâncias são suspeitas e eu não acredito que tenha sido acidente que nós tenhamos passado 45 minutos acompanhando a preparação de Jack, o único que não tem conflitos com esse retorno mais que suspeito, para a jornada até a Ilha. Pelo contrário, é preciso pouco convencimento por parte de Miss Hawking para que ele aceite a situação absurda pela qual terá que passar. Eu aposto que as 36 horas dos demais Losties antes de se submeter àquele vôo ainda seja mostrada. Eu, particularmente, desejo ver como Sayid acabou embarcando preso.
Provavelmente é tudo uma representação, mas então surgem mais perguntas. Quem é a US Marshall que o acompanhava? Como ele soube que certos elementos presentes no primeiro vôo teriam que estar presentes nessa viagem e que ele teria que imitar a situação de Kate durante a queda do vôo 815? Aliás, já que entrei nesse assunto, será essa a única razão para Locke ter se matado? Eu sei que é provável que ele tenha tirado a própria vida simplesmente porquê Richard disse a ele que tinha que faze-lo e porquê Christian confirmou a necessidade desse seu sacrifício. Mas seria o fato de quê é imprescindível ter um falecido à bordo usando algo de Christian Shepard o único motivo oculto para justificar a morte de John? Sendo assim, porquê um morto e um preso são essenciais, sem mencionar o violão que Hurley carregava, provavelmente em referência a Charlie, mas outros elementos presentes na ‘queda original’ não são? Não seria indispensável ter a bordo uma mulher grávida, um cachorro (Vincent estava no avião, não estava?), um paraplégico?
É de se imaginar que pelo menos a presença de Aaron fosse indispensável. E se eu não estou extremamente curiosa por Kate ter aparecido misteriosamente sem o garoto, é porquê eu acho que considerando a falta de amigos próximos da sardenta, as possibilidades sobre o destino de Aaron são bem poucas. Eu acho que ela encontrou a mãe de Claire, Carole Littleton, naquele mesmo hotel que ela e Jack visitam em The Little Prince, contou-lhe a verdade e devolveu-lhe o neto. Mas também me ocorreu que na temporada passada vimos ela cumprir uma promessa que fez a Sawyer, e quase todo mundo especulou que seria relacionado a filha de James, Clementine e à mãe da garota que coincidentemente é uma velha conhecida de Kate, Cassidy. Apesar de as chances serem bem remotas, ela também poderia ter deixado o filho com a amiga. Eu apostarei todas as minhas fichas em Carole, até porquê ela não teria aparecido nessa temporada sem motivo nenhum.

Outra resposta que me parece previsível, mas ainda assim consegue me causar ainda mais ansiedade e curiosidade que a situação atual de Sayid, é o paradeiro de Ben. Desmond fica apenas alguns minutos na igreja e vai embora sem problemas depois de irritar-se com Ms. Hawking. E a mensagem que ele tinha que dar a ela, a mensagem de Faraday, obviamente não tinha importância alguma. O quê para mim deixa mais que claro que tudo aquilo que vimos em Jughead foi, de fato, uma desculpa para colocar a família Hume no mesmo lugar que Ben. E quando Linus sai logo depois dizendo a Jack que tem que cumprir um promessa que fez a um velho amigo, eu tive certeza. O fato de
Benjamin parece ter sido bastante machucado. Seu braço estava imobilizado quando ele embarca o vôo da Ajira e ele estava coberto de sangue quando liga para Jack da marina (mais pista indiscutível). Eu só espero que o sangue seja dele. Imaginar que ele tenha feito alguma maldade com Penny e o pequeno Charlie é demais para mim. Eu adoro Linus, e na falta de Sawyer e Miles ele foi o muito necessário alívio cômico durante a intensa seqüência dentro do avião, quando Jack lhe pergunta como ele consegue ler e ele responde que sua mãe lhe ensinou (O quê pode ser uma mentira, porquê ela morreu no parto. Ou não, porquê nós sabemos que ele a via na Ilha quando era criança). Mas me enche de raiva a idéia que por causa de uma briga entre ele e Widmore, ele possa ter machucado uma mulher e uma criança tão inocentes quanto sua própria filha. É a única coisa que eu não suporto nele, sua capacidade de destruir a vida das pessoas só porquê ele quer (eu ignoro o resto das coisas ruins porquê Michael Emerson atua tão bem, que ele torna os muitos defeitos de caráter de seu personagem em algo divertido).
E para não dizer que esse episódio só trouxe perguntas, nós somos apresentados a mais um estação Dharma. The Lamp Post, como é chamado o local, foi um estação criada com o único objetivo de achar a Ilha. Eu imagino que tenha sido, portanto, a primeira de todas as estações Dharma. Localizada em um ponto de alta concentração de energia, a estação teria como objetivo localizar lugares de concentração semelhantes, como a Ilha. O quê é curioso, é de onde eles tiraram tanta informação. Eloise diz que eles sabiam quê a Ilha existia, só não sabiam onde ela estava. E Jack vê na parece uma foto da Ilha com uma legenda de identificação que reporta ao exército americano.
Nós já sabemos que o exército esteve lá, mas o envolvimento deles com a Dharma é misterioso. Sabe-se que Alvar Hanso teve algum envolvimento na Segunda Guerra e desenvolvia armas, o quê pode ter alguma conexão, mas os detalhes ainda são confusos. Afinal, não basta alguém ter apenas estado lá e tirado uma foto, era preciso que essa pessoa soubesse sobre as propriedades especiais da Ilha. Também foi revelado por Miss Hawking que a Ilha de fato sempre se moveu, e que realmente as equações e o pêndulo servem para prever onde ela vai aparecer, no tempo.
E como se tudo isso não tivesse bastado para fazer fumaça sair da minha cabeça, Jin faz uma aparição relâmpago nos últimos segundos, usando um uniforme da Dharma e dirigindo o Dharma-móvel. Obviamente, Daniel Faraday não foi o único a se infiltrar na Iniciativa. A influência que o quinteto (eu estou assumindo que Sawyer, Juliet e Miles estão com Jin e Daniel) teve no panorama geral dos acontecimentos e as conseqüências da chegada de Jack, Hurley e Kate (eu estou assumindo que o resto do avião caiu no futuro, por causa das garrafas de água Ajira encontradas em The Little Prince) me deixam infinitamente curiosa. Essa temporada está se provando maravilhosa, não?

This Place is Death Templo Temple Jin Danielle

This Place is Death foi um daqueles episódios nos quais tanta coisa acontece, que mal é possível respirar. E talvez nós não tenhamos tido grandes respostas, mas eu apreciei cada um dos pequenos detalhes que nos foram revelados, e especialmente, a maneira como foram revelados. O ritmo do episódio foi bem rápido e isso somado aos flashes em intervalos cada vez menores deu a estória um tom de urgência que funcionou comigo. Eu fiquei tensa o tempo todo, e pela primeira vez senti o desespero dos Losties.

Começamos exatamente de onde paramos semana passada e Jin se compromete a levar os franceses à torre de rádio. Só que, a minha memória não é tão boa quanto a da maioria dos fãs de Lost, mas eu acho que Jin nunca esteve na torre. E não entendo como ele poderia saber levar os franceses até lá de um ponto em que ele nunca esteve antes. Contudo ele acaba não precisando guiá-los até lá, já que no caminho o Smokey aparece, ataca a equipe de Rousseau e nós finalmente somos apresentados ao Templo. Infelizmente, além das inscrições que eu tenho certeza que algum fã vai tentar traduzir ou comparar com as da casa de Ben e das estações Dharma, não há muito que se possa tirar da breve aparição do local. Nós sabemos que o Monstro foi feito para protegê-lo e talvez por isso os Outros o considerem um local tão seguro a ponto de terem ido se refugiar lá. Mas quando ele foi construído, por quem e para quê é um mistério que perdura.

Depois disso, flash e vamos para algumas semanas no futuro. Muitas pessoas comentaram que a cena onde Rousseau mata seu marido foi desnecessária, porquê nós já sabíamos que isso aconteceu. Mas acho que há algo errado ali. Robert explica, como se isso fosse um conhecimento ordinário, que o Monstro é apenas um sistema de segurança para o Templo. Como ele descobriu isso? Existe a hipótese de que ele poderia estar trabalhando para os Outros, mas eu duvido, porquê Robert tenta atirar em Rousseau. Os Outros queriam Alex (alguém reparou na fumaça, avisando que eles estavam vindo?), então matar Danielle antes do parto não seria algo muito esperto. Também existe a possibilidade de que o Monstro tenha matado Robert, ou até mesmo todos os companheiros de Rousseau que entraram pela fenda, e o(s) tenha personificado.

Reunido com os demais Lost em uma cena particularmente tocante (o carinho entre Sawyer e Jin fica muito evidente na cena), o coreano recebe algumas explicações, nós temos um breve momento cômico e então voltamos ao drama. Como eu mencionei acima, com os flashes acontecendo tão rapidamente, eu senti o medo e o desespero dos sobreviventes. Miles e Juliet continuam a ter sintomas, Sawyer tem seu primeiro sangramento nasal e na frente deles Charlotte tem um colapso. Imagine ter uma doença que você não sabe como tratar e ver os efeitos devastadores dela bem na sua frente. Eu só conseguia pensar que Miles, Juliet e Sawyer devem ter ficado aterrorizados.

Charlotte não resiste e eu poderia dizer infelizmente, mas não me importo nenhum pouco com ela. Principalmente agora que as viagens no tempo nos permitem ver qualquer coisa que aconteceu no passado. E eu não acho que a revelação mais bombástica que ela fez foi que Daniel disse a ela para não voltar a Ilha ou ela morreria. Aliás, considerando que Daniel sabe que não se pode mudar o quê aconteceu, é algo bem estúpido para ele tentar fazer, mas que eu vou deixar passar, porquê afinal ele a amava.

Eu estou muito mais interessada no quê Charlotte disse sobre seus pais. Ela afirma que sua mãe saiu da Ilha e tentou convencê-la de que o lugar era parte de sua imaginação e que seu pai ficou. Por quê será que a mãe dela mentiu sobre a existência da Ilha? Será que o pai de Charlotte é alguém que conhecemos? Ela menciona a Dharma, então eu não acho que seja algum hostil. Pesquisando na Lostpedia, eu lembrei que sabemos que Horace Goodspeed (o quê leva Ben e seu pai à Ilha, e que aparece para Locke em Cabin Fever) morre na purgação, mas nós nunca soubemos se sua esposa Olivia (a professora de Ben e Annie) tem o mesmo destino. Mas a minha idéia inicial (a que eu fui pesquisar) seria que os pais de Charlotte poderiam ser o casal DeGroot, Karen e Gerald, fundadores da Dharma.

O quê acontece é que sejam eles quem forem, Ben tinha várias informações sobre Charlotte. Mas ele não pareceu saber sobre o passado dela com Ilha, o quê é ainda mais misterioso. Poderiam eles ter se conhecido na Ilha, mas por algum motivo ele não se recordar de Charlotte ou não reconhecê-la? É complicado imaginar que eles nunca tenham se cruzado, porquê Charlotte é obviamente mais jovem que Linus. E quanto a mãe de Charlotte, eu fico pensando não somente em porquê ela teria saído da Ilha, mas em como. Como eu disse na review de Jughead, a rota para fora da Ilha era uma informação secreta e para privilegiados. Os Outros sempre parecerem preferir matar alguém do quê simplesmente expulsá-lo da Ilha. Mas com Widmore já temos duas pessoas que foram embora misteriosamente, possivelmente três se Ellie for realmente Eloise Hawking. E se Miles realmente também é um nativo e pelo menos um de seus pais também saiu, então teríamos aí um bom grupo de exilados/fugitivos.

E voltando a Eloise Hawking, acho que podemos considerar nossas especulações de que ela é a mãe do Faraday confirmadas. Mas a última cena me deixou com a pulga atrás da orelha. Por algum motivo, Ben só estava tentando levar de volta dos Oceanic 6. Desmond e Lapidus não. E isso é estranho. Se eles tem que voltar, então tem todos que voltar, não? A Senhora Hawking pareceu inferir que Desmond também voltaria com Sun e Jack, mas acho que assim como o resto do grupo, ele não vai simplesmente partir deliberadamente. Não como Penny e Charlie esperando em algum lugar por seu retorno.

Mas pior ainda seria ele voltar para sua família e ser seguido por Ben. Eu acreditei em Linus quando ele diz a Jack e Sun que os tem protegido esse tempo todo, mas eu ainda não o quero ver perto de Penny Widmore de jeito nenhum. E em relação a coreana, eu sei que ela ama muito Jin e até eu ficaria tentada em correr de volta para Ilha, mas será que ela esqueceu da filha de três anos de idade a esperando em casa? Ji Yeon é alguém que ela precisa considerar antes de pular na máquina de teletransporte (ou seja lá o quê for) de Eloise para uma visita provavelmente sem volta na Craphole Island.

E para encerrar a review, não posso deixar de mencionar John e seu novo encontro com Christian Shepard. Foi a cena mais emocionante da temporada ver Locke recebendo as instruções de Christian e aceitando completamente o sacrifício que terá que fazer para salvar a Ilha. Terry O’Quinn esteve soberbo. E foi interessante ver os saltos no tempo tinham a ver com a velocidade o fato da roda estar solta. O quê será que vai acontecer com a Ilha agora que John virou a roda, como deveria ter feito do começo? E será que Jack e Sun voltarão para a Ilha imediatamente. De os cliffhangers de todos os episódios dessa temporada, esse foi sem dúvida o melhor.

Depois que terminei de assistir The Little Prince, eu tive que sair do computador e aproveitei para meditar um pouco. Os Losties (eu sei que do grupo, só dois, John e Sawyer são Losties, mas resolvi usar a palavra para descrever todos eles, senão fica muito complicado) estão pulando pelo tempo. Os Oceanic Six vivem três anos depois da Ilha ter sido movida. Como então os Oceanic Six voltarão à Ilha e encontrarão os Losties? Ou, eles encontrarão os Losties? É difícil imaginar que não, pois ao quê me parece é necessário não apenas o retorno á Ilha, mas um reencontro entre os grupos. Não me perguntem porquê eu acho isso, eu apenas acho. É um palpite.
Se os Oceanic Six retornasse à Ilha no tempo errado, e as viagens no tempo simplesmente parassem, os Losties ficariam presos no tempo errado. Assumindo que as minhas suposições estejam certas (e elas podem estar completamente erradas), os Oceanic Six teriam que voltar à Ilha exatamente quando os Losties estiverem três anos à frente, o quê pode explicar o porquê da Senhora Hawking ter dito a Ben que eles precisam retornar à Ilha em apenas 70 hs.
E considerando que nesse episódio vimos um determinado Locke ir em direção a Orquídea para resolver o problema, pode ser que eles pulem para três anos á frente e na viagem, assim como Ben foi mandado alguns meses para o futuro, John seja mandado alguns meses para o passado em relação ao presente dos Oceanic Six.
Sei que corro o risco de ter gasto três parágrafos (e uma certa quantidade de tempo teorizando) sobre algo que provavelmente será desmentido nos primeiros cinco minutos do próximo episódio. Mas a minha cabeça fica fervilhando, e mesmo que seja um exercício fútil, eu gosto de tentar colocar alguma ordem nas informações que tenho.
De qualquer forma, eu espero que agente tenha tempo até o próximo salto no tempo. Tempo o suficiente para conferir um pouco do quê aconteceu com Danielle Rousseau, que aparece inesperadamente no final desse episódio. Apesar de eu já ter dito que isso poderia acontecer na review da premiere, ainda foi uma surpresa vê-la tão cedo. Não acredito, porém, que nos mostrarão logo como a equipe dela morre. Afinal, os flashes acontecem em questão de horas, e os acontecimentos realmente importantes na vida de Danielle, o extermínio de sua equipe e o rapto de Alex, só acontecem meses à frente.
Eu também fiquei muito intrigada pelo fato da francesa ter salvo Jin. Tudo bem que dezesseis anos depois, quando o avião da Oceanic cai na Ilha, Rousseau não está no auge de suas capacidades mentais. Não lembro de nenhuma besteira ou bola fora que ela tenha falado, mas é impossível ignorar as conseqüências de dezesseis anos de isolamento, medo e perdas podem causar. Contudo, ainda acho difícil compreender como a paranóica e sempre alerta Danielle poderia não reconhecer Jin. Por outro lado, a explicação pode ser simples. Ela pode tê-lo reconhecido e não dito nada. A francesa certamente era reservada, e realmente não consigo enxerga-la tentando explicar para o acampamento como ela conheceu Jin Kwon há anos atrás, por inúmeras razões, o fato de ela poder muito bem duvidar da própria memória entre elas.
Ainda tivemos a menção a nova companhia aérea da série, Ajira Airlines, sobre a qual eu nada sei, já que tenho sistematicamente evitado quaisquer informações pertinentes a Lost que não sejam apresentadas no show (quando acabar a série, eu posso até mergulhar de cabeça no Lostpedia e não sair nunca mais, mas por enquanto, isso afeta e muito o meu aproveitamento da série). E com as inocentes garrafinhas de água da companhia aérea (que estranhamente, ou não, Juliet parece conhecer muito bem) parece ter vindo um novo grupo de pessoas e uma canoa. E eles podem ser aqueles que atiraram no grupo enquanto eles tentavam chegar até a Orquídea. Ou podem ser mesmo os Outros (como Juliet pode ter tanta certeza que não são eles? Eu sei que os Outros tem preferência por barcos a motor e submarinos, mas Alex não tinha uma canoa também?).

Sawyer continua tendo as melhores falas do show. Em The Little Prince eu destaco o momento extremamente cômico em que ele diz “Thank you, Lord” quando um clarão aparece justo na hora em que eles estão sendo alvejados, apenas para gritar “I take that back” quando eles vão parar no meio de uma tempestade, e quando ele diz para Juliet “Time traveling is a bitch”. E o fato de que eu tenha um soft spot pelos dois faz com que eu realmente aprecie cada momento entre Juliet e James, as confidências que os dois tem trocado, a amizade crescente entre os dois. Ambos são pessoas que tem bastante dificuldade em confiar nos outros, em grande parte devido à maneira como outras pessoas ferraram com eles, mas ainda assim em pouco tempo eles gravitaram fortemente em direção um ao outro. E o respeito e afeição mútua é evidente. E pode ser extremamente irrelevante para o panorama geral da série, mas eu acho que aconteça o quê acontecer, fiquem eles na Ilha ou não, fique Sawyer com Kate ou não, Juliet e James merecem uma pessoa com quem possam contar. Especialmente considerando que eles estão acompanhados de quatro indivíduos que tem seus próprios interesses.
Um casal que não me cativa, por outro lado, é Daniel e Charlotte. Eu cheguei a gostar bastante dos dois no começo da quarta temporada, mas perdi completamente a simpatia. E apesar da óbvia importância dos dois, eu realmente não me importo com seus destinos. Só não sei o quê dizer da teoria de Faraday sobre os efeitos colaterais afetaram Charlotte e Miles, e posteriormente Juliet, por causa de seus tempos prolongados na Ilha. Se os dois primeiros nasceram na Ilha (e estou começando a acreditar cada vez mais nessa possibilidade), não entendo porquê eles estão pulando no tempo e os Outros não.
Em Los Angeles, nada de muito interessante aconteceu. Vimos que Sun está pronta para matar Ben (o quê eu duvido que aconteça) e que Linus foi quem contratou o advogado para aterrorizar Kate (o quê já era esperado). E nada disso, nem os momentos legais porém curtos de Sayid e Hurley, me fazem esquecer que passamos vinte minutos vendo Kate tentar descobrir quem era o cliente de Dan Norton. E eu achei uma bobagem fútil. Eu sei que nunca aceito muito bem as enrolações de Lost quando elas são focadas na Kate, mas é que sempre me parece estupidez. É como puxar o freio de mão da trama. E não temos sequer desenvolvimento de personagem aqui. Jack e Kate são simplesmente tediosos e desinteressantes, e eu sempre tenho ressentimentos do fato de alguns escritores sentirem a necessidade de lhes dar tanto tempo tela. Mas quando eles lhe dão tanto tempo de tela para os dois não fazerem absolutamente nada, é ainda mais frustrante. E esse desperdício prejudicou um pouco o episódio na minha opinião. Ele poderia ter sido muito, muito mais do quê foi.

Jughead é obviamente o The Economist dessa temporada. Um ótimo terceiro episódio, muito mais agradável e intrigante que a estréia, e que vai parecer ser brilhante, até os episódios realmente brilhantes começarem a aparecer e eu me dar conta de que apesar de ser ótimo, o episódio não chega a ter aquela grandiosidade, aquele fator assombro. É, porém, uma pequena pérola que eu duvido que eu vá deixar de apreciar com o tempo, senão por outros motivos, pelo menos porquê dá tanto destaque a alguns dos meus personagens favoritos, e que eu sempre acho que não tem tempo de tela o suficiente, ou quê não são aproveitados da melhor maneira: Juliet, Sawyer, Desmond (tá, Desmond é sempre muito importante, mas eu acho que ele aparece pouco considerando o quão relevante ele é), Penny e Richard.
E como o episódio começa com o nascimento do filho do casal Hume, Charlie (que essa pessoa lerda que vos fala só se tocou que era em homenagem a Charlie Pace quando leu em outro site), eu vou falar deles primeiro. Eu adorei a reação do casal. É a reação que eu esperava de algum Oceanic 6, mas que nunca veio, e que foi sempre o meu motivo maior de frustração com eles (especialmente Jack e Kate). Penny e Desmond não levantaram da cama após o sonho do Brotha e resolveram voltar correndo para Ilha. Mas assim que Desmond descobre que as pessoas que ficaram para trás estão correndo perigo, os dois parecem extremamente preocupados (apesar de Desmond sequer ser muito próximo dos quê ficaram) e genuinamente dedicados a fazer o quê estiver ao seu alcance, mesmo que seja perigoso, para ajudar.
Para isso, os dois desembarcam na Grã-Bretanha e Desmond segue a trilha de mãe de Faraday, até localizá-la, com a ajuda de seu sogro, em Los Angeles. Acho que não resta mais nenhuma dúvida de que Faraday é filho de Ms. Hawking. O quê gosto tanto nessa parte da trama, é que talvez por ser trabalhada em uma cidade comum, cheia de gente comum, e não na Ilha, que é um lugar tão obviamente fantasioso que só poderia residir na ficção, eu fico arrepiada pensando nas coisas que acontecem bem debaixo do nosso nariz e nós não percebemos.
Pode até não haver nenhum Daniel Faraday experimentando com viagens no tempo na mente das pessoas nesse exato momento, em algum lugar do globo, mas eu duvido muito que com o dinheiro de gente como Charles Widmore não aconteçam todo o tipo de experimentações clandestinas e obscuras, que se um dia chegassem ao nosso conhecimento provavelmente até passariam despercebidas. Assim como o loop temporal em que a pobre Theresa Spencer se encontra presa muito provavelmente devido a ter servido de cobaia humana para Faraday, passa por algum tipo de insanidade.
Na Ilha, continuamos de onde paramos. Charlotte, Miles e Daniel são capturados, e Juliet, Sawyer e John tem em custódia os caras que queriam cortar a mão da Juliet (e eu peço desculpas a Gi. Pensei que eles fossem Dharma, mas obviamente os Hostis também usavam macacões cáqui horrendos). Com isso descobrimos que um dos requerimentos básicos para ser um outro é saber Latim e por isso Juliet o fala fluentemente (isso bem que poderia ser útil mais na frente, quando eles explorarem o passado da Ilha e as histórias do templo e a estátua de quatro dedos). Adorei também ela convencendo com certa facilidade um dos prisioneiros a lhe dizer onde ficava o acampamento dos Outros. Sinto falta de vê-la levando qualquer um na conversa, no estilo Ben Linus.

Eu ainda sou uma forte defensora do Team Juliet e não consigo deixar de torcer para vê-la dar a volta por cima, depois de ser completamente deixada de lado na temporada passada. Sawyer sendo o outro personagem pelo qual eu tenho os mesmos sentimentos. Ele pode até não ter feito nada demais até agora, mas eu me contento em vê-lo ser o alívio cômico, além de colírio para os olhos, é claro. As tiradas dele sempre são incríveis, a química de Josh Holloway com Elizabeth Mitchell não poderia ser melhor e os dois devem mesmo ser os líderes, heróis e defensores dos fracos e oprimidos nessa temporada. É claro que torço para que Juliet ainda consiga trazer algumas novas revelações sobre os Outros à tona, mas já fica claro que as revelações bombásticas devem cercar é Faraday mesmo.
Eu não gosto muito de Jeremy Davies, mas é inegável que Daniel tomou a frente da trama e deve ser aquele que puxa o fio da meada até pelo menos o final desse quinto ano. Tudo bem que ele não faz praticamente nada em Jughead, mas vejam quantos mistérios já o cercam. Vários blogs já apontam que a loura que o captura, Ellie, pode ser sua mãe, já que o nome desta seria Eloise (o quê seria extremamente interessante). E é claro, na Inglaterra, Desmond descobre que a pesquisa de Faraday foi financiada por mais de dez anos por ninguém menos que Charles Widmore. E que depois do quê aconteceu com Theresa, ele fugiu para os Estados Unidos, onde não coincidentemente, é onde também está sua mãe. Eu me lembrei daquela cena em Confirmed Dead onde ele aparece chorando ao assistir as notícias sobre o vôo 815 e tem uma mulher que não vemos ao fundo, e depois de saber tudo o quê sabemos agora, eu estou mais intrigada que nunca.
É claro que a mulher pode ser a mãe dele (ou não), mas porquê Daniel ficou tão abalado com as notícias sobre o avião da Oceanic? Ele está envolvido com Widmore, o autor da farsa, então alguma coisa ele deveria saber. Mas ainda não faz sentido algum para mim. Poderia aquele Daniel já ter estado no futuro, na Ilha?
Não seria algo impossível já que em Jughead também descobrimos que a visita que Richard faz a Locke quando ele nasce na verdade é motivada pela aparição de John no acampamento dele, dois anos antes, clamando ser o líder deles mandado por Jacob. E o engraçado é que Locke deixa com ele a bússola que Richard usa para testá-lo no futuro (obviamente esperando que o seu líder instintivamente escolha aquele objeto tão significativo na relação dos dois).


E seguindo a regra de quê o melhor fica para o final, somos levados á informação de que o líder do grupo de jovens que atacou Sawyer e Juliet em The Lie era ninguém menos que Charles Widmore. Eu fiquei chocada, é claro. Widmore era um Outro, a mãe de Faraday pode ter sido uma Outra, francamente, até onde agente sabe, Christian Shepard e Mr. Paik poderiam ser Outros. Eu não duvido de mais nada. O quê me interessa mesmo saber, é como Widmore deixou de ser um Outro e foi parar no lado de fora, e se for mesmo o caso das especulações, Eloise Hawking também? Pela própria resposta de Richard ao pedido de John para lhe explicar como sair da Ilha (sem mencionar a política de Ben, que também não dava a informação a não ser que fosse extremamente necessário aos seus planos), sair da Ilha é um privilégio. Então ou Widmore também moveu a roda de burro, ou ele quis sair e mereceu sair. Do contrário, por quê eles não simplesmente o mataram como mataram tantos outros?
E qual é a relação de Widmore com Benjamin Linus (que só chegou a Ilha pelo menos 15 anos depois)? Quais eram as regras estabelecidas entre eles? Seja lá o quê for, Widmore está preocupado com a segurança de sua filha, e infelizmente, ela está indo em direção justamente ao homem que deseja matá-la. E geralmente eu fico do lado de Ben, mesmo quando ele manipula, mente e faz suas maldades, mas Desmond e Penny são sagrados. Se ele matá-la, eu vou odiá-lo com todas as forças.

Lost está de volta, e novamente a série se reinventa. A estrutura narrativa mudou, e o foco agora é o tempo. Viagens no tempo mais precisamente. Mas nem tudo está diferente e a temporada começa exatamente como a segunda e a terceira, com um personagem desconhecido colocando um vinil para tocar, e fazendo coisas rotineiras enquanto a música toca. E se antes fomos apresentados a dois personagens que viriam a figurar entre os melhores da série, Desmond e Juliet, aqui vemos alguém já familiar, o Dr. Chang (ou Marvin Candle, que é o nome dele que eu sempre recordo). Contudo, o flashback não é menos revelador em nada.
Quem poderia imaginar que Marvin Candle era um pacato morador da Vila Dharma (no futuro Vila dos Outros), que tinha esposa e filho? Eu nem achava que ele estivesse na Ilha! E o quê dizer sobre a descoberta da roda que moveu a Ilha durante a construção da Estação Orquídea? Ou sobre a presença de Faraday no local? Eu não sou a primeira a dizer, e provavelmente essa frase se tornará um clichê esse ano, mas o personagem principal de Lost se tornou a Ilha. Ainda assim, o quê mais me interessa em Lost ainda são as pessoas, as reações humanas frente ao difícil, ao improvável e ao impossível. Os mecanismos de superação de cada um e suas maneira de se relacionar com os outros e com o mundo a sua volta em tempos de crise.
Eu estava muito interessada em tudo o quê Faraday tinha a dizer sobre as viagens no tempo que o grupo aparentemente estava realizando. Fiquei curiosa em entender porquê os Outros não estavam sofrendo os mesmos efeitos. Afinal, não pode ser algo relacionado à queda do avião, porquê Charlotte, Miles e Daniel não estavam nele, e não parece ser relacionado ao tempo que cada um está na Ilha, porquê Juliet está lá há anos. E também não parece ser uma questão geográfica. Então qual é o fator que faz com que os Losties fiquem presos no loop da Ilha, e os demais não?

Porém melhor que pensar essa questão, é ver Locke, Sawyer, Juliet e os demais tentando lidar com a incerteza, a instabilidade, a falta de segurança, a impossibilidade de se segurar ao comforto de algo rotineiro e constante. Enquanto Sawyer se revolta e e fica frustrado, Juliet facilmente desliza para dentro do papel que era então de Jack (com direito a altruísmo estúpido e tudo) como a líder calma e diplomática e John se apega ao único objeto que sempre lhe faz sentir forte e no controle, sua faca, apesar de Richard encontrar-lhe e lhe dar uma bússola que muito provavelmente era o objeto que Locke deveria ter escolhido quando criança ao invés da arma. E Faraday, que continua misteriosamente racionando a informação, tem um momento de desespero inspirado e pede ajuda de Desmond, no quê se torna uma memória com a qual o Brotha imediatamente sonha (um dos momentos mais inspirados dessa premiere, na minha opinião).
Fora da Ilha, Hurley e Sayid tem destaque enquanto tentam fugir, mas não conseguem. Seus caminhos acabam cruzando com os de Jack e do sempre manipulador Ben, que parece ter todo tipo de contatos e cúmplices fora da Ilha. E Kate é forçada novamente a fugir quando é confrontada com um mandado para um teste de DNA de Aaron. Mas é Sun quem mais chamou minha atenção. Apesar de aparecer pouco, a Coreana me deixou com a pulga atrás da orelha. Algo me diz que não podemos mais confiar nela e em seu bom caráter, e que seja seu objetivo vingança ou outra ainda obscuro, ela será capaz de fazer qualquer coisa para alcançá-lo. Acho inclusive que ela pode ser responsável pelos advogados que foram atrás de Kate e até mesmo pelos homens que tentaram raptar Sayid. É claro, Ben também é um suspeito natural de todas essas ações.

Eu também gosto muito do desenvolvimento do personagem de Jorge Garcia fora da Ilha e aqui não foi diferente. Dessa vez, ele viu a Anna Lucia. E eu fico me perguntando o tempo todo o quê pode estar acontecendo com o Dude para ele estar vendo gente morta. Será que é uma variação do que ocorre com Miles?
E voltando ao pedido de socorro de Faraday a Desmond, o físico pede ao escocês para encontrar sua mãe. Bom, eu, como o resto do mundo, pensei imediatamente em Miss Hawking. E não é que nada por acaso ela aparece no final, e descobrimos que a misteriosa senhora do viagem ao passado de Desmond em Flashes Before Your Eyes também é uma alida de Benjamin Linus?
Essa pode até não ter sido minha premiere de Lost favorita (na verdade, seria até a que eu menos gostei, junto com The Beginning of the End), mas não deixa de ser um bom episódio e um que me deixou infinitamente ansiosa pelo o quê pode estar por vir. E a mudança de estrutura da série pode até mesmo significar que não precisaremos de Flashbacks para rever conhecidos como Danielle (os produtores não sempre disseram que veríamos o passado dela, mas não em um flashback, ou algo assim?). Fico pensando na possibilidade da Rousseau do passado se encontrar com Locke, Sawyer e Juliet e fico salivando, seria o máximo eles verem ao vivo como a equipe dela realmente morreu e como ela sobreviveu tantos anos na Ilha sozinha. Além dessa óbvia possibilidades, o novo modo da trama ser contada abre a porta para muitas, muits coisas interessantes acontecerem. E eu mal posso esperar.


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